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Santo André: aliados querem espaço no governo Aidan

Insatisfação da base aliada em Santo André ameaça a calmaria; para prefeito Ravin, 'ainda não é hora'


Leandro Laranjeira
Do Diário do Grande ABC

15/06/2009 | 07:00


A relativa calmaria entre governo e base de sustentação em Santo André pode estar ameaçada. Isso porque os partidos que formam a base aliada do prefeito Aidan Ravin (PTB) na Câmara começam a demonstrar incômodo pelo fato de não terem espaço no primeiro e segundo escalões da administração.

Em pouco mais de seis meses de gestão petebista, os situacionistas PSDB, DEM, PSB, PMDB, PV, PSL e até PDT (que se reúne hoje para definir o provável ingresso na base aliada) não foram contemplados por Aidan da forma como gostariam, ou seja, indicando secretários e diretores.

Atualmente, a equipe de governo é formada quase que exclusivamente por técnicos em suas respectivas áreas de atuação, à exceção do superintendente do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental), Angelo Pavin (PTB), ex-vereador de São Caetano.

Na opinião do prefeito, no entanto, "não é a hora" de abrir espaço para indicações políticas para composição dos dois primeiros escalões. "Há uma ansiedade muito grande. Essa mescla ocorrerá posteriormente, quando tivermos tudo equilibrado", garantiu, sem dar prazos.

Os parlamentares de sustentação discordam. Para a maioria, passou da hora de Aidan dividir responsabilidades e permitir que as siglas tenham poder de decisão na implementação de políticas públicas.

Reclamações - "O PSB está descontente porque quer participar diretamente do governo. E isso envolve ocupar posições estratégicas na administração. Quando há a intenção de criar um governo de coalizão, de parceria, é necessário se abrir espaço para os aliados", reclamou Almir Cicote, líder do PSB.

Responsável pelo DEM no Legislativo, Geraldo da Silva Souza, o Isqueiro, avalia que a impressão é que o governo tem "séria desconfiança" com relação à capacidade dos democratas. "Sentimo-nos um pouco abandonado, imprestáveis para ajudar."

Até os que publicamente não expressam sua insatisfação acreditam que Aidan já poderia ter aberto espaço. "Mostramos ser confiáveis e firmes na sustentação", afirmou Francisco Alberto, o Alemão do Cruzado (PSL). "Tenho uma posição elogiosa aos secretários e respeito a decisão do Aidan. Mas é claro que para o mundo político não é bom. Os partidos querem contribuir", avaliou Ailton Lima, líder do PDT.

Expectativa é pela aprovação da reforma

Vereadores confiam que o segundo semestre do ano será determinante para governo e partidos chegarem a um denominador comum no que diz respeito à participação direta de aliados na administração.

Isso porque deve ser encaminhada à Câmara a reforma administrativa prometida pelo prefeito Aidan Ravin (PTB), por meio da qual algumas secretarias deverão ser criadas, e outras desmembradas, segundo Marcelo Chehade (PSDB), líder de governo. "Após a reforma prevista para o meio do ano a nossa participação crescerá", diz, referindo-se às duas diretorias (Cultura e Lazer) nas mãos do tucano.

A exceção do PSDB no segundo escalão, segundo o próprio Aidan justificou, deve-se ao apoio dado pelos tucanos à sua eleição no segundo turno do ano passado. "Eles estão contemplados via governo, e não partido."

O PMDB também aguarda a reforma. "A mescla, com pessoas técnicas e políticas no secretariado, é importante e deve ocorrer no segundo semestre", afirma José de Araújo.

A expectativa do PV é com relação à criação da Pasta de Meio Ambiente. "Não abrimos mão de discutir o formato e as políticas para a área", observa Donizeti Pereira, segundo o qual o PV apresentará documento sobre o assunto após os 180 dias de gestão. "Queremos participar diretamente. Mas, se não acontecer, infelizmente não poderemos ser cobrados pela população."



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