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Em dia com a crise


Do Diário do Grande ABC

26/04/2009 | 07:05


O mundo já passou por outras crises antes, mas nenhuma parecida com esta. Falta dinheiro e quem esteja disposto a emprestar a quem precisa. Bancos, empresas e consumidores têm menos para gastar. O mais incrível é que tudo começou porque tinha grana demais no mercado. Parece mentira, não?

Nos últimos anos, os bancos norte-americanos tinham muito dinheiro disponível para emprestar a quem quisesse comprar sua casa. E passaram a fazer empréstimos cada vez mais arriscados para obter sempre mais lucros.

Quanto maior o risco de alguém não pagar, mais altos podem ser os juros cobrados pelo empréstimo. Muitos não foram pagos, e aí os bancos começaram a perder dinheiro. O pior é que, contando com a grana que iriam ganhar, emprestaram mais do que tinham. Quando notaram, já estavam muito endividados, e assim o dinheiro simplesmente sumiu!

Diante dos prejuízos, os bancos deixaram de emprestar ou aumentaram muito mais os juros cobrados. Os consumidores começaram a comprar menos (já que pedir emprestado custava muito mais do que antes), e as empresas passaram a produzir menos também. Afinal, só produzem se houver quem compre. É a regra do comércio.

Sem mágica - Se diminuem a produção, sobram empregados nas fábricas. E a saída é demitir uma parte para conseguir pagar os salários dos outros. E assim começa outra crise, a do desemprego. Calcula-se que esta crise produza de 18 milhões a 30 milhões de novos desempregados.

Isso gera mais queda no consumo, já que a nova massa de desempregados, agora sem salários, não tem dinheiro para gastar. Em consequência, as fábricas diminuem mais ainda a produção. E assim, a crise vai crescendo e se espalhando.

Uma hora vai ter de parar. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que é preciso paciência e determinação para voltar a crescer, o que deve ocorrer só a partir de 2011.

Quanto maior, pior é! - Quase todo o planeta tem sido afetado pela crise, porém, quanto maior a economia do país, maiores são as consequências da queda no consumo e produção. Como tudo começou nos Estados Unidos, o país mais rico de todos, é lá também onde ocorre a maior queda.

O mercado norte-americano é o maior do universo e consome produtos do mundo todo. Eles representam 4% da população mundial, mas consomem 30% da produção global. Assim, quando os Estados Unidos pararam de comprar tanto, os demais pararam de vender também e todos os que mantêm comércio com eles foram afetados.

De cara, o Japão, a segunda economia mundial, sentiu o efeito e entrou em crise. Na sequência, vieram outros. O Brasil, que ocupa a 10ª posição mundial, não ficou de fora.

No início, o presidente Lula dizia que a crise não chegaria aqui e que iríamos apenas sentir uma "marolinha". Pouco tempo depois, mudou o discurso e admitiu que não conseguiríamos fugir dela. Daí as fábricas já estavam demitindo.

Vacas magras - Você já deve ter ouvido em casa que agora é época de vacas magras. Também deve ter visto que o desemprego já atingiu os pais de alguns amigos ou até mesmo sua família. Mesmo os que estão empregados diminuíram os gastos para evitar problemas no futuro. Mas, como tudo é cíclico, e a economia também funciona assim, logo a situação vai melhorar. Tomara! Enquanto isso, poupe sua mesada.

Culpa de todos - Não há um único culpado pela situação. Talvez a culpa seja dos bancos, dos consumidores e até dos governos, que poderiam ter controlado melhor as atividades do sistema financeiro, evitando que o dinheiro fosse usado de maneira indevida. Mas agora é dos governos que se espera a solução. Os grandes países têm se reunido para encontrar saídas e injetar dinheiro na economia.

Até os Simpsons - A crise mundial atingiu até a família Simpsons. Em um novo episódio do desenho, que foi ao ar nos Estados Unidos, Homer perde a casa onde moram por falta de pagamento. O imóvel é leiloado e acaba sendo comprado pelo vizinho Ned, que a aluga para os antigos proprietários.



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Em dia com a crise

Do Diário do Grande ABC

26/04/2009 | 07:05


O mundo já passou por outras crises antes, mas nenhuma parecida com esta. Falta dinheiro e quem esteja disposto a emprestar a quem precisa. Bancos, empresas e consumidores têm menos para gastar. O mais incrível é que tudo começou porque tinha grana demais no mercado. Parece mentira, não?

Nos últimos anos, os bancos norte-americanos tinham muito dinheiro disponível para emprestar a quem quisesse comprar sua casa. E passaram a fazer empréstimos cada vez mais arriscados para obter sempre mais lucros.

Quanto maior o risco de alguém não pagar, mais altos podem ser os juros cobrados pelo empréstimo. Muitos não foram pagos, e aí os bancos começaram a perder dinheiro. O pior é que, contando com a grana que iriam ganhar, emprestaram mais do que tinham. Quando notaram, já estavam muito endividados, e assim o dinheiro simplesmente sumiu!

Diante dos prejuízos, os bancos deixaram de emprestar ou aumentaram muito mais os juros cobrados. Os consumidores começaram a comprar menos (já que pedir emprestado custava muito mais do que antes), e as empresas passaram a produzir menos também. Afinal, só produzem se houver quem compre. É a regra do comércio.

Sem mágica - Se diminuem a produção, sobram empregados nas fábricas. E a saída é demitir uma parte para conseguir pagar os salários dos outros. E assim começa outra crise, a do desemprego. Calcula-se que esta crise produza de 18 milhões a 30 milhões de novos desempregados.

Isso gera mais queda no consumo, já que a nova massa de desempregados, agora sem salários, não tem dinheiro para gastar. Em consequência, as fábricas diminuem mais ainda a produção. E assim, a crise vai crescendo e se espalhando.

Uma hora vai ter de parar. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que é preciso paciência e determinação para voltar a crescer, o que deve ocorrer só a partir de 2011.

Quanto maior, pior é! - Quase todo o planeta tem sido afetado pela crise, porém, quanto maior a economia do país, maiores são as consequências da queda no consumo e produção. Como tudo começou nos Estados Unidos, o país mais rico de todos, é lá também onde ocorre a maior queda.

O mercado norte-americano é o maior do universo e consome produtos do mundo todo. Eles representam 4% da população mundial, mas consomem 30% da produção global. Assim, quando os Estados Unidos pararam de comprar tanto, os demais pararam de vender também e todos os que mantêm comércio com eles foram afetados.

De cara, o Japão, a segunda economia mundial, sentiu o efeito e entrou em crise. Na sequência, vieram outros. O Brasil, que ocupa a 10ª posição mundial, não ficou de fora.

No início, o presidente Lula dizia que a crise não chegaria aqui e que iríamos apenas sentir uma "marolinha". Pouco tempo depois, mudou o discurso e admitiu que não conseguiríamos fugir dela. Daí as fábricas já estavam demitindo.

Vacas magras - Você já deve ter ouvido em casa que agora é época de vacas magras. Também deve ter visto que o desemprego já atingiu os pais de alguns amigos ou até mesmo sua família. Mesmo os que estão empregados diminuíram os gastos para evitar problemas no futuro. Mas, como tudo é cíclico, e a economia também funciona assim, logo a situação vai melhorar. Tomara! Enquanto isso, poupe sua mesada.

Culpa de todos - Não há um único culpado pela situação. Talvez a culpa seja dos bancos, dos consumidores e até dos governos, que poderiam ter controlado melhor as atividades do sistema financeiro, evitando que o dinheiro fosse usado de maneira indevida. Mas agora é dos governos que se espera a solução. Os grandes países têm se reunido para encontrar saídas e injetar dinheiro na economia.

Até os Simpsons - A crise mundial atingiu até a família Simpsons. Em um novo episódio do desenho, que foi ao ar nos Estados Unidos, Homer perde a casa onde moram por falta de pagamento. O imóvel é leiloado e acaba sendo comprado pelo vizinho Ned, que a aluga para os antigos proprietários.

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