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Fenabrave projeta alta de 8% neste ano


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

05/11/2009 | 07:00


A Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) projeta que, neste ano, as vendas de carros zero-quilômetro vão crescer 8% frente a 2008 e, depois, em 2010, o setor vai acelerar e ter expansão de 9%.

Os números do segmento até outubro justificam as projeções para 2009. No acumulado dos dez primeiros meses, foram quase 2,6 milhões de unidades vendidas ou 6,04% mais que no mesmo período do ano passado, de acordo com dados do cadastro do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores). Os 8% de alta significam alcançar a marca dos 3 milhões de veículos comercializados no mercado interno.

Segundo o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze, os números mostram que a crise, sobretudo no segmento de automóveis, ficou para trás. Ele citou que a forte queda nas vendas, desde outubro do ano passado, foi revertida com a retomada do acesso aos financiamentos.

Outras áreas ainda não se recuperaram. A de caminhões, por exemplo, deve fechar 2009 com retração de 17%. Para Reze, nesse segmento, a maior dificuldade não era crédito, mas a falta de confiança na economia. "(A atividade) dependia de frete. Com a economia girando, as vendas cresceram", explicou.

O dirigente expressa otimismo, embora calcule para este mês ligeira retração sobre os dados de outubro. A retirada gradual do incentivo tributário - o desconto no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) - deve colaborar para essa diminuição. A avaliação é semelhante à do consultor e ex-presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), André Beer, que, no entanto, é mais cauteloso em relação às previsões para 2010. "Acredito que vamos repetir os 3 milhões de unidades. Não vamos ter mais o IPI reduzido", avaliou.

Reze, por sua vez, confia que o crescimento da economia - o governo já estima alta de 5% no PIB (Produto Interno Bruto) no ano que vem - deverá impulsionar a demanda por carros.

Unidade mineira da Mueller fica com a Fiat

A Fiat assumiu o controle da unidade mineira da indústria de autopeças Mueller, uma das líderes do mercado brasileiro de componentes plásticos para o setor automotivo. O valor do negócio foi mantido em sigilo. A operação passará a ser comandada pela Magneti Marelli - companhia pertencente à montadora - com o nome de CMP (Componentes e Módulos Plásticos).

Agora capitalizada, a Mueller, que tem sede na Capital paulista, informou que vai se dedicar à estratégia de continuar crescendo com base no investimento em novas tecnologias e projetos industriais adequados "aos desafios da sustentabilidade" e no estabelecimento de parcerias estratégicas.

As equipes de engenharia e desenvolvimento de produto e de design, que constituem um dos seus diferenciais competitivos, continuarão fazendo parte da fabricante, uma das primeiras do setor nacional de autopeças que teria emergido da grave situação provocada pela crise econômica mundial.

A empresa seguirá sob o comando da CEO (executiva chefe) Esther Faingold. Para ela, os 34 anos de parceria entre Mueller e Fiat e o estreito relacionamento construído ao longo destes anos fortaleceram a base do acordo que convergiu para interesses de ambas as partes. (Do Diário do Grande ABC)

Mahle Metal Leve conclui oferta pública de aquisição de ações

A Mahle Indústria e Comércio, controladora da Mahle Metal Leve - indústria de autopeças que tem fábrica em São Bernardo -, concluiu ontem OPA (oferta pública de aquisição) na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), por meio da qual ficou com praticamente todas as ações ON (ordinárias) desta empresa.

A área de relações com investidores da Mahle informou que a operação, orçada em R$ 17 milhões, deveu-se ao interesse do grupo investidor Atlas - que detinha 16,65% das ON (papéis que dão direito a voto em assembléia) - de vender sua participação.

Por conta disso, a Mahle Indústria e Comércio (que já possuía 83,16% das ON) lançou a OPA, em que ofereceu condições iguais de preços (R$ 8,64 por ação) para outros acionistas e ainda a possibilidade de troca destes papéis por preferenciais, com maior liquidez (ou seja, mais facilidade de serem negociadas).

O grupo majoritário passou a ter 99,8% das ON e 71,1% das PN. A empresa afirmou ainda que nada muda na gestão das fábricas.



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