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Argentino tenta 'driblar' idioma no São Caetano


Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

14/09/2009 | 07:07


Que tál (olá)? Quem frequenta o Anacleto Campanella em dias de treinos e tem a audição apurada já notou que um som diferente tem ecoado entre os boleiros. É o portunhol falado pelo argentino Damián Luna, 24 anos, chamando a atenção do colega sobre seu posicionamento para receber a bola ou em um breve bate-papo.

Como admite o atacante, o idioma é o adversário a ser driblado no momento. "É um pouco difícil (o português), mas as pessoas são de boa onda (legais) e me ajudam", sorri o argentino.

Prestes a completar um mês no clube, Luna deixou o Universidad Católica (Chile) em maio por desentendimento com o treinador. Os direitos do atleta pertenciam ao Independiente (Argentina), mas já estavam prestes a vencer e o jogador pegou passe livre. Então, decidiu aceitar a proposta do São Caetano e alugou o passe até agosto de 2011.

O atacante iniciou a carreira no San Lorenzo e conquistou o título da Copa Sul-Americana em 2002 pelo time argentino. Foi naquele ano, conta, que começou a ouvir falar do São Caetano. No período, o Azulão disputava a final da Libertadores contra o Olímpia e conquistou o vice-campeonato.

Tímido, espera fazer sucesso no futebol brasileiro, a exemplo dos compatriotas Carlitos Tevez, Mascherano e Herrera. Os três jogaram no Corinthians.
"É bom saber que o Brasil confia em nossas condições e está abrindo as portas para a gente", diz Luna, em referência ao futebol argentino, que tem sentido os reflexos da crise econômica global.

O atacante foi relacionado pela primeira vez para o jogo contra o Vila Nova, na penúltima rodada, mas não entrou em campo.

Antes de sua contratação, o argentino nunca tinha vindo ao Brasil. No entanto, garante conhecer um pouco da culinária brasileira. Perguntado se já experimentou feijoada, responde que não e destaca que não gostaria de provar, por ser "pesada".

"A nossa comida (brasileira e argentina) são parecidas. Gosto de polo (frango), milanesa (filé de carne bovina) e massas", conta.

O técnico Antonio Carlos acredita que o argentino pode se dar bem no Brasil. "Ele tem potencial, mas ainda é bastante jovem, precisa se adaptar. Lá, eles estão acostumados com um atacante. Aqui, parte dos times, inclusive o nosso, joga com dois", explica.

Luna veio para o Brasil com a família e a namorada. Para espantar o tédio nos momentos em que não está treinando, revela, joga videogame ou assiste a filmes.



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