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Democracia dá o tom dos carnavais

Nos quatro dias de folia, diversas agremiações dominam a cidade, com apresentações de frevo e maracatu


Thiago Mariano
Enviado a Pernambuco

03/09/2009 | 07:00


Apesar de tantos outros atrativos, o que marca Olinda é o Carnaval. Nos quatro dias de folia, centenas de agremiações tomam conta da cidade, mantendo a tradição com apresentações de temas tipicamente regionais, como frevo, maracatu, afoxé e caboclinho. Axé, como na Bahia, não existe, o nome do ritmo musical baiano só é encontrado no Carnaval pernambucano estampado no rótulo de uma famosa bebida alcoólica.

O Carnaval olindense é de participação. Aberto e gratuito, é só chegar e fazer festa junto aos blocos. A presença mais marcante é familiar. Pais com crianças e idosos sempre estão no meio da bagunça. A cidade, de quase 400 mil habitantes, chega a triplicar durante a folia.

Alegoria marcante do Carnaval olindense, os bonecos gigantes sempre fizeram parte da tradição. Geralmente com dois metros de altura, em estrutura que faz caber um homem dentro, são carregados por toda a cidade no período. Cada boneco pesa, em média, 13 kg, e são feitos de papel machê

Na terça-feira gorda, mais de 100 bonecos que participam da festa se encontram e passam a circular pelos pontos da cidade. Além de celebrarem a tradição e os costumes, alguns servem de escárnio à política brasileira. Todo ano, um boneco novo é criado, seja para homenagear ou parodiar alguém.

O mais famoso deles, o Homem da Meia-Noite, com quase quatro metros de altura e mais de 70 anos de história, é quem abre o Carnaval no sábado de Zé Pereira, como é chamado o primeiro dia carnavalesco de Pernambuco. Representando um calunga, entidade do candomblé, o povo local não gosta de tratá-lo simplesmente como um boneco. É muito comum encontrar gente emocionada ao cruzar com o Homem da Meia-Noite.

Temas de fantasias e adereços sempre ficam por conta do folião. Vale encarnar um personagem diferente e original para chamar a atenção.

Os desfiles mais disputados são do bloco Acho É Pouco, que se concentra na tarde do sábado, do Enquanto Isso na Sala de Justiça, que se reúne na manhã de domingo, e do Bacalhau do Batata, que, contrariando o calendário carnavalesco, saí às ruas na Quarta-feira de Cinzas. O objetivo do bloco, criado pelo garçom Isaías Ferreira da Silva, o Batata, foi dar um dia de festa para todos os que trabalharam durante o Carnaval.

E pra quem, no meio de alguma ladeira, perder o ritmo dos blocos carnavalescos, a sugestão é provar do Pau do Índio, uma pinga artesanal, feita da mistura de mais de 47 ervas, que garante ao folião maior disposição para encarar a festa.



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