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Músico Paulo Miklos agora consolida a carreira de ator

Estreia filme que deu Candango ao músico; ele foi
premiado no Festival de Brasília como melhor ator



04/12/2009 | 07:00


Quatro filmes e dois prêmios no mais tradicional festival de cinema brasileiro do País, o de Brasília. Por seu papel em "O Invasor", de Beto Brant, Paulo Miklos recebeu o Candango de ator-revelação. Por "É Proibido Fumar", o longa de Anna Muylaert que estreia hoje (lamentavelmente em nenhuma sala do Grande ABC), ganhou o prêmio de melhor ator, um dos nove Candangos outorgados à produção. Entre os demais, estão os de melhor filme e atriz (para Glória Pires).

Miklos não esconde sua satisfação. "Ah, é bacana. Existem momentos em que hesito em me definir como ator. Ainda estou aprendendo, mas o que já entendi, com os maiores atores, aqueles a quem admiro e respeito, é que eles também se colocam como aprendizes."

Aprendiz no cinema, veterano na música. Integrante da banda Titãs, Miklos está na estrada com os companheiros há 27 anos. Agora mesmo, a banda faz a turnê de lançamento do CD "Sacos Plásticos". O que ele já percebeu é que uma nova geração se incorporou aos fãs - "Tem muita gente jovem que vem cantar e dançar com a gente. Essa renovação é muito importante." Além de sucessos antigos, o carro-chefe dos shows tem sido a faixa "Porque Eu Sei Que É Amor", do novo disco, que integra a trilha da novela Cama de Gato.

Os quatro filmes da carreira de Miklos se completam com "Estômago", de Marcos Jorge, e "Boleiros 2", de Ugo Giorgetti. Só cinema de autor. É uma opção? "É mais uma questão de oportunidade. As pessoas me convidam, são projetos interessantes, embarco. Mas isso não quer dizer que tenha uma preferência. Faço coisas que me permitem evoluir. Tenho feito minisséries, especiais, até novela já fiz."

Quando Anna lhe propôs o papel em "É Proibido", ele ficou imediatamente tentado. A diretora define o filme como tratando da culpa. Para Miklos, "é sobre a busca da felicidade possível, que vai depender do estágio em que você se encontra."

Anna acredita que um filme demora um tempo para amadurecer. "Acho que o ator também precisa de um tempo para amadurecer o personagem." Foi o que lhe disse, e ela contratou um instrutor de elenco, o Luiz Montes, para fazer o aquecimento. "Fiquei um mês com ele, vivenciando o personagem, antes de filmar." A parceria com Glória Pires foi ‘fantástica'. Miklos se impressionou com a forma como ela abraçou o projeto. "Baby é uma personagem instigante. Obsessiva, claustrofóbica. Glória se entregou de coração."

Querendo virar um futuro ex-fumante, ele conta que vive o desafio de parar de fumar ‘com muita determinação'. Mas reclama: "Acho que devem existir regras claras em benefício de quem não fuma e não pode ser constrangido a aspirar a fumaça do cigarro dos outros. Só que está havendo uma criminalização absurda do fumante. Nem com as drogas as autoridades andam tão duras. O fumante vive hoje abaixo do cachorro, no último degrau da escala."

Miklos lembra-se do processo do filme. "Ele se passa muito em interiores. A produção alugou dois apartamentos, que eram usados simultaneamente. A gente filmava num e guardava os equipamentos no outro. Íamos revezando. Aquele espaço apertado não era apenas ideal para o clima do filme como manteve a equipe focada. Éramos poucos e estávamos sempre juntos. Foi muito positivo para o astral do filme."

Sua definição é de que o cinema projeta uma lente de aumento sobre as coisas. "O roteiro da Anna tinha poucos elementos, mas os detalhes são todos fundamentais e, ampliados, fazem a riqueza da obra." É um filme com camadas, ele adverte. "Dependendo do espectador, cresce muito."

Miklos admite que trouxe para o personagem algo de sua vivência nos Titãs. "A banda sempre deu guinadas radicais ao longo de sua história. Sou do tipo que nunca fica satisfeito, aliás, acho que é a sina do artista. Sempre toquei diversos instrumentos. Fui saxofonista, tecladista, mexo com eletrônico, canto romântico, faço o punk. Não digo que tenha trazido toda essa vivência, porque o Max tem outra história, mas coloquei coisas minhas, que vi e ouvi e que ajudaram a enriquecer o personagem."

Falar de música é pretexto para comentar a brodagem com os demais Titãs. "Eles são meus maiores incentivadores. Acho que o segredo da permanência da banda é que, embora integrados, nós todos temos espaço para projetos individuais. Eu atuo, Toni (Bellotto) e Branco (Melo) escrevem." E ele acrescenta: "Aqui ninguém fica parado no tempo, não." Sobre os riscos de parar no tempo, a personagem de Glória pode ser uma boa advertência. "E não é?", Paulo Miklos deixa sua pergunta no ar.



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Músico Paulo Miklos agora consolida a carreira de ator

Estreia filme que deu Candango ao músico; ele foi
premiado no Festival de Brasília como melhor ator


04/12/2009 | 07:00


Quatro filmes e dois prêmios no mais tradicional festival de cinema brasileiro do País, o de Brasília. Por seu papel em "O Invasor", de Beto Brant, Paulo Miklos recebeu o Candango de ator-revelação. Por "É Proibido Fumar", o longa de Anna Muylaert que estreia hoje (lamentavelmente em nenhuma sala do Grande ABC), ganhou o prêmio de melhor ator, um dos nove Candangos outorgados à produção. Entre os demais, estão os de melhor filme e atriz (para Glória Pires).

Miklos não esconde sua satisfação. "Ah, é bacana. Existem momentos em que hesito em me definir como ator. Ainda estou aprendendo, mas o que já entendi, com os maiores atores, aqueles a quem admiro e respeito, é que eles também se colocam como aprendizes."

Aprendiz no cinema, veterano na música. Integrante da banda Titãs, Miklos está na estrada com os companheiros há 27 anos. Agora mesmo, a banda faz a turnê de lançamento do CD "Sacos Plásticos". O que ele já percebeu é que uma nova geração se incorporou aos fãs - "Tem muita gente jovem que vem cantar e dançar com a gente. Essa renovação é muito importante." Além de sucessos antigos, o carro-chefe dos shows tem sido a faixa "Porque Eu Sei Que É Amor", do novo disco, que integra a trilha da novela Cama de Gato.

Os quatro filmes da carreira de Miklos se completam com "Estômago", de Marcos Jorge, e "Boleiros 2", de Ugo Giorgetti. Só cinema de autor. É uma opção? "É mais uma questão de oportunidade. As pessoas me convidam, são projetos interessantes, embarco. Mas isso não quer dizer que tenha uma preferência. Faço coisas que me permitem evoluir. Tenho feito minisséries, especiais, até novela já fiz."

Quando Anna lhe propôs o papel em "É Proibido", ele ficou imediatamente tentado. A diretora define o filme como tratando da culpa. Para Miklos, "é sobre a busca da felicidade possível, que vai depender do estágio em que você se encontra."

Anna acredita que um filme demora um tempo para amadurecer. "Acho que o ator também precisa de um tempo para amadurecer o personagem." Foi o que lhe disse, e ela contratou um instrutor de elenco, o Luiz Montes, para fazer o aquecimento. "Fiquei um mês com ele, vivenciando o personagem, antes de filmar." A parceria com Glória Pires foi ‘fantástica'. Miklos se impressionou com a forma como ela abraçou o projeto. "Baby é uma personagem instigante. Obsessiva, claustrofóbica. Glória se entregou de coração."

Querendo virar um futuro ex-fumante, ele conta que vive o desafio de parar de fumar ‘com muita determinação'. Mas reclama: "Acho que devem existir regras claras em benefício de quem não fuma e não pode ser constrangido a aspirar a fumaça do cigarro dos outros. Só que está havendo uma criminalização absurda do fumante. Nem com as drogas as autoridades andam tão duras. O fumante vive hoje abaixo do cachorro, no último degrau da escala."

Miklos lembra-se do processo do filme. "Ele se passa muito em interiores. A produção alugou dois apartamentos, que eram usados simultaneamente. A gente filmava num e guardava os equipamentos no outro. Íamos revezando. Aquele espaço apertado não era apenas ideal para o clima do filme como manteve a equipe focada. Éramos poucos e estávamos sempre juntos. Foi muito positivo para o astral do filme."

Sua definição é de que o cinema projeta uma lente de aumento sobre as coisas. "O roteiro da Anna tinha poucos elementos, mas os detalhes são todos fundamentais e, ampliados, fazem a riqueza da obra." É um filme com camadas, ele adverte. "Dependendo do espectador, cresce muito."

Miklos admite que trouxe para o personagem algo de sua vivência nos Titãs. "A banda sempre deu guinadas radicais ao longo de sua história. Sou do tipo que nunca fica satisfeito, aliás, acho que é a sina do artista. Sempre toquei diversos instrumentos. Fui saxofonista, tecladista, mexo com eletrônico, canto romântico, faço o punk. Não digo que tenha trazido toda essa vivência, porque o Max tem outra história, mas coloquei coisas minhas, que vi e ouvi e que ajudaram a enriquecer o personagem."

Falar de música é pretexto para comentar a brodagem com os demais Titãs. "Eles são meus maiores incentivadores. Acho que o segredo da permanência da banda é que, embora integrados, nós todos temos espaço para projetos individuais. Eu atuo, Toni (Bellotto) e Branco (Melo) escrevem." E ele acrescenta: "Aqui ninguém fica parado no tempo, não." Sobre os riscos de parar no tempo, a personagem de Glória pode ser uma boa advertência. "E não é?", Paulo Miklos deixa sua pergunta no ar.

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