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Erros colocam Educação em xeque


André Vieira e Vanessa Fajardo
Do Diário

25/05/2009 | 07:02


Nova polêmica envolvendo uma remessa de livros distribuídos pela Secretaria Estadual de Educação colocou em xeque o comprometimento da Pasta na escolha e revisão dos materiais. A edição Dez na Área, um na Banheira e Ninguém no Gol compila uma série de histórias em quadrinhos sobre futebol abordando temas como sexo e rivalidade entre torcidas, além de piadas com conotação racial e desenhos de mulheres nuas. Foram 1.200 exemplares recomendados pelo Estado para alunos matriculados na 3ª série do Ensino Fundamental. Todas as unidades foram recolhidas das prateleiras.

Professora em unidade estadual de ensino em São Caetano, Vera Lúcia Zirnberger teve acesso a uma cópia e faz uso de gradação para classificar o conteúdo da publicação, indicada para o público adulto. "O livro é muito ofensivo, pornográfico, discriminatório, pejorativo e chulo. Está repleto de palavrões. Como posso pedir para o meu aluno dessa idade (entre 9 e 10 anos) que não fale palavrão se o livro que a escola adota está cheio deles?", questionou a educadora.

Para a professora de Educação da Unicamp (Universidade de Campinas), Maria Márcia Sigrist Malavasi, a secretaria precisa de uma equipe mais séria, criteriosa e compromissada para acompanhar os trabalhos. "Há camadas da população que só podem contar com a escola para aprender. É lamentável que aconteça este tipo de erro."

A educadora da USP (Universidade de São Paulo) Silvia Gasparian Colello não encara o equívoco como falta de profissionalismo. "É preciso investir mais na organização da equipe responsável, mas sabemos que o gerenciamento é algo complexo. Não dá para errar com crianças na escola, mas temos de valorizar o que está sendo feito de bom."

O coordenador da Apeoesp (Sindicato dos Professores), subsede Diadema, Ivanci Vieira diz que o erro é "resultado da gana do governo em privatizar as atividades." "Para eles, a Educação não passa de mera mercadoria."

Histórico de equívocos inclui mapa com dois Paraguais

Em março chegou às escolas públicas um livro de Geografia com um mapa da América do Sul com dois Paraguais e sem o Equador. O erro aparecia tanto nos livros distribuídos aos alunos quanto nos destinados aos professores. A secretaria atribuiu o equívoco à Fundação Vanzolini, reponsável pela impressão, e informou na época que iria substituir os 500 mil exemplares com o mapa errado.

A Fundação Vanzolini alegou que os livros foram elaborados por professores recomendados pela secretaria.

Sobre o livro de história em quadrinhos, a secretaria instaurou sindicância para apurar as responsabilidades no processo de seleção do material, que tem prazo de 30 dias para ser concluída.

Hino errado - Em 2003, a Prefeitura de São Bernardo gastou R$ 5,7 milhões em materiais pedagógicos repletos de erros. Em uma das publicações, até o hino da cidade impresso na contracapa dos livros tinha falhas de ortografia, tempo verbal e até omissão de frases.



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Erros colocam Educação em xeque

André Vieira e Vanessa Fajardo
Do Diário

25/05/2009 | 07:02


Nova polêmica envolvendo uma remessa de livros distribuídos pela Secretaria Estadual de Educação colocou em xeque o comprometimento da Pasta na escolha e revisão dos materiais. A edição Dez na Área, um na Banheira e Ninguém no Gol compila uma série de histórias em quadrinhos sobre futebol abordando temas como sexo e rivalidade entre torcidas, além de piadas com conotação racial e desenhos de mulheres nuas. Foram 1.200 exemplares recomendados pelo Estado para alunos matriculados na 3ª série do Ensino Fundamental. Todas as unidades foram recolhidas das prateleiras.

Professora em unidade estadual de ensino em São Caetano, Vera Lúcia Zirnberger teve acesso a uma cópia e faz uso de gradação para classificar o conteúdo da publicação, indicada para o público adulto. "O livro é muito ofensivo, pornográfico, discriminatório, pejorativo e chulo. Está repleto de palavrões. Como posso pedir para o meu aluno dessa idade (entre 9 e 10 anos) que não fale palavrão se o livro que a escola adota está cheio deles?", questionou a educadora.

Para a professora de Educação da Unicamp (Universidade de Campinas), Maria Márcia Sigrist Malavasi, a secretaria precisa de uma equipe mais séria, criteriosa e compromissada para acompanhar os trabalhos. "Há camadas da população que só podem contar com a escola para aprender. É lamentável que aconteça este tipo de erro."

A educadora da USP (Universidade de São Paulo) Silvia Gasparian Colello não encara o equívoco como falta de profissionalismo. "É preciso investir mais na organização da equipe responsável, mas sabemos que o gerenciamento é algo complexo. Não dá para errar com crianças na escola, mas temos de valorizar o que está sendo feito de bom."

O coordenador da Apeoesp (Sindicato dos Professores), subsede Diadema, Ivanci Vieira diz que o erro é "resultado da gana do governo em privatizar as atividades." "Para eles, a Educação não passa de mera mercadoria."

Histórico de equívocos inclui mapa com dois Paraguais

Em março chegou às escolas públicas um livro de Geografia com um mapa da América do Sul com dois Paraguais e sem o Equador. O erro aparecia tanto nos livros distribuídos aos alunos quanto nos destinados aos professores. A secretaria atribuiu o equívoco à Fundação Vanzolini, reponsável pela impressão, e informou na época que iria substituir os 500 mil exemplares com o mapa errado.

A Fundação Vanzolini alegou que os livros foram elaborados por professores recomendados pela secretaria.

Sobre o livro de história em quadrinhos, a secretaria instaurou sindicância para apurar as responsabilidades no processo de seleção do material, que tem prazo de 30 dias para ser concluída.

Hino errado - Em 2003, a Prefeitura de São Bernardo gastou R$ 5,7 milhões em materiais pedagógicos repletos de erros. Em uma das publicações, até o hino da cidade impresso na contracapa dos livros tinha falhas de ortografia, tempo verbal e até omissão de frases.

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