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Queda na arrecadação faz governo investir menos



15/03/2009 | 07:05


Apesar de o presidente Lula pregar a combinação de "ousadia e coragem" no combate à crise e rejeitar contingenciamentos e cortes de gastos, o governo chegou ao fim da semana passada, quando foi anunciado o tombo de 3,6% no PIB (Produto Interno Bruto) do quarto trimestre de 2008, montado em duas realidades que desmentem o discurso oficial: os investimentos públicos estão estagnados, após período de crescimento anterior à crise internacional e, nas conversas internas, a equipe econômica já adota estratégia mais cautelosa, planejando desonerações seletivas e revendo planos de novos subsídios na economia.

O recuo nos investimentos e nas políticas de incentivo ao crescimento é consequência da queda na arrecadação no primeiro bimestre. A crise fez a Fazenda repensar o tamanho da desoneração para o pacote de habitaçã, um emaranhado de programas já existentes, turbinados com mais recursos e estudar condicionantes para renovar o corte do IPI de veículos. Lula pediu "ousadia" e arrematou: "Nós não temos problemas de déficit público, pois o País está totalmente equilibrado".

A realidade, entretanto, é que o valor anualizado dos investimentos federais em dezembro, janeiro e fevereiro ficou, em plena crise, cerca de R$ 700 milhões abaixo do de novembro. Ou seja, a prometida política de aumentar investimentos públicos para compensar a queda dos privados não foi colocada em prática até hoje.

Os números oficiais indicam que a curva de investimentos atingiu um pico em novembro, batendo em R$ 27,4 bilhões nos 12 meses. Desde então, a crise econômica tem se agravado a cada dia, mas há dificuldade na ampliação dos gastos em infraestrutura. Em dezembro, o valor anualizado dos investimentos caiu para R$ 26,6 bilhões, em janeiro ficou em R$ 26,8 bilhões e em fevereiro recuou novamente para R$ 26,7 bilhões.



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