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Aparados pelo tempo


Heloísa Cestari
Do Diário do Grande ABC

05/11/2009 | 07:00


Principal destaque da Rota dos Tropeiros em solo gaúcho, o Parque Nacional de Aparados da Serra faz qualquer um se sentir um mosquitinho em meio à imensidão de seus paredões. Como o próprio nome indica, suas rochas foram aparadas pelo tempo, dando origem a planícies que, quando menos se espera, transformam-se em abismos de tirar o fôlego, onde um passo em falso pode custar a vida. De repente, o que era firme se perde em ribanceiras de até um quilômetro de profundidade, pelas quais escorrem dezenas de cachoeiras que, de tão altas, mais parecem se esvair no ar antes de alcançar o chão.

Devido à proximidade do mar, os abismos sofrem o fenômeno da viração, quando um espesso nevoeiro, também chamado de "nada" pelos moradores, toma conta dos despenhadeiros. Por isso, a melhor época para visitar os cânions da região são os meses de maio a agosto. Nesse período, apesar do frio - que já chegou a marcar 8ºC negativos no local -, as paisagens ficam mais nítidas e o risco de nevoeiros é menor.

Cerca de 250 quilômetros de paredões assustadoramente verticais separam as montanhas do parque, que abrangem os municípios de Cambará do Sul (RS) e Praia Grande, já em território catarinense, servindo de divisa natural entre os dois Estados.

O mais famoso dos cânions atende pelo nome de Itaimbezinho, palavra derivada do termo itaimbé, que significa pedra cortada em tupi-guarani. Mas não se deixe levar pela impressão diminuta sugerida pelo nome. Afinal, estamos falando do segundo maior cânion do mundo, cujos paredões verticais chegam a registrar até 720 metros de altura e cerca de sete quilômetros de extensão.

ACESSO - Várias trilhas foram abertas na mata para permitir o acesso do público à belíssima vista do Itaimbezinho. A mais curta, batizada de Trilha do Vértice, leva cerca de 45 minutos. No caminho, parada obrigatória para contemplar o início do cânion e a fantástica cascata das Andorinhas.

Para percorrer as demais trilhas, é imprescindível o acompanhamento de um guia especializado. Tanto a do Cotovelo quanto a do Vértice margeiam a boca do cânion e exigem cerca de duas horas e meia de caminhada, passando pelo Arroio Perdiz e pela cachoeira Véu de Noiva.

Já a trilha do Boi, com exaustivas sete horas de caminhada, passa pela parte baixa do parque, pertencente ao município catarinense de Praia Grande. O trajeto percorre o fundo do vale e é indicado somente a pessoas com experiência em trekking, já que a maior parte do percurso é cumprida sobre pedras e leitos de rio.

INFORMAÇÕES

Bom Jesus: (0xx54) 3237-1585

Cambará do Sul: (0xx54) 3251-1174

Esmeralda: (0xx54) 3354-1222

Jaquirana: (0xx54) 3253-1100

Monte Alegre dos Campos: (0xx54) 9909-6439

Muitos Capões: (0xx54) 3612-2107

São Francisco de Paula: (0xx54) 3244-1175

Site da rota: www.rotacamposdecimadaserra.com.br



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