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Tchekhov no palco


Thiago Mariano
Do Diário do Grande ABC

25/11/2009 | 07:00


Deixando de lado o drama de "As Três Irmãs", "A Gaivota" e "Tio Vânia", quem ganha vida e entra em cena é o próprio autor desses clássicos, o dramaturgo russo Anton Tchekhov (1860-1904), na montagem ApontoTchekhov, que entra em cartaz a partir de sexta-feira, no Sesc Ipiranga, em São Paulo.

Livremente inspirado no livro "Carta a Suvórin", composto por cartas de Tchekhov para seu amigo e dono de jornal Aleksei Suvórin, a peça relata histórias e o ponto de vista do escritor sobre suas obras e acontecimentos históricos de seu país e do mundo.

Durante dez anos, o escritor trocou correspondências com Suvórin. À medida que publicava contos no jornal, a amizade dos dois aumentava, assim como o nível de confiança e de troca de confidências entre eles.

Anton Pavlovitch Tchekhov, mais que um dos maiores dramaturgos da história do teatro, foi escritor de obras como "A Estepe" e "O Duelo", além de médico, profissão que exercia durante o dia e conciliava com o hábito de escrever, reservado para as noites. Vivendo em uma sociedade de profundas transformações na virada do século 20, foi um dos grandes apontadores das tendências da nova ordem social. É considerado o mestre do conto moderno.

Fernando Neves, diretor do espetáculo, justifica a escolha do personagem pela profundidade do ser. "É impossível disassociar esse dramaturgo das obras que escreveu. Um escritor de temática tão profunda como Tchekhov não era um homem fútil. Pelo contrário, era cidadão preocupado com o ser humano", diz.

Sem enredo específico, a trama é calcada nos pontos de maior repercussão das cartas de Tchekhov. "A palavra e tudo que se fala têm extrema importância". Ações triviais permeiam os diálogos trocados entre os dois personagens, que representam o mesmo protagonista. "Costumo dizer que um é o Anton, mais leve e brincalhão, enquanto o outro é Tchekhov, mais denso e dramático", complementa Neves.

As nuances da personalidade do escritor não estão evidenciadas nas ações ou em casos ocorridos, mas em tudo o que pensa e comunica ao amigo. O papel do personagem Anton Tchekhov é o mesmo que o do homem: captar e transmitir. No palco, o que Neves pretende reforçar é a qualidade desse fluxo. "Todos nós assumimos e defendemos o discurso dele, para que todos tenham vontade de conhecê-lo mais", completa, dizendo também que entender quem foi Tchekhov já é o primeiro passo para compreender sua obra.

ApontoTchekhov - Teatro. Sesc Ipiranga - Rua Bom Pastor, 822, São Paulo. Tel.: 3340-2000. 6ª, às 21h e sáb., às 20h. Ingr.: R$ 15.



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