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Stevie Wonder em boa forma


Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

25/05/2009 | 07:01


Aos 59 anos, e em plena forma criativa, o cantor multi-instrumentista e compositor norte-americano Stevie Wonder lança o primeiro DVD ao vivo da carreira, Live at Last (Universal Music, R$ 40, em média). Gravado em 2008, na 02 Arena, em Londres, o vídeo registra o show da turnê A Wonder Summer's Night, em que o músico revisita sucessos de artistas que o inspiraram e hits do extenso repertório.

Logo na abertura, acompanhado pela filha, a bela backing vocal Aisha Morris, sobe ao palco para prestar tributo ao legendário trompetista Miles Davis (1926-1991). Munido de uma gaita, Wonder interpreta All Blues, pepita do álbum Kind of Blue, marco na história do jazz. Na sequência, envolve o público com o romantismo de As If You Read My Mind e o reggae Master Blaster (Jammin'), que transforma o estádio em uma pista de dança. Apesar do conhecido virtuosismo, o astro não torna sua performance cansativa.
Quando, por exemplo, o espectador começa a se cansar das firulas vocais - possíveis graças à técnica invejável -, ele brinda a audiência com fraseado no piano e improviso com os instrumentistas do grupo de apoio que justificam a emissão de cada nota. Tudo soa fluente e natural.

Constantemente, interage com a plateia. Aliás, quem assiste ao show deve fazer gargarejo em casa e exercícios de aquecimento, já que não faltam momentos de interação com o ídolo.

Em UK Medley, o intérprete utiliza com maestria o talk box (tubo colocado na boca e plugado no teclado que faz com que a voz soe metálica e produzida pelo instrumento). Nesse momento, saúda os britânicos e reverencia dois medalhões do rock inglês: Rolling Stones, em I Can't Get No (Satisfaction), e Beatles, em The Fool on the Hill, Hello, Goodbye e I Wanna Hold Your Hand. Fica evidente o brilho de Wonder como entertainer. Regravada pelo Red Hot Chili Peppers, a música Higher Ground é outro ponto alto do espetáculo.

Entre tantas virtudes, destaca-se o fato de que a apresentação, com duas horas e vinte minutos de duração, oferece variedade de estilos e climas. Há um aperitivo para os apreciadores de ritmos latinos, como o embalo da salsa presente em Don't You Worry 'Bout a Thing, com excepcional atuação do naipe de metais e dos percussionistas. O set list contempla ainda a delicadeza em Isn't She Lovely, composta por Wonder em 1976, para homenagear a filha, então recém-nascida. Até o que soa datado, como I Just Called to Say I Love You, que impregnou a programação das rádios nos anos 1980 e foi inserida na trilha sonora da comédia romântica A Dama de Vermelho (o que lhe rendeu o Oscar de melhor canção original), não compromete o resultado final.

Para encerrar a festa, dois petardos: o balanço Funky de As e o clássico Superstition (So What the Fuss), com seu riff inconfundível.



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Stevie Wonder em boa forma

Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

25/05/2009 | 07:01


Aos 59 anos, e em plena forma criativa, o cantor multi-instrumentista e compositor norte-americano Stevie Wonder lança o primeiro DVD ao vivo da carreira, Live at Last (Universal Music, R$ 40, em média). Gravado em 2008, na 02 Arena, em Londres, o vídeo registra o show da turnê A Wonder Summer's Night, em que o músico revisita sucessos de artistas que o inspiraram e hits do extenso repertório.

Logo na abertura, acompanhado pela filha, a bela backing vocal Aisha Morris, sobe ao palco para prestar tributo ao legendário trompetista Miles Davis (1926-1991). Munido de uma gaita, Wonder interpreta All Blues, pepita do álbum Kind of Blue, marco na história do jazz. Na sequência, envolve o público com o romantismo de As If You Read My Mind e o reggae Master Blaster (Jammin'), que transforma o estádio em uma pista de dança. Apesar do conhecido virtuosismo, o astro não torna sua performance cansativa.
Quando, por exemplo, o espectador começa a se cansar das firulas vocais - possíveis graças à técnica invejável -, ele brinda a audiência com fraseado no piano e improviso com os instrumentistas do grupo de apoio que justificam a emissão de cada nota. Tudo soa fluente e natural.

Constantemente, interage com a plateia. Aliás, quem assiste ao show deve fazer gargarejo em casa e exercícios de aquecimento, já que não faltam momentos de interação com o ídolo.

Em UK Medley, o intérprete utiliza com maestria o talk box (tubo colocado na boca e plugado no teclado que faz com que a voz soe metálica e produzida pelo instrumento). Nesse momento, saúda os britânicos e reverencia dois medalhões do rock inglês: Rolling Stones, em I Can't Get No (Satisfaction), e Beatles, em The Fool on the Hill, Hello, Goodbye e I Wanna Hold Your Hand. Fica evidente o brilho de Wonder como entertainer. Regravada pelo Red Hot Chili Peppers, a música Higher Ground é outro ponto alto do espetáculo.

Entre tantas virtudes, destaca-se o fato de que a apresentação, com duas horas e vinte minutos de duração, oferece variedade de estilos e climas. Há um aperitivo para os apreciadores de ritmos latinos, como o embalo da salsa presente em Don't You Worry 'Bout a Thing, com excepcional atuação do naipe de metais e dos percussionistas. O set list contempla ainda a delicadeza em Isn't She Lovely, composta por Wonder em 1976, para homenagear a filha, então recém-nascida. Até o que soa datado, como I Just Called to Say I Love You, que impregnou a programação das rádios nos anos 1980 e foi inserida na trilha sonora da comédia romântica A Dama de Vermelho (o que lhe rendeu o Oscar de melhor canção original), não compromete o resultado final.

Para encerrar a festa, dois petardos: o balanço Funky de As e o clássico Superstition (So What the Fuss), com seu riff inconfundível.

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