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Lojistas reclamam de
prejuízos após apagão

Estabelecimentos deixam de faturar cerca de R$ 21 milhões;
motivo do problema na rede elétrica ainda não foi informado


Pedro Souza
Tauana Marin

12/12/2011 | 07:00


O apagão ocorrido anteontem no ParkShopping São Caetano causou prejuízo aproximado de R$ 21 milhões aos lojistas, que reclamam que dificilmente recuperarão esta receita. Os motivos do problema na rede elétrica ainda não foram informados. A administradora do estabelecimento, Multiplan, afirmou que a AES Eletropaulo prometeu laudo técnico sobre o caso para o meio desta semana, o que revelará se o problema foi da concessionária ou do centro de compra.

A estimativa de prejuízo considera os resultados que a Multiplan revelou sobre os primeiros 30 dias de funcionamento do shopping. Como o apagão teve início às 16h30, e a administradora tem por regra fechar o empreendimento por medida de segurança, 46% do período de funcionamento do centro de compras foi comprometido. Como cerca de 40 mil pessoas passaram por dia no local no primeiro mês, o apagão bloqueou o acesso de, aproximadamente, 18 mil consumidores. Agregando o potencial de consumo de R$ 1.150 por pessoa, o prejuízo pode ter chegado à R$ 21 milhões.

"Nós contabilizamos perdas de aproximadamente R$ 40 mil", disse o gerente da lanchonete The Fifties, Marcelo Werner. "Tínhamos uma lista de espera enorme. E cerca de 200 pessoas estavam dentro da loja. E deixamos de atender cerca de 800. Conseguimos atender alguns clientes porque a chapa ainda estava quente. Mas milk-shakes e batatas fritas, por exemplo, não conseguimos liberar".

A gerente da loja de calçados Santa Lolla não acredita que o movimento de ontem compensaria os prejuízos de sábado. "Nós tínhamos a previsão de que o movimento seria o dobro do sábado passado. Não tenho números, mas além das vendas, os funcionários são comissionados, e ocorre esse problema bem no primeiro fim de semana que esperávamos movimento de Natal", criticou, lembrando que os consumidores estavam amparados com o pagamento do salário, que entrou na conta da maioria dos trabalhadores na quarta-feira, quinto dia útil do mês.

A falta de energia fez com que a previsão de faturamento da loja de moda feminina Fashion Closet, de R$ 25 mil, não passasse de R$ 8.600. "Foi frustrante. Os clientes ficaram irritados e reclamaram muito. Além disso, minhas funcionárias não bateram nem metade das metas", lamentou a gerente da unidade, Sheila Gonçalves. Para ela, o movimento nos corredores do shopping, ontem, era bem menor do que no domingo anterior. "E isso preocupa."

Para o proprietário da loja UZ Games, André Neves, o movimento de pessoas no sábado iria alavancar, e muito, a receita dos lojistas. "Até as 17h, vendemos cerca de R$ 15 mil. Se não fosse pelo contratempo teríamos faturado R$ 30 mil", calculou.

Segundo Neves, no caso da sua loja os prejuízos não foram maiores porque os itens não são perecíveis. "Imagina o desfalque dos proprietários de lojas do setor alimentação. Queremos posição do que ocorreu e que este seja fato isolado."

 

 



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