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PT de S.Caetano volta à estaca zero na busca pela unidade


Beto Silva
Do Diário do Grande ABC

07/03/2009 | 07:00


Após um tímido esboço de que o partido caminhava para a unidade, o PT de São Caetano voltou à estaca zero na busca pelo consenso interno. Os resultados obtidos na reunião entre as executivas municipal e estadual no fim do mês passado foram por água abaixo no encontro entre líderes da legenda na cidade, realizado na quarta-feira.

A divisão na sigla retornou pelo mesmo motivo de outrora: um conflito entre as alas do vereador Edgar Nóbrega, adepto da aproximação com o governo do prefeito José Auricchio Júnior (PTB), e do segundo candidato ao Legislativo mais votado da sigla, Ricardo Rios, defensor da linha oposicionista.

Ao fim da plenária do partido, o grupo de Rios - que não compareceu à atividade - apresentou documento oficializando a substituição do secretário-geral do partido. Saiu Mário Gomes e entrou Hugo Biagi.

A justificativa para a troca é embasada em consulta ao diretório estadual. Segundo Solange Caetano, porta-voz da bancada de Ricardo Rios, a retirada de Gomes do posto ocorreu para manter a proporcionalidade entre os 11 componentes da executiva municipal.

No PED (Processo de Eleição Direta), a chapa ligada a Rios conquistou 60% dos votos, o que garantiu a presença de sete pessoas na liderança da legenda. Solange argumenta que, com a inclinação de Mário Gomes para o grupo rival, "houve a necessidade da mudança".

O fato desencadeou um processo de revolta no lado de Edgar Nóbrega, que agora ameaça inclusive não participar do seminário que ocorrerá em abril e que definirá os rumos do PT.

"Infelizmente voltamos ao estágio que estávamos (antes da reunião com a estadual). Não reconheço qualquer mudança na secretaria-geral", pontuou o vereador Edgar Nóbrega. "Seguimos a sequência do encontro. Os informes foram apresentados por último. Foi o que fizemos", rebateu Solange Caetano.

O presidente municipal do PT, Edison Bernardes, ressaltou que a discussão tem de ir além do simples fato de aceitar ou não a alteração dos nomes. "O diretório estadual sugere a proporcionalidade de participação das chapas na executiva. Mas temos de buscar um acordo comum, sem imposições de ambos os lados", ponderou. "Essa situação não é interessante para ninguém", completou.

O impasse interno pelo qual passa o partido é preocupante, pois os petistas estão a oito meses do próximo PED, que redefinirá o comando da sigla, e a pouco mais de um ano da eleição de 2010, a qual terá reflexos no pleito municipal de 2012. Enquanto o partido procura um entendimento, a administração do prefeito José Auricchio Júnior segue tranquila, sem ser incomodada pela oposição.



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