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Começa retirada de produtos químicos em Diadema

Empresa contratada pela Prefeitura para o trabalho removeu cerca de 170 barris de dentro do depósito incendiado


André Vieira e Isis Mastromano Correia

30/03/2009 | 07:00


Os trabalhos de remoção dos produtos químicos que restaram na Di-All, empresa que pegou fogo na última sexta-feira, no Jardim Ruyce, em Diadema, começaram domingo. A ação de limpeza começou por volta das 8h na Rua Nossa Senhora das Graças, na parte da frente da Di-All.

A Estre, especializada em remoção e tratamento de resíduos químicos, foi contratada pela Prefeitura e retirou cerca de 170 barris de dentro do depósito. Técnicos da empresa e Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), que acompanharam os trabalhos, não souberam informar quantos recipientes ainda restam no local.

A retirada dos tambores - que acondicionavam as substâncias químicas e foram o estopim do enorme incêndio - envolve um processo de triagem. Alguns tonéis ainda estão cheios e contêm substâncias não identificadas.

Durante a manhã, cerca de 95 barris foram retirados de dentro do galpão da empresa. Até o final da tarde, a expectativa era remover outros 80. Os objetos, com capacidade para cerca de 200 litros cada, estão sendo transportados para Americana, no Interior do Estado, onde a Estre tem um terreno autorizado pela Cetesb para armazenar e analisar a composição das substâncias, e definir a destinação dos resíduos.

Segundo o químico do setor de Operações de Emergência da Cetesb, Agnaldo Vasconcelos, ainda não há condições de determinar a quantidade de barris que estavam armazenados na empresa durante o acidente, mas é possível que esse número se aproxime dos milhares.

Paralelo ao trabalho de remoção dos recipientes, a empresa também se empenha, desde sábado, na retirada dos líquidos encontrados no interior do galpão. A sucção do material é realizada com o auxílio de um caminhão vácuo.

Enquanto a Estre fazia a limpeza do terreno, durante a manhã e tarde de domingo, técnicos de uma empresa de telefonia reparavam a fiação da rua, que foi danificada pelo fogo.

O coordenador do Laboratório de Poluição da USP (Universidade de São Paulo), Paulo Saldiva, aponta que boa parte dos resíduos tóxicos - hexano, solventes, aguarrás e tinner - já devem ter se dissipado no ar.

"O maior problema ficou para quem esteve exposto a esses produtos durante o incêndio", aponta Saldiva. "É preciso que essas pessoas continuem tendo atendimento médico, pois as substâncias irritam as mucosas de quem ficou ali no momento."

O especialista explica que em locais mais distantes do foco do incêndio, o problema foi a proliferação do ozônio, substância que pode causar crises de asma em pessoas vulneráveis, além de infecções em idosos.

No caso das águas de córregos, que podem ter sido atingidas pelos agentes químicos, Saldiva aponta que o malefício deve atingir animais aquáticos.

Atendimento - As 18 famílias - que viveram a sexta-feira de terror, tiveram seus imóveis prejudicados pelo incêndio e estão impedidas de voltar para suas casas - serão recebidas a partir desta segunda-feira na secretaria de Assistência Social de Diadema para negociar o recebimento de benefício temporário para custear gastos com aluguel de outra casa.

Devastadas pela ação do fogo, de algumas residências, pouco ou quase nada poderá ser aproveitado.



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