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Microcrédito é opção de empreendedor

Em meio ao cenário de maior restrição no crédito bancário, profissionais autônomos têm encontrado em instituições de microcrédito condições vantajosas


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

07/06/2009 | 08:02


Em meio ao cenário de maior restrição à obtenção de crédito bancário, por conta da crise global, profissionais autônomos informais ou empreendedores em fase de regularização no Grande ABC têm encontrado em instituições de microcrédito condições especiais para ampliar seus negócios e gerar empregos.

É o caso de Izabel de Souza Sampaio, que tem salão de beleza no bairro Rudge Ramos, em São Bernardo. Ela recorreu pela terceira vez ao Banco do Povo Paulista, entidade ligada ao governo do Estado em parceria com prefeituras da região.

Izabel pegou emprestado, faz dois meses, R$ 4.380 para a compra de dois lavatórios e nem precisou de fiador (só nos dois primeiros contratos há exigência do avalista). Pretende quitar em 18 meses, com juros de 1% ao mês. "Às vezes não disponho de dinheiro e (com o crédito) posso comprar à vista, com desconto", afirmou.

Quando iniciou o empreendimento, há 12 anos, ela trabalhava em sociedade com outra cabeleireira. Rompida a parceria, há sete anos, ela continuou sozinha e, com a ajuda do financiamento, já conta com seis funcionárias.
Antonio José Pereira montou uma minipadaria em 2004 e já está, pela quinta vez, utilizando empréstimo do Banco do Povo Paulista.

O crescimento de seu negócio veio aos poucos. No primeiro financiamento adquiriu forno e batedeiras. No segundo, comprou cafeteira e cortador de frios. Neste ano, pegou R$ 5.000 para comprar mercadorias para abastecer os estoques. E para dar conta da demanda tem atualmente a ajuda de quatro funcionários no estabelecimento, no Jardim Thelma, em São Bernardo.

EM GRUPO
Geraldina Pereira, que vende artigos evangélicos em Mauá, conheceu outras cinco empreendedoras no bairro (Jardim Mauá) que tinham o interesse em investir em suas atividades. "O Banco do Povo Crédito Solidário (que tem como sócios prefeituras da região e entidades da sociedade civil) deu a oportunidade", afirmou.

O grupo pegou R$ 7.500, com juros de 3,9% ao mês - taxa não tão amena, mas opção para quem está na informalidade - e cada uma dispõe de uma parte desse recurso. Nesse sistema, o aval é solidário (se uma não pagar, as outras têm de arcar com a prestação, senão todas ficam inadimplentes).



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Microcrédito é opção de empreendedor

Em meio ao cenário de maior restrição no crédito bancário, profissionais autônomos têm encontrado em instituições de microcrédito condições vantajosas

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

07/06/2009 | 08:02


Em meio ao cenário de maior restrição à obtenção de crédito bancário, por conta da crise global, profissionais autônomos informais ou empreendedores em fase de regularização no Grande ABC têm encontrado em instituições de microcrédito condições especiais para ampliar seus negócios e gerar empregos.

É o caso de Izabel de Souza Sampaio, que tem salão de beleza no bairro Rudge Ramos, em São Bernardo. Ela recorreu pela terceira vez ao Banco do Povo Paulista, entidade ligada ao governo do Estado em parceria com prefeituras da região.

Izabel pegou emprestado, faz dois meses, R$ 4.380 para a compra de dois lavatórios e nem precisou de fiador (só nos dois primeiros contratos há exigência do avalista). Pretende quitar em 18 meses, com juros de 1% ao mês. "Às vezes não disponho de dinheiro e (com o crédito) posso comprar à vista, com desconto", afirmou.

Quando iniciou o empreendimento, há 12 anos, ela trabalhava em sociedade com outra cabeleireira. Rompida a parceria, há sete anos, ela continuou sozinha e, com a ajuda do financiamento, já conta com seis funcionárias.
Antonio José Pereira montou uma minipadaria em 2004 e já está, pela quinta vez, utilizando empréstimo do Banco do Povo Paulista.

O crescimento de seu negócio veio aos poucos. No primeiro financiamento adquiriu forno e batedeiras. No segundo, comprou cafeteira e cortador de frios. Neste ano, pegou R$ 5.000 para comprar mercadorias para abastecer os estoques. E para dar conta da demanda tem atualmente a ajuda de quatro funcionários no estabelecimento, no Jardim Thelma, em São Bernardo.

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Geraldina Pereira, que vende artigos evangélicos em Mauá, conheceu outras cinco empreendedoras no bairro (Jardim Mauá) que tinham o interesse em investir em suas atividades. "O Banco do Povo Crédito Solidário (que tem como sócios prefeituras da região e entidades da sociedade civil) deu a oportunidade", afirmou.

O grupo pegou R$ 7.500, com juros de 3,9% ao mês - taxa não tão amena, mas opção para quem está na informalidade - e cada uma dispõe de uma parte desse recurso. Nesse sistema, o aval é solidário (se uma não pagar, as outras têm de arcar com a prestação, senão todas ficam inadimplentes).

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