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Fora o preço, muitas novidades


Marcelo Monegato
Do Diário do Grande ABC

13/05/2009 | 07:00


Desde que chegou ao Brasil, em 2006, o custo-benefício sempre foi a principal arma do Ford Fusion na indigesta batalha dos sedãs que custam entre R$ 80 mil e R$ 100 mil. Comprá-lo tornou-se sinônimo de racionalidade, mesmo para os bolsos mais endinheirados. Agora, com a chegada da segunda geração, que continua sendo produzida no México, o Fusion 2010 transformou-se em um guerreiro muito mais forte e competitivo, pois, além do novo visual, da lista de equipamentos mais generosa e do novo motor 2.5 16V, o preço foi mantido o mesmo: R$ 84,9 mil.

Há duas semanas, o Diário avaliou o Fusion com o novo motor V6 e constatou: o sedã ganhou em tempero, em esportividade. Agora, completamos o cardápio de degustação, experimentando o novo motor Duratec 2.5 16V de 173 cv de potência - 11 cv a mais do que o bloco anterior de 2,3 litros - a 6.000 rpm e torque de 22,9 mkgf a 4.000 rpm.

O local escolhido foi a estrada que liga a Praia do Forte a Salvador, na Bahia. A chuva, porém, ofuscou um pouco o cenário, mas não nos impediu de analisar cada detalhe do recém-chegado mariachi. No entanto, antes de acelerarmos, realizamos a tradicional vistoria externa.

As duas versões são idênticas por fora, com apenas três diferenças básicas: os logos ‘V6' e ‘AWD' na tampa do porta-malas, e a saída dupla do escapamento. De resto, tudo igual. Destaque para a nova grade dianteira com as três barras cromadas e para o conjunto óptico dianteiro, mais harmônico com os faróis de neblina. A lateral manteve o DNA do velho Fusion, com a linha de cintura alta e a área envidraçada reduzida. Atrás, as lanternas ganharam efeito colmeia e perderam a moldura metálica, que remetia ao tunning e, convenhamos, não agradava a gregos e troianos. Ponto positivo para o break light na parte superior da tampa do porta-malas.

Internamente, o 2.5 entrega tanto conforto quanto o V6 - com algumas outras diferenças. A principal delas está no painel central, local onde a configuração mais apimentada oferece o sistema Sync, que inclui tela de 8 polegadas touch screen, som com 12 alto-falantes, comando de voz para o sistema de som, ar-condicionado e telefone bluetooth.

Apesar dessas particularidades, a configuração menos feroz tem ar-condicionado de duas zonas, direção elétrica, rodas de liga leve de 17 polegadas, sensor de estacionamento traseiro, seis air bags (frontais, laterais e de cortina), ajuste elétrico do motorista (oito direções) e do passageiro (seis direções), bancos, volante e manopla do câmbio revestidos em couro, transmissão automática de seis velocidades - no V6 há a opção de trocas manuais pela alavanca.

O espaço é outro ponto forte do Fusion 2010. A plataforma, diga-se de passagem, é a mesma da geração passada. Sobram centímetros para as pernas, braços e cabeça. Três passageiros viajam confortavelmente no banco traseiro.

O acabamento é de primeira linha - afinal, estamos falando de um carro que custa R$ 84,9 mil! A costura do couro se destaca, assim como as partes emborrachadas sobre o painel e em partes dos painéis das portas. Os encaixes das peças são precisos. Atenção especial para o painel de instrumentos, totalmente renovado, que traz a iluminação ice-blue - um tipo de azul esverdeado.

VAMOS À DIVERSÃO... - Para quem trabalha no setor automotivo, nada melhor do que acelerar. Antes de avaliarmos o 2.5 16V, demos uma voltinha no V6 - apesar de já termos andado nele anteriormente -, somente para termos um ponto de comparação. Uma referência.

Rapidamente encontramos a melhor posição para dirigir. E mesmo sem a tração integral nas quatro rodas AWD que o V6 possui, o 2.5 a todo momento esteve na mão, mostrando excelente arrancada, retomada e dirigibilidade, mesmo no asfalto molhado baiano. O torque de 22,9 mkfg é ideal para o veículo, que, segundo a própria Ford, vai de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos e atinge a velocidade máxima de 180 km/h - limitada eletronicamente.

A transmissão automática de seis velocidades - no velho Fusion era de cinco somente - revelou desenvoltura e demonstrou estar em perfeita sintonia com todo o conjunto mecânico. As trocas são precisas e não apresentam trancos ou solavancos. A suspensão de duplo triângulo - igual à utilizada em carros de competição - sugere mais segurança (rigidez) ao sedã, sem, é claro, torná-lo desconfortável.

Resumindo: o motor 2.5 16V é ideal para quem quer desfrutar de todos os predicados da segunda geração do Fusion, por um preço mais acessível, já que o V6 parte de R$ 99,9 mil. Não lhe falta fôlego quando o pedal da direita é obrigado a beijar o assoalho!



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