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Operação interdita clínica para usuários de drogas

Instituição em S.Bernardo é acusada de maus-tratos a internos


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

29/03/2013 | 07:00


Operação conjunta entre a Vigilância Sanitária de São Bernardo e a Polícia Civil culminou com o fechamento de clínica de recuperação de dependentes químicos, além de prisão da proprietária do local, ontem. O espaço denominado R.R. Restauração de Vidas, localizado no Jardim Represa, mantinha 21 pacientes, sendo um menor.

A ação da polícia foi necessária após terem sidos descumpridas determinações impostas pela Vigilância Sanitária para o local depois de mais de três visitas. Além de manter adolescente internado sem ordem judicial, a clínica possuía apenas um enfermeiro para cuidar dos internos, e somente durante o dia. Segundo relatos dos pacientes à polícia, eles ficavam trancados no quarto à noite e eram obrigados a urinar em baldes.

A operação começou por volta das 9h30 e terminou às 15h30 no espaço, espécie de chácara, que estava parcialmente interditado desde outubro de 2012. Naquela época ficou proibida a internação de mais pessoas porque a casa estava com sua capacidade máxima, segundo a Vigilância Sanitária, equivalente a 19 pessoas.

Entre outras irregularidades constatadas, não foi encontrado o prontuário médico de todos os pacientes internados no local.

PRISÃO

A proprietária Renata de Sousa Moura, 33 anos, foi presa em flagrante e indiciada por quatro crimes. Além de cárcere privado, inclusive de menor, e oferecimento de medicamento com prazo de validade vencido, ela responderá por armazenamento de remédios do tipo amostras grátis sem receita médica.

De acordo com alguns internos, que não podem ser identificados, os pacientes eram amarrados pela equipe técnica da clínica quando tinham crises de abstinência. "Os meninos eram caçados à força com uma chave de braço e obrigados a tomar os remédios", revela um deles. Em contrapartida, não houve reclamação em relação à higiene, alimentação e dormitórios da clínica, cuja estadia custava em torno de R$ 1.500 mensais.

O adolescente foi encaminhado para cuidados do Conselho Tutelar e, posteriormente, ficará em abrigo enquanto espera a mãe buscá-lo. Os demais pacientes continuam na clínica enquanto o MP (Ministério Público) é comunicado do ocorrido e determina transferência para outras clínicas ou retorno para a casa de familiares, nos casos possíveis.



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Operação interdita clínica para usuários de drogas

Instituição em S.Bernardo é acusada de maus-tratos a internos

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

29/03/2013 | 07:00


Operação conjunta entre a Vigilância Sanitária de São Bernardo e a Polícia Civil culminou com o fechamento de clínica de recuperação de dependentes químicos, além de prisão da proprietária do local, ontem. O espaço denominado R.R. Restauração de Vidas, localizado no Jardim Represa, mantinha 21 pacientes, sendo um menor.

A ação da polícia foi necessária após terem sidos descumpridas determinações impostas pela Vigilância Sanitária para o local depois de mais de três visitas. Além de manter adolescente internado sem ordem judicial, a clínica possuía apenas um enfermeiro para cuidar dos internos, e somente durante o dia. Segundo relatos dos pacientes à polícia, eles ficavam trancados no quarto à noite e eram obrigados a urinar em baldes.

A operação começou por volta das 9h30 e terminou às 15h30 no espaço, espécie de chácara, que estava parcialmente interditado desde outubro de 2012. Naquela época ficou proibida a internação de mais pessoas porque a casa estava com sua capacidade máxima, segundo a Vigilância Sanitária, equivalente a 19 pessoas.

Entre outras irregularidades constatadas, não foi encontrado o prontuário médico de todos os pacientes internados no local.

PRISÃO

A proprietária Renata de Sousa Moura, 33 anos, foi presa em flagrante e indiciada por quatro crimes. Além de cárcere privado, inclusive de menor, e oferecimento de medicamento com prazo de validade vencido, ela responderá por armazenamento de remédios do tipo amostras grátis sem receita médica.

De acordo com alguns internos, que não podem ser identificados, os pacientes eram amarrados pela equipe técnica da clínica quando tinham crises de abstinência. "Os meninos eram caçados à força com uma chave de braço e obrigados a tomar os remédios", revela um deles. Em contrapartida, não houve reclamação em relação à higiene, alimentação e dormitórios da clínica, cuja estadia custava em torno de R$ 1.500 mensais.

O adolescente foi encaminhado para cuidados do Conselho Tutelar e, posteriormente, ficará em abrigo enquanto espera a mãe buscá-lo. Os demais pacientes continuam na clínica enquanto o MP (Ministério Público) é comunicado do ocorrido e determina transferência para outras clínicas ou retorno para a casa de familiares, nos casos possíveis.

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