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Desempregada, Maurren busca projeto até a Olimpíada de Londres-2012

Campeã nos Jogos de Pequim espera começar 2010 em nova equipe para defender título no salto em distância


Marta Teixeira
Do Diário do Grande ABC

12/11/2009 | 07:00


Fugir do tiro curto e garantir apoio até os Jogos Olímpicos de Londres-2012. Esta é a prioridade da saltadora Maurren Maggi. Desempregada desde 23 de outubro, quando ela, o técnico Nélio Moura e outros 19 atletas deixaram a Rede Atletismo, a campeã olímpica de salto em distância busca parceiro que lhe permita manter a estrutura de treinamento para defender o ouro de Pequim.

"Não importa o clube, o importante é encontrar alguém que queira um projeto até 2012", afirmou a atleta ontem, durante visita ao núcleo Heliópolis do Projeto Atletismo em Ação. "2012 será espelho para 2016."

Além do Botafogo, do Rio de Janeiro, Maurren garante que há outros interessados no grupo. "Temos várias propostas, precisamos sentar e analisar. Oportunidade não vai faltar", disse, confiante de que até o último dia de dezembro sua situação estará definida. "Não acredito que vá ficar desempregada em 2010. Conquistei a primeira medalha e tenho de defender o título. Quero começar o ano em novo clube."

Após a Olimpíada, Maurren acreditou que o esporte viveria dias de mais estabilidade. "Muita coisa mudou, mas a estrutura continua a mesma", lamentou, lembrando que o País ainda tem poucas pistas em condições para treinamento.

São Paulo, por exemplo, tem as pistas do Ibirapuera e em São Caetano, mas ambas precisam de reformas. "Nas grandes cidades do mundo tem estrutura em todo lugar", comparou. "Mas acho que não vai demorar para mudar (a situação). Com a gente sediando a Olimpíada não é mais caso de necessidade, mas de moralidade", completou, confiante no renascimento da pista do Ibirapuera, onde treinou a maior parte de sua carreira. "É meu quintal e sei que voltará a ser o que era pois há projeto para que seja um Centro de Excelência."

Maurren, que está em recuperação de artroscopia no joelho direito, já voltou a correr mas não marca uma data para seu retorno às competiçã. Aos 33 anos, confessa o sonho de seguir na ativa para 2016.

Campeã arregaça as mangas por futuro melhor

Madrinha do núcleo Heliópolis do projeto Atletismo em Ação, a campeã olímpica Maureen Maggi visitou a unidade ontem. "Adoro mexer com criança e passar para a frente o que aprendi na vida."

Apesar de feliz pela iniciativa, Maurren lembrou que o projeto, que ganhou o patrocínio da Votorantim este ano, precisa crescer. "Ninguém merece treinar aqui", disse, olhando desolada para o terreno de grama gasta atrás da quadra da Escola de Samba Imperador do Ipiranga, onde as 80 crianças se reúnem.

"Vim aqui há três anos e não mudou nada", lembrou com planos de colocar no lugar uma das pistas de salto patrocinadas pela CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo). "Nossa briga é para não deixar que falte estrutura daqui para frente." 



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Desempregada, Maurren busca projeto até a Olimpíada de Londres-2012

Campeã nos Jogos de Pequim espera começar 2010 em nova equipe para defender título no salto em distância

Marta Teixeira
Do Diário do Grande ABC

12/11/2009 | 07:00


Fugir do tiro curto e garantir apoio até os Jogos Olímpicos de Londres-2012. Esta é a prioridade da saltadora Maurren Maggi. Desempregada desde 23 de outubro, quando ela, o técnico Nélio Moura e outros 19 atletas deixaram a Rede Atletismo, a campeã olímpica de salto em distância busca parceiro que lhe permita manter a estrutura de treinamento para defender o ouro de Pequim.

"Não importa o clube, o importante é encontrar alguém que queira um projeto até 2012", afirmou a atleta ontem, durante visita ao núcleo Heliópolis do Projeto Atletismo em Ação. "2012 será espelho para 2016."

Além do Botafogo, do Rio de Janeiro, Maurren garante que há outros interessados no grupo. "Temos várias propostas, precisamos sentar e analisar. Oportunidade não vai faltar", disse, confiante de que até o último dia de dezembro sua situação estará definida. "Não acredito que vá ficar desempregada em 2010. Conquistei a primeira medalha e tenho de defender o título. Quero começar o ano em novo clube."

Após a Olimpíada, Maurren acreditou que o esporte viveria dias de mais estabilidade. "Muita coisa mudou, mas a estrutura continua a mesma", lamentou, lembrando que o País ainda tem poucas pistas em condições para treinamento.

São Paulo, por exemplo, tem as pistas do Ibirapuera e em São Caetano, mas ambas precisam de reformas. "Nas grandes cidades do mundo tem estrutura em todo lugar", comparou. "Mas acho que não vai demorar para mudar (a situação). Com a gente sediando a Olimpíada não é mais caso de necessidade, mas de moralidade", completou, confiante no renascimento da pista do Ibirapuera, onde treinou a maior parte de sua carreira. "É meu quintal e sei que voltará a ser o que era pois há projeto para que seja um Centro de Excelência."

Maurren, que está em recuperação de artroscopia no joelho direito, já voltou a correr mas não marca uma data para seu retorno às competiçã. Aos 33 anos, confessa o sonho de seguir na ativa para 2016.

Campeã arregaça as mangas por futuro melhor

Madrinha do núcleo Heliópolis do projeto Atletismo em Ação, a campeã olímpica Maureen Maggi visitou a unidade ontem. "Adoro mexer com criança e passar para a frente o que aprendi na vida."

Apesar de feliz pela iniciativa, Maurren lembrou que o projeto, que ganhou o patrocínio da Votorantim este ano, precisa crescer. "Ninguém merece treinar aqui", disse, olhando desolada para o terreno de grama gasta atrás da quadra da Escola de Samba Imperador do Ipiranga, onde as 80 crianças se reúnem.

"Vim aqui há três anos e não mudou nada", lembrou com planos de colocar no lugar uma das pistas de salto patrocinadas pela CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo). "Nossa briga é para não deixar que falte estrutura daqui para frente." 

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