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Ovo de Páscoa sobe
bem mais na região

Preço do quilo do produto sofreu aumento médio de 27% no
Grande ABC, enquanto na Grande S.Paulo reajuste é de 21%


Pedro Souza e Tauana Marin

26/03/2013 | 06:04


Depois de passar por várias parreiras de ovos de chocolate nos mercados da região, a professora Heloísa Pereira Luz, 43 anos, tomou uma decisão. Seu carrinho de compras não ficará repleto do produto. Neste ano, caixas de bombons, barras de chocolate e colombas tomarão conta do espaço. "Vou presentear com ovos apenas as seis crianças da família", garantiu, acrescentando que os demais ganharão os itens mais baratos.

"Tudo aumentou e os ovos não são diferentes", concluiu Heloísa. Sua opinião está de acordo com os índices de preços nacionais. Em dois anos acumulados em fevereiro, o brasileiro viu os preços subirem 12% em média, e os moradores da Região Metropolitana, 10,43%. Porém, o dragão soprou labaredas bem mais intensas nos ovos de chocolate, que encareceram 27% no Grande ABC na mesma comparação.

Com isso, os moradores das sete cidades tiveram bem mais peso no bolso, tendo em vista que na Grande São Paulo, os ovos ficaram 21,08% mais caros e considerando todo o território nacional, 19,78%.

Além de o consumidor da região sofrer mais com a inflação do item pascal, também paga mais caro pelo quilo do produto, que custa em média R$ 135,81. O preço médio da mesma quantidade do alimento na Grande São Paulo é R$ 36,79 mais barato, ou seja, R$ 99,02.

As informações são de cruzamento de informações de pesquisas do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) e da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André).

O professor do curso de Ciências Econômicas da Universidade Metodista de São Paulo David Dantas apresentou dois fatores que estimulam a maior inflação do ovo no Grande ABC. Uma direciona para o maior poder aquisitivo dos moradores das sete cidades em relação às médias da Região Metropolitana e do País. "Os preços acabam acompanhando essa maior renda."

O segundo ponto que pode ter influenciado é a menor quantidade de estabelecimentos que vendem o item na região em relação ao total da Grande São Paulo e do País. Desta maneira, esses comércios concentram maior número de ovos de marca, que têm valor agregado superior pelos repasses de royalties às empresas donas das marcas, o que geraria concentração de preços mais salgados na região.

Segundo o economista do Ibre/FGV André Braz, é um fato que os valores são maiores, principalmente quando o consumidor busca o produto em lojas com menor volume de vendas. "As grandes redes de supermercado, pela relevante participação no varejo, podem oferecer itens mais baratos."

Na avaliação da aposentada Nilda Araújo, 52 anos, o consumidor acaba ficando sem escolhas e tem que comprar. "O ovo tem todo o seu simbolismo. E não tem jeito de passar a data sem ele, por mais caro que seja."

Para Braz, é difícil, realmente, não entrar no caminho da inflação. Mas é necessário pesquisar. "Várias lojas começaram a reduzir preços. Contudo, quanto mais próximo da Páscoa mais difícil será encontrar o que se procura."

 

Diferença de valor chega a até 59% nos mercados

 

A pesquisa pelos preços menores em vários estabelecimentos é sempre a melhor estratégia para os consumidores segurarem mais dinheiro dentro da carteira. Prova disso é que há diferença de até 59% entre os valores de um mesmo ovo de chocolate nos supermercados do Grande ABC. Levantamento da equipe do Diário, publicado no dia 3, revelou que um Sonho de Valsa de 530 gramas, da Lacta, apresentou variação de preço de R$ 31,45, em Mauá, e R$ 49,99, em Diadema.

O ovo Talento de Avelã de 375 gramas, da Garoto, foi o vice-campeão em maior disparidade de valores entre os estabelecimentos, de 44,1%. Em uma loja, o produto custava R$ 26,70, enquanto em outra na qual foi encontrado o maior preço, era vendido por R$ 38,49. Dono da terceira posição, o Kinder Ovo, da Ferrero, apresentou diferença de 26% entre o mais caro, por R$ 37,90, e o mais barato, por R$ 29,99.



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