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Na onda da Blitz


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

15/03/2009 | 07:02


A Blitz foi um dos maiores fenômenos do rock brasileiro da década de 1980. Para registrar o que significou toda a agitação em torno do grupo liderado por Evandro Mesquita, foi lançado o livro As Aventuras da Blitz (Editora Ediouro, 304 páginas, R$ 54,90).

"Percebi que biografias de bandas dos anos 1980 estavam surgindo e a Blitz, por ter feito tudo o que fez, também merecia um livro só seu", diz o autor Rodrigo Rodrigues, que é também apresentador do programa Vitrine, da TV Cultura.

A ideia de realizar a obra surgiu em 2003, quando o autor, então estudante de jornalismo, fez um trabalho com a banda. Aos poucos, conheceu a história do grupo com mais afinco e decidiu que a trajetória merecia uma homenagem impressa. Para isso, foi necessário ler mais de 300 matérias sobre a Blitz e fazer cerca de 30 entrevistas, algumas com mais de sete horas de duração. "Fiz tudo ao mesmo tempo: escrevi, pesquisei e editei. Foi um surto de ideias e elaborei o livro em seis meses", lembra.

Em As Aventuras da Blitz, nome dado em homenagem ao CD que levou o sexteto ao estrelato, Rodrigo relata desde a formação do grupo - uma união entre os músicos que acompanhavam a cantora Marina Lima e integrantes da famosa companhia teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone - até informações do último trabalho, gravado em 2007. "Conta tudo o que rolou com a banda, de bom ou ruim. É uma grande linha do tempo da Blitz."

É possível conferir diversas apresentações históricas, como a no primeiro Rock in Rio, no qual duelou em popularidade com as grandes atrações internacionais, e o show na Praça Vermelha, em Moscou. que descongelou os soviéticos aos poucos. Momentos engraçados e pouco conhecidos também aparecem. É o caso da viagem de Evandro Mesquita aos Estados Unidos para gravar um comercial ao lado da cantora Tina Turner. Mesmo acostumado com o público, ele confessa que tremeu durante as gravações.

Mas também não ficam de fora as confusões. A mais famosa delas é a saída do então baterista Lobão em 1982. Ele diz que não queria ser apenas um coadjuvante, mas participar ativamente das decisões. Logo depois de deixar o grupo, ele gravou um trabalho solo. A polêmica com os refrões quase idênticos aos das músicas Egotrip, dos cariocas, e Eu Me Amo, do Ultraje a Rigor também está presente.

A identidade da Blitz, que imediatamente remete ao universo das HQs, fez com que o formato em almanaque fosse considerada a melhor forma para dar vida ao livro. "Queria uma biografia que privilegiasse o estilo do grupo. Não gosto daquelas edições convencionais, com fotos em partes especiais. Gosto de ver as imagens enquanto leio e eles (a Blitz) têm esse apelo visual", ressalta Rodrigo.

O acervo fotográfico é o principal atrativo da publicação. Para isso, o arquivo pessoal dos integrantes foi essencial. Além de trazerem informações sobre quem aparece e em qual lugar está, as fotos fazem com que o público relembre as eletrizantes apresentações da Blitz, que prepara um novo trabalho para este ano.



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