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Sebrae aconselha empresas inadimplentes a negociar


Michele Loureiro
Do Diário do Grande ABC

06/03/2009 | 07:00


A inadimplência, tanto de pessoa física quanto de jurídica, tem crescido muito nos últimos meses. Segundo a última pesquisa da Serasa, o número de empresas inadimplentes cresceu 30% em janeiro de 2009, comparado ao mesmo período do ano passado.

Os pequenos negócios estão entre os que mais sofrem em épocas de crise financeira. Segundo o gerente da Unidade de Acesso a Serviços Financeiros do Sebrae, Alexandre Guerra, a conversa essencial do pequeno empresário em 2009 será o financiamento do capital de giro. "A crise está impactando os pequenos de duas formas: a diminuição da oferta de crédito no sistema financeiro e o contingenciamento das pessoas físicas. A primeira coisa que as pessoas deixam de pagar são os impostos, depois fornecedores (lojas, luz, gás, aluguel) e, por último, o sistema financeiro".

Para quem já está devendo no mercado e entrou na ciranda financeira dos juros, uma das saídas, sugere Guerra, é renegociar a dívida. Ele indica este caso para as empresas que, antes da crise, estavam saudáveis. "Muita gente vinha bem em 2008, investindo na compra de equipamentos, de ampliação da empresa. Com a crise, as vendas diminuíram e os objetivos esperados não se concretizaram". O gerente explica que para estes empresários os bancos estão abertos à negociação.

Segundo o economista Miguel de Oliveira, da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), o caminho é o devedor oferecer uma proposta de alongamento da dívida. Se tiver algumas economias, a negociação pode seguir o caminho do bom desconto.

Para Oliveira, o empresário inadimplente precisa identificar o que está acontecendo com sua empresa e adaptá-la à realidade do mercado. "Se for o caso, reduzir custos, processos e até mesmo mão-de-obra. Ele precisa identificar quanto suas vendas caíram e fazer um corte de igual tamanho".



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