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Pai acusa hospital de expor bebê a risco

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Rafael Ribeiro
do Diário do Grande ABC

02/04/2013 | 07:00


O assistente administrativo Júlio César Parra Gallo, 26 anos, precisou procurar ajuda na Delegacia Sede de São Caetano para denunciar o Hospital Márcia Braido, administrado pela Prefeitura, por suposta situação de risco a que seu filho recém-nascido de 12 dias teria sido exposto.

Em 22 de março, dois dias após o nascimento da criança, Gallo foi visitá-la na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da cidade, onde o bebê estava internado, e reparou que o filho estava gelado. Foi então que flagrou a incubadora desligada.

"Fiquei sem reação. Foi uma falha que não poderia acontecer. Sinto que não houve preocupação com o caso", destacou o pai.

O bebê nasceu com infecção não reconhecida e, por precaução, os médicos resolveram interná-lo, ministrando antibióticos. Depois, segundo Gallo, diagnóstico foi de pneumonia. Mas, por precaução, a criança foi colocada na incubadora, para mantê-la aquecida.

Especialistas ouvidos pelo Diário, que inclusive trabalham no local, dizem que o correto é manter um aparelho ligado para quando a criança for transferida e garantir que o local já esteja quente. O erro, segundo eles, foi da equipe de enfermeiras. "Disseram que alguém devia ter chutado (o fio), mas ele estava enrolado, em cima da incubadora", apontou Gallo.

Em nota, a Prefeitura disse que os responsáveis pela UTI Neonatal assumiram o erro à família e que seria aberta sindicância administrativa interna para apurar o ocorrido. O caso será investigado pela Polícia Civil como perigo para a vida ou saúde alheia, artigos 121 a 154 do Código Penal.

O recém-nascido teve alta médica quinta-feira e, segundo o pai, passa bem. É o segundo filho do casal, que tem também um menino de 7 anos. "O caso do meu filho pode não ser tão grave, mas e se fosse outra criança, com um problema mais sério?", indagou Gallo. "Não tenho nada do que reclamar do tratamento que tive e dos médicos. Mas alguém precisa tomar uma atitude para que isso não se repita."



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Pai acusa hospital de expor bebê a risco

Rafael Ribeiro
do Diário do Grande ABC

02/04/2013 | 07:00


O assistente administrativo Júlio César Parra Gallo, 26 anos, precisou procurar ajuda na Delegacia Sede de São Caetano para denunciar o Hospital Márcia Braido, administrado pela Prefeitura, por suposta situação de risco a que seu filho recém-nascido de 12 dias teria sido exposto.

Em 22 de março, dois dias após o nascimento da criança, Gallo foi visitá-la na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da cidade, onde o bebê estava internado, e reparou que o filho estava gelado. Foi então que flagrou a incubadora desligada.

"Fiquei sem reação. Foi uma falha que não poderia acontecer. Sinto que não houve preocupação com o caso", destacou o pai.

O bebê nasceu com infecção não reconhecida e, por precaução, os médicos resolveram interná-lo, ministrando antibióticos. Depois, segundo Gallo, diagnóstico foi de pneumonia. Mas, por precaução, a criança foi colocada na incubadora, para mantê-la aquecida.

Especialistas ouvidos pelo Diário, que inclusive trabalham no local, dizem que o correto é manter um aparelho ligado para quando a criança for transferida e garantir que o local já esteja quente. O erro, segundo eles, foi da equipe de enfermeiras. "Disseram que alguém devia ter chutado (o fio), mas ele estava enrolado, em cima da incubadora", apontou Gallo.

Em nota, a Prefeitura disse que os responsáveis pela UTI Neonatal assumiram o erro à família e que seria aberta sindicância administrativa interna para apurar o ocorrido. O caso será investigado pela Polícia Civil como perigo para a vida ou saúde alheia, artigos 121 a 154 do Código Penal.

O recém-nascido teve alta médica quinta-feira e, segundo o pai, passa bem. É o segundo filho do casal, que tem também um menino de 7 anos. "O caso do meu filho pode não ser tão grave, mas e se fosse outra criança, com um problema mais sério?", indagou Gallo. "Não tenho nada do que reclamar do tratamento que tive e dos médicos. Mas alguém precisa tomar uma atitude para que isso não se repita."

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