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Na terra do frevo


Thiago Mariano
Enviado a Pernambuco

03/09/2009 | 07:00


Recife não vive apenas de boas vistas e histórias do passado. O artista local aprendeu, há muito tempo, a recriar toda a confluência de estilos de Pernambuco em arte. Expoentes máximos da cultura pernambucana, como Luiz Gonzaga, João Cabral de Mello Neto, Gilberto Freyre, Ariano Suassuna, Nelson Rodrigues, Alceu Valença, Chico Science e Francisco Brennand, dão mostras de que a vida cultural da capital do Estado é para os mais variados gostos.

Ao lado do Marco Zero, no Recife Antigo, está a charmosa Rua dos Judeus, onde fica o prédio da Sinagoga Kahal Zur Israel, a primeira das Américas. Ao lado, está a Embaixada dos Bonecos Gigantes, que reúne, em exposição permanente, as figuras que são o símbolo do Carnaval pernambucano.

Lá é possível ver bonecos de celebridades como Jô Soares, Alceu Valença e Barack Obama. Aos domingos, a rua abriga feira de artesanato. No entorno, construções do século 17, a maioria restaurada e pintada de cores fortes.

No Pátio de São Pedro, onde ficam as seculares igrejas do Convento do Carmo e a Concatedral de São Pedro dos Clérigos, há também manifestações artísticas e apresentações musicais durante a noite, contemplando os ritmos mais variados, como música afro-brasileira, rock, MPB e manguebeat.

Para quem quiser arriscar-se no autêntico forró pé-de-serra, o quintal da casa do sanfoneiro Arlindo de 8 Baixos, no bairro Dois Unidos, é a pedida certa. O músico, que tocou durante 18 anos com Luiz Gonzaga, é legitimado patrimônio vivo pernambucano.

No conjunto arquitetônico da Praça da República, dá para admirar o Teatro Santa Isabel, o Palácio do Campo das Princesas (atual sede do governo) e o Palácio da Justiça, todos no estilo neoclássico francês. Ao lado, vale ainda conhecer o Convento Franciscano de Santo Antonio, onde ficam a Capela Dourada, com altar, paredes e forros talhados na madeira e recobertos com folhas de ouro, e o Museu de Arte Sacra. Perto dali, esticar para o Palácio Enéas Freire, sede do Galo da Madrugada, o maior bloco carnavalesco do mundo, onde acontecem ensaios ao som de frevo e maracatu.

Para as compras, a Casa de Cultura, que funciona no prédio da antiga Casa de Detenção do Recife. Cada loja de artesanato ocupa uma cela e o prédio do século 19 preserva todas as características originais.

No mercado de São José, a junção de comércio de artesanato com venda de ervas, comidas típicas e artigos religiosos, torna o local tão sincrético, que é possível comprar imagens santas e desvendar a sorte por meio dos búzios ou tarô.

Para comer bolo de rolo, tapioca com queijo coalho, macaxeira, além dos inúmeros restaurantes típicos presentes em todo o Recife, vale visitar o Mercado da Boa Vista, no centro antigo. Ponto de encontro de artistas, saraus de poesia a céu aberto sempre ocorrem aos sábados por lá. Perto dali, no Bar Central, o happy hour tem sempre a presença maciça de intelectuais recifenses.

CANAIS - Em outra perspectiva, a cidade se revela nos passeios de catamarã pelos rios Capibaribe e Beberibe. Cheia de canais que cortam o centro histórico, o passeio revela cenários da Veneza brasileira, como também é conhecido o Recife. Prédios antigos, pontes construídas pelos holandeses e o Parque das Esculturas, de Francisco Brennand, são alguns dos cartões-postais que o passeio contempla.

O Instituto Ricardo Brennand e a Oficina Brennand são reservados para os amantes das artes plásticas. Expoente artístico contemporâneo, Francisco Brennand montou em uma antiga fábrica de cerâmica, numa área de 15 mil metros quadrados, um ateliê que mescla a natureza com mais de 2.000 obras suas, entre esculturas e painéis.

Seu primo Ricardo, em um castelo medieval construído em pleno Jardim Botânico do Recife, reuniu uma das maiores coleções de armas brancas do mundo e obras de artes diversas. Entre os objetos, 27 armaduras medievais completas.

A beleza de Boa Viagem

Passar pela capital pernambucana sem pisar na areia fina da praia de Boa Viagem é considerado heresia. A menina dos olhos dos recifenses, dos coqueiros, da areia branca e do mar verde, de um lado cercada pelos arrecifes e do outro, pelos prédios que envolvem toda a orla, é uma das praias urbanas mais bonitas do mundo.

O mar, de água morna e aconchegante, não é um dos mais apropriados para banho. A proximidade das pedras e os constantes ataques de tubarões no local, não permitem relaxar na água. Boa parte dos turistas prefere ficar na areia, só admirando.

Pisar lá, vale mesmo pela ferveção. Quiosques à beira mar e o movimento de turistas de todos os cantos do mundo tornam o ambiente mais atrativo.

A diversão se estende até a noite, com barzinhos e restaurantes à beira-mar e a típica feirinha de artesanatos no local. Outras praias de sucesso da capital são a do Pina, a de Piedade e Brasília Teimosa.



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