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Incubadora é pré-requisito para parque tecnológico

Instituição de Santo André que apóia empresas inovadoras pode ficar de fora de projeto tecnológico


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

31/08/2009 | 07:03


Na semana passada, o município de Santo André anunciou sua retirada do grupo de trabalho que vai desenvolver o projeto do Parque Tecnológico do Grande ABC. Se a decisão permanecer, uma ferramenta importante para o surgimento de projetos de tecnologia ficará de fora da empreitada.

Trata-se da Innova (Incubadora Tecnológica e Educacional de Santo André), mais tradicional incubadora de empresas no setor tecnológico da região - São Caetano possui uma voltada à tecnologia da informação que ainda está se consolidando. As incubadoras são requisito básico para a constituição de um parque tecnológico, assim como universidades e espaço físico. E isso Santo André tem.

Cássio Morelli, gestor da Innova, apenas lamenta a decisão de seu município. "A incubadora é o nascedouro de novas empresas. Com a constituição do parque apoiado por todas as prefeituras, poderíamos, além de fomentar novos negócios entre academia e indústria, atrair uma série de empresas à região, como Braskem (por conta do polo petroquímico em Mauá e Santo André), Natura e Avon (devido ao polo cosmético em Diadema)."

Para Valter Moura, vice-presidente da Agência de Desenvolvimento do Grande ABC - que faz a gestão das incubadoras -, a decisão de Santo André deve ser revertida. "Acredito que seja algo circunstancial. Tenho certeza de que o presidente da Agência (Adler Kiko Teixeira, prefeito de Rio Grande da Serra) já está pensando em alguma reunião com os prefeitos para discutir a questão."

Moura defende que é preciso ter união para fazer algo grandioso e, finalmente, tirar do plano das intenções a ideia do projeto, existente desde 1998. "Acredito que cada um tenha capacidade de fazer o seu parque, mas temos de pensar grande. Afinal, a região compõe o maior parque industrial da América Latina."

Inscrições estão abertas para novas empresas

Com recursos da prefeitura (60%) e do Sebrae (40%), a Innova (Incubadora Tecnológica e Educacional de Santo André) possui hoje 14 integrantes, sendo nove incubados e cinco externos. Até o fim do ano, quer chegar a 20 empresas; seis vagas estão abertas até 20 de setembro, sendo apenas três internas.

Para se candidatar, não é necessário ter empresa constituída, porém, caso seja aprovado, tem de providencia-la em 90 dias. "É preciso enviar um projeto de base tecnológica que tenha um certo grau de inovação. Em até 30 dias todos eles serão avaliados", orienta Cássio Morelli, gestor da Innova. O edital pode ser retirado na sede da incubadora (Av. Arthur de Queiróz, 680/720), por R$ 10.

Um exemplo de sucesso é a Easylux, negócio de equipamentos para sinalização viária. Incubada desde 2007, fabrica retrorrefletômetros, que servem pqra controlar o reflexo das pinturas nas rodovias, dos chamados olhos de gato e das placas .

Aproveitando-se do fato de esses aparelhos serem produzidos só nos EUA e na Europa, a Easylux começou a exportar para Argentina e Bolívia em abril. "Prevemos incremento de 25% no faturamento anual, que hoje é de R$ 400 mil", relata Vanessa Meyer, sócia da empresa.

Ela ressalta que isso só foi possível graças ao apoio da incubadora. "Ainda somos desconhecidos de grande parte do público. E isso, em tese, dificulta as vendas, pois ninguém compra um equipamento de R$ 19 mil de uma empresa que não conhece. Mas a credibilidade da Innova abre portas."

A empresa, que fornece para concessionárias da Rodovia do Aço (RJ) e Ecocataratas (PR), já negocia com Paraguai, Chile e México. "Em novembro vamos a uma feira do segmento, a TranspoQuip, em que a incubadora arca com 70% dos custos", afirma Gustavo Paolillo, que também é sócio da Easylux.



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