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Exportações químicas voltam ao nível pré-crise


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

19/10/2009 | 07:10


As exportações da indústria química brasileira estão voltando aos níveis pré-crise, de acordo com dados da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química). Pela primeira vez neste ano, em setembro, o setor superou US$ 1 bilhão em vendas mensais ao Exterior.

O valor obtido com as encomendas ainda é 9,5% inferior ao mesmo mês do ano passado, mas é 13% maior que o alcançado em agosto, apontando tendência de recuperação.

Essa melhora é expressada sobretudo pelo volume exportado. De janeiro a setembro, as vendas externas somaram cerca de US$ 7,4 bilhões, 18,3% menos do que em igual período do ano passado. Porém, em quantidade (8,8 milhões de toneladas), houve expansão de 18,1%.

O impulso se deveu sobretudo às resinas termoplásticas (produzidas, por exemplo, pela Quattor, no Polo Petroquímico do Grande ABC, que se destinam à fabricação de peças e embalagens de plástico).

Os negócios com esses itens no mercado internacional tiveram ampliação de 3% em valores (para US$ 1,2 bilhão) e 76% em volumes (para 1,19 milhão de toneladas).

O diretor para assuntos de comércio exterior da Abiquim, Renato Endres, assinala que o início de retomada do consumo nos Estados Unidos e na Europa e a recuperação nos preços das commodities (itens com cotação no mercado internacional) contribuem para a melhora.

Outro fator foi o aumento de capacidade produtiva de petroquímicas, no ano passado. Exemplo disso é a conclusão de investimentos de expansão da unidade de poliproplieno (tipo de resina) da Quattor em 100 mil toneladas em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, em 2008.

"E neste ano, entrou em operação a ampliação de produção de propeno de refinarias da Petrobras", assinala a diretora da consultoria Maxiquim, Solange Stumpf.

Para ela, no entanto, a queda do dólar frente ao real começa a atrapalhar as exportações, já que dificulta a competitividade do produto nacional. "Tivemos ainda a entrada de fábricas (do segmento) no Oriente Médio", lembra. O que salva as empresas do setor, por outro lado, é o aquecimento do mercado doméstico, segundo a consultora.

Apesar da piora no cenário internacional neste mês, a Abiquim aposta em queda do déficit comercial (exportações menos importações). Em 2008, foram US$ 23 bilhões de saldo negativo. "Estimamos US$ 18 bilhões neste ano", prevê Endres.

Isso deverá ocorrer por exportações semelhantes (em valor) às do ano passado - quando foram alcançados US$ 12 bilhões com negócios no Exterior - e retração nas importações. Em 2008, as aquisições de produtos de outros países somaram US$ 35 bilhões, o que deve cair para algo entre US$ 29 bilhões e US$ 30 bilhões.



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Exportações químicas voltam ao nível pré-crise

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

19/10/2009 | 07:10


As exportações da indústria química brasileira estão voltando aos níveis pré-crise, de acordo com dados da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química). Pela primeira vez neste ano, em setembro, o setor superou US$ 1 bilhão em vendas mensais ao Exterior.

O valor obtido com as encomendas ainda é 9,5% inferior ao mesmo mês do ano passado, mas é 13% maior que o alcançado em agosto, apontando tendência de recuperação.

Essa melhora é expressada sobretudo pelo volume exportado. De janeiro a setembro, as vendas externas somaram cerca de US$ 7,4 bilhões, 18,3% menos do que em igual período do ano passado. Porém, em quantidade (8,8 milhões de toneladas), houve expansão de 18,1%.

O impulso se deveu sobretudo às resinas termoplásticas (produzidas, por exemplo, pela Quattor, no Polo Petroquímico do Grande ABC, que se destinam à fabricação de peças e embalagens de plástico).

Os negócios com esses itens no mercado internacional tiveram ampliação de 3% em valores (para US$ 1,2 bilhão) e 76% em volumes (para 1,19 milhão de toneladas).

O diretor para assuntos de comércio exterior da Abiquim, Renato Endres, assinala que o início de retomada do consumo nos Estados Unidos e na Europa e a recuperação nos preços das commodities (itens com cotação no mercado internacional) contribuem para a melhora.

Outro fator foi o aumento de capacidade produtiva de petroquímicas, no ano passado. Exemplo disso é a conclusão de investimentos de expansão da unidade de poliproplieno (tipo de resina) da Quattor em 100 mil toneladas em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, em 2008.

"E neste ano, entrou em operação a ampliação de produção de propeno de refinarias da Petrobras", assinala a diretora da consultoria Maxiquim, Solange Stumpf.

Para ela, no entanto, a queda do dólar frente ao real começa a atrapalhar as exportações, já que dificulta a competitividade do produto nacional. "Tivemos ainda a entrada de fábricas (do segmento) no Oriente Médio", lembra. O que salva as empresas do setor, por outro lado, é o aquecimento do mercado doméstico, segundo a consultora.

Apesar da piora no cenário internacional neste mês, a Abiquim aposta em queda do déficit comercial (exportações menos importações). Em 2008, foram US$ 23 bilhões de saldo negativo. "Estimamos US$ 18 bilhões neste ano", prevê Endres.

Isso deverá ocorrer por exportações semelhantes (em valor) às do ano passado - quando foram alcançados US$ 12 bilhões com negócios no Exterior - e retração nas importações. Em 2008, as aquisições de produtos de outros países somaram US$ 35 bilhões, o que deve cair para algo entre US$ 29 bilhões e US$ 30 bilhões.

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