Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 1 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

esportes@dgabc.com.br | 4435-8384

Gestão: dois anos de resultados

Administração empresarial do Santo André, de Ronan
Maria Pinto, faz aniversário hoje e festeja conquistas


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

25/09/2009 | 07:00


A Gestão Empresarial que administra o Santo André completa hoje dois anos e tem muitos motivos para comemorar. Desde que assumiram, no dia 25 de setembro de 2007, os empresários Ronan Maria Pinto e Romualdo Magro Júnior, hoje respectivamente, presidente e vice (na época, no entanto, ocupavam os cargos opostos), podem celebrar os bons momentos que o Ramalhão viveu e ainda vive.

Desde a fuga do rebaixamento à Série C do Brasileiro em 2007, passando pela conquista da Série A-2 do Paulista e, consequentemente, o retorno à elite estadual, do vice-campeonato no Brasileiro da Série B, chegando à disputa da Série A após 25 anos, o que vê-se são apenas motivos de alegrias. Pelo menos à primeira vista. Porém, por trás disso estão as dificuldades de gerir um clube-empresa.

"São dois anos de muito trabalho, dedicação e conquistas. A gente vem carregando dívidas e dificuldades desde 2007, problemas. 2008 foi um ano desastroso economicamente porque estávamos na Segunda Divisão estadual e nacional, e não há receitas. São muitas coisas para resolver, mas a expectativa é de 2010 ser um ano diferente", observou o presidente Ronan Maria Pinto.

"Temos um balanço positivo dos dois anos em nível de estrutura e resultados. Está longe do ideal, mas melhorou muito. Nossa intenção é elevar o nome da cidade cada vez mais alto", completou o vice Romualdo Júnior.

E a estrutura citada por Romualdo é invejável. A compra e reforma da Estância Santa Luzia, transformando-a em CFT (Centro de Formação e Treinamento) e alavancando o lançamento de jovens no Ramalhão, além das parcerias com o Palestra de São Bernardo - que mantém as gratas revelações em atividade - e com o Cruzeiro - que no ano que vem podem resultar em algo ainda maior -, são exemplos.

"Os objetivos principais da gestão se mantiveram, mas mudamos muito porque crescemos. E o saldo é positivo. Antes era uma utopia pensar em ter um CT (Centro de Treinamento). Temos todas as categorias de base, o que até já acontecia, mas é mais amplo. Temos as parcerias com Palestra e Cruzeiro, além das negociações com clubes da Suécia, Portugal e Japão. Voltamos a ser um celeiro de talentos", exaltou o presidente.

Para dois empresários que vêm de ramos distintos do futebol (Romualdo trabalha na área farmacêutica e Ronan nos transportes), as dificuldades de ingressar e gerir o processo do esporte não foi fácil. Até por isso, ambos consideram alguns erros e acertos.

"Não diria que tivemos erros, mas tentativas de fazer de maneira pensada, sem loucura, com dedicação e carinho. Às vezes contratamos profissionais, atletas, treinadores, que vêm com uma proposta e na hora de realizar não acontece", afirmou Romualdo.

"O presidente é o que mais erra, porque tem maior ação.Sempre disse que não esperava estar neste meio, porque não tinha tempo. Aprendi muito com o futebol como negócio. Só não aprendi a jogar bola. Mas conviver neste mundo do Santo André foi e é muito positivo, e tenho a satisfação, por exemplo, de tirar garotos da favela e trazer para a sociedade. São coisas que emocionam", comentou Ronan.

Aliás, a parceria entre presidente e vice, de acordo com Romualdo, é um dos motivos do sucesso. "Somos cúmplices que buscamos sempre o melhor, uma dupla que se doa pelo Santo André. Mesmo com a inversão de posições, não mudamos a maneira de pensar. Como o Ronan diz, a gente não tem amor ao cargo, mas à responsabilidade que o cargo nos dá", concluiu.

Dirigentes sonham com títulos e afirmação

Em dois anos, o Santo André foi do inferno ao céu no cenário do futebol nacional. No entanto, as pretensões dos administradores da Gestão Empresarial não param por aí.

"O primeiro objetivo é concluir o Centro de Formação e Treinamento, tendo um dos maiores e melhores do País. O segundo de certa forma está ligado ao primeiro, que são as conquistas. Mas sonho mesmo em ser campeão paulista", afirmou o presidente Ronan Maria Pinto.

O vice Romualdo Magro Júnior foi mais comedido quanto às metas. "Sonhamos, mas com os pés no chão. Queremos disputar um título internacional, que hoje seria a Copa Sul-Americana. Mais para frente, brigar para voltar a uma Copa Libertadores da América e a uma Copa do Brasil. Mas queremos cada vez mais colaborar com o Santo André, ocupando o cargo que for e ter condição política para ajudar ainda mais alguém que brigue por melhores condições não só no futebol, mas no esporte em geral", concluiu o dirigente.

Fuga do descenso à Série C é 1ª conquista

Em títulos e conquistas, o saldo dos dois anos de Gestão Empresarial é evidente. A fuga do rebaixamento à Série C em 2007 e os dois acessos consecutivos, à Série A-1 do Paulista (que veio com o título) e à Série A do Brasileiro, em 2008.

"Sem dúvida não cair à Série C em 2007 foi a primeira conquista, porque se o Santo André fosse rebaixado estava fadado a desaparecer. Na base da superação revertemos a situação. A segunda foi ser campeão da A-2 e voltar à elite do Paulista. E a terceira, buscar o acesso à Série A do maior campeonato do mundo, o Brasileiro", comentou o presidente Ronan Maria Pinto.

Para o vice Romualdo Magro Júnior, o Ramalhão tem também o título simbólico de campeão da Série B do ano passado. "É um sabor de campeão. Ser vice do Corinthians e ficar à frente de outros grandes clubes foi sensacional."

Se pudessem sintetizar o período à frente do Santo André, Ronan e Romualdo fariam da seguinte forma. "2007: ano da superação; 2008: ano das conquistas; 2009: ano do aprendizado e da afirmação", comentou o presidente. "2007 era o desafio com o sonho de dias melhores. 2008 foi a missão de trazer o time de volta para a elite paulista e nacional. E 2009 é o sonho realizado com a redenção", emendou o vice-presidente.

SÉRIE A - Depois de 25 anos, o clube voltou à Série A do Brasileiro. E para se manter, a Gestão Empresarial vive o primeiro grande desafio. "O planejamento não é simples. As cotas de TV e publicidade, além da receita de público, não contentam. Se não prestar atenção, está fadado (Santo André)_a não ficar na elite", disse Ronan.

"É um campeonato de alto nível, que exige atletas de maior qualidade e gera mais custo. Não é fácil para os times menores estar na Série A. Mas não é desculpa para estar na zona de rebaixamento", completou o presidente, lembrando da situação da equipe - 17ª colocada, com 25 pontos.



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;