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Salatiel diz que queda de braço continua

Presidente do PT de São Bernardo não acredita que decisão da Justiça alivie crise na Câmara da cidade


Beto Silva
Sérgio Vieira

01/08/2009 | 07:00


Os atritos entre a base aliada e o bloco de oposição de São Bernardo não irão terminar, mesmo com a decisão da Justiça de permitir aprovação de projetos com maioria simples. A avaliação é do presidente municipal do PT, Vanderlei Salatiel.

"Vamos ter dificuldades do mesmo jeito. Isso já está claro. Essa discussão pesada e as divergências vão prosseguir até o fim do governo Luiz Marinho (PT)", aposta o comandante da legenda em São Bernardo. "A oposição está bem fechada, consistente. Eles vão puxar a corda até o último dia", admite Salatiel.

Mesmo com a vitória parcial na Justiça, o petista diz que ainda não há prazo para que a reforma administrativa entre em pauta no Legislativo. "Precisa discutir mais, para que, quando chegar na Câmara, os vereadores possam ter mais conhecimento dos projetos de lei."

Apesar do pessimismo do presidente do PT, a medida judicial, em tese, poderia encerrar a queda de braço que marcou todo o primeiro semestre no Legislativo. Oposição e governo têm o mesmo número de vereadores: dez.

O presidente da Câmara, Otávio Manente (PPS), não vota, o que emperrava as sessões. Até então, as propostas só poderiam ser apreciadas com o voto da maioria absoluta (11). Mas a oposição usou a manobra de sempre retirar um parlamentar do plenário, o que resultava em placar de dez a nove, impedindo a aprovação.

Oposição - A opinião do vereador oposicionista Admir Ferro (PSDB) é semelhante à de Salatiel. O tucano também avalia que a situação não irá melhorar com a decisão da Justiça.

Ao contrário, Ferro acredita que a batalha entre a bancada do governo e a contrária à gestão de Marinho irá se acentuar. "A decisão do juiz pode complicar ainda mais. Agora o problema será conceituar o que é projeto de lei ordinário (que requer maioria simples) e o que é complementar (votação por quorum qualificado). Essa análise nunca ocorreu no Legislativo", avaliou o parlamentar, ao adiantar que a oposição não concorda com a sentença e vai recorrer.

O tucano projeta ainda que muitos casos deverão ser resolvidos pelo Poder Judiciário. "As discussões que eram somente sobre as propostas serão também sobre sua classificação. Se uma matéria for votada como ordinária e o outro bloco achar que é complementar, o debate poderá acabar na Justiça."

Sobre a decisão do magistrado ser considerada uma vitória para a administração, o vereador é taxativo. "Nada do que eles pediram na ação foi acatado. Queriam aprovar a reforma administrativa (o pedido foi extinto) e o empréstimo do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e não conseguiram."



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