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'Festa de Família' põe hipocrisia em debate com cenografia limpa


Thiago Mariano
Do Diário do Grande ABC

04/02/2010 | 07:00


Reuniões familiares são sempre cercadas de possibilidades. É possível que elas transcorram normalmente; é quase inevitável que se encontre um parente enfadonho e há sempre o temor de que acabe em confusão. É o que acontece em "Festa de Família", peça adaptada do filme homônimo de David Eldridge, que estreia amanhã, às 21h30, no Sesc Avenida Paulista.

Eldridge é um dos ícones do movimento cinematográfico "Dogma 95", nascido na Dinamarca e caracterizado pela proposta minimalista na utilização de técnicas e tecnologias nas filmagens, além do uso da câmera na mão, com captação ousada de imagens e planos de câmera.

"Tudo que os cineastas fizeram com o Dogma 95, a tentativa de tirar das obras tudo que não era estritamente essencial, o teatro tem como vocação natural, porque é uma arte coletiva e artesanal. O espetáculo está fundamentado na interpretação e na essência do texto", conta o ator e diretor Bruce Gomlevsky.

Quinze personagens em cena participam do aniversário do patriarca de uma abastada família dinamarquesa. Todos, em meio aos comes e bebes, começam a ficar chocados com as revelações do filho, Cristian, que comprovam que o pai não é o homem modelo que sempre demonstrou ser.

"É um Hamlet contemporâneo, tentando trazer a verdade à tona e derrubando a hipocrisia que cerca suas relações familiares."

Denúncias graves, como abuso sexual, suicídio e racismo entram em debate na mesa familiar. "Na verdade, o texto serve de ponte para falar sobre todas as violências sofridas e omitidas pelas vítimas. A festa é de uma burguesia que a princípio é cheia de valores, só que é obrigada a utilizar a hipocrisia como muleta, porque é incapaz de preservar esses valores", completa Gomlevsky, que concorre ao Prêmio Shell de melhor diretor pela peça.

Festa de Família Teatro. Estreia amanhã, às 21h30. Sesc Avenida Paulista - Avenida Paulista, 119, São Paulo. Tel.: 3179-3700. De 6ª a dom., às 21h30. Até 14 de março. Ingr.: R$ 20.



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'Festa de Família' põe hipocrisia em debate com cenografia limpa

Thiago Mariano
Do Diário do Grande ABC

04/02/2010 | 07:00


Reuniões familiares são sempre cercadas de possibilidades. É possível que elas transcorram normalmente; é quase inevitável que se encontre um parente enfadonho e há sempre o temor de que acabe em confusão. É o que acontece em "Festa de Família", peça adaptada do filme homônimo de David Eldridge, que estreia amanhã, às 21h30, no Sesc Avenida Paulista.

Eldridge é um dos ícones do movimento cinematográfico "Dogma 95", nascido na Dinamarca e caracterizado pela proposta minimalista na utilização de técnicas e tecnologias nas filmagens, além do uso da câmera na mão, com captação ousada de imagens e planos de câmera.

"Tudo que os cineastas fizeram com o Dogma 95, a tentativa de tirar das obras tudo que não era estritamente essencial, o teatro tem como vocação natural, porque é uma arte coletiva e artesanal. O espetáculo está fundamentado na interpretação e na essência do texto", conta o ator e diretor Bruce Gomlevsky.

Quinze personagens em cena participam do aniversário do patriarca de uma abastada família dinamarquesa. Todos, em meio aos comes e bebes, começam a ficar chocados com as revelações do filho, Cristian, que comprovam que o pai não é o homem modelo que sempre demonstrou ser.

"É um Hamlet contemporâneo, tentando trazer a verdade à tona e derrubando a hipocrisia que cerca suas relações familiares."

Denúncias graves, como abuso sexual, suicídio e racismo entram em debate na mesa familiar. "Na verdade, o texto serve de ponte para falar sobre todas as violências sofridas e omitidas pelas vítimas. A festa é de uma burguesia que a princípio é cheia de valores, só que é obrigada a utilizar a hipocrisia como muleta, porque é incapaz de preservar esses valores", completa Gomlevsky, que concorre ao Prêmio Shell de melhor diretor pela peça.

Festa de Família Teatro. Estreia amanhã, às 21h30. Sesc Avenida Paulista - Avenida Paulista, 119, São Paulo. Tel.: 3179-3700. De 6ª a dom., às 21h30. Até 14 de março. Ingr.: R$ 20.

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