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Embora rico, Grande ABC peca no investimento social

Riqueza acumulada na região não se reverte em benefícios sociais por falta de investimentos públicos


André Vieira
William Cardoso

12/03/2009 | 07:00


O IPRS (Índice Paulista de Responsabilidade Social) mostra o Grande ABC como uma região financeiramente rica, mas que não consegue reverter em investimentos sociais toda a fortuna que arrecada. Apresentados pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) e Assembleia Legislativa de São Paulo, os dados da pesquisa apontam que seis das sete cidades da região estão entre as 50 maiores em níveis de riqueza, mas apenas São Caetano apresenta grau de escolaridade compatível com o potencial econômico.

O abismo entre as posições no ranking de alguns municípios, como São Bernardo, 15º em riqueza e 362º em escolaridade; ou Diadema, 45º em riqueza e 488º em escolaridade, pode ser explicado pela má distribuição, segundo a diretora de Pesquisa da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul), Maria do Carmo Romeiro. "A riqueza de uma cidade é construída em função do parque de empresas que ela possui, porém, a renda gerada pelas empresas nem sempre está diluída na renda da população residente", diz.

Em reportagem publicada ontem pelo Diário, o prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PTB) demonstrou satisfação com a avaliação de sua cidade. Falando por toda a região, como presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, ele ressalta que uma das formas de transformar a riqueza em benefícios é com a qualificação dos serviços públicos prestados. "É fundamental que isso seja feito."

EXEMPLO - A família da dentista Carolina Nakauchi, 45 anos, se mudou para São Caetano na década de 1970, quando ela tinha 11 anos. Ela cresceu na cidade, conheceu seu marido, se casou há 16 anos e até hoje cria os dois filhos no bairro Olímpico.

Formada pela USP (Universidade de São Paulo), ela diz que Eddy, 12, e Roger, 10, estão desde os dois anos matriculados em escolas municipais de São Caetano. "Não tenho queixas. Quero que meus filhos permaneçam na rede pública até o 3º ano do Ensino Médio", afirmou.



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