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Pacote habitacional vai alavancar setor imobiliário no País


Michele Loureiro
Do Diário do Grande ABC

01/03/2009 | 07:25


Mesmo sem ter sido divulgado em detalhes, o pacote habitacional do governo federal - que promete financiar a casa própria para cerca de um milhão de famílias -, movimenta o mercado imobiliário e empolga futuros compradores.

Mas todo o alvoroço que a medida do governo promete causar, aconselham os especialistas, deve ser contido. "As pessoas precisam lembrar que a casa própria é o maior bem, portanto é necessário ter certos cuidados para que o sonho não acabe se tornando um pesadelo", destaca Tiago Antolini, diretor da AMM (Associação dos Mutuários e Moradores das Regiões Sul e Sudeste do Brasil).

Atualmente o déficit de residências no Brasil supera os 8 milhões de habitações. "Por isso, as especulações sobre o pacote, que já deveria ter sido anunciado em meados de janeiro, causam muita expectativa. A promessa é de que o governo vai financiar residências, a juros menores e prazos maiores", explica Antolini.

Entidades de defesa do consumidor como o Procon-SP e a ProTeste destacam medidas importantes antes da aquisição. "Em casos de imóveis novos, os compradores precisam verificar a construtora, saber seus antecedentes e se atentar para a localização da residência. Visitas prévias são indispensáveis", orienta o técnico do Procon -SP, Carlos Guedes.

Para imóveis adquiridos na planta, os cuidados devem ser ainda maiores, adverte Antolini. "O histórico da empreendedora é o principal ponto, além disso, o comprador deve visitar imóveis da construtora e conversar com outras pessoas que já tenham adquirido residências".

Para imóveis usados, o importante é saber se os documentos estão em ordem. "Há mais de sete mil mutuários na Região Metropolitana que enfrentam problemas com imóveis usados. Muitos compram na empolgação e acabam sem o bem, depois de descobrir pendências judiciais dos antigos proprietários, como partilha de bens entre casais, por exemplo", afirma o diretor da AMM.

Para Antolini, os compradores não devem investir mais do que 20% da renda na aquisição do imóvel. "Quanto mais se aplica, maior é o risco de se tornar inadimplente. Além disso, é importante lembrar que os gastos vão além do valor do imóvel (veja tabela ao lado)".

A AMM presta consultoria gratuita aos mutuários - pelo telefone 0800- 7729660. "É importante que os compradores tirem as dúvidas antes de comprar, porque, infelizmente, a maior parte das pessoas que atendemos já se envolveu em algum tipo de problema", destaca Antolini.

Setor imobiliário da região espera crescimento

As especulações sobre o pacote habitacional do governo federal animam as construtoras com lançamentos na região.

É o caso da Construtora Jacutinga, que tem empreendimentos em São Caetano e lançou seu primeiro projeto em São Bernardo, no mês de novembro. "Já vendemos 50% das unidades. O prédio é destinado para consumidores das classes B e C. Esperamos que depois do anúncio do pacote do governo as coisas melhorem ainda mais", destaca o diretor da construtora, Antonio Caetano da Silva Filho.

Mesmo com as incertezas geradas pela crise econômica mundial, o diretor acredita que o pacote trará novo ânimo para o setor. "O que o mercado precisa é de crédito. Com a possibilidade de inserção do governo, os consumidores vão ter mais garantias ao investir", aposta Filho.

A psicóloga recém-formada Katiúscia Maldonado, acredita no anúncio do benefício do governo para dar entrada em um apartamento. "Sinto que estou conquistando minha independência financeira e é hora de alçar vôos mais altos. Estou esperando o pacote, pois sei que mesmo não sendo o público alvo, todo o setor imobiliário deve ser beneficiado", destaca.

Detalhes - Segundo Tiago Antolini, diretor da AMM (Associação dos Mutuários e Moradores das Regiões Sul e Sudeste do Brasil), o conjunto de medidas habitacionais deve construir 12 milhões de moradias no País nos próximos 15 anos. "Os recursos virão do orçamento geral da União e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Está prevista também a redução de alíquotas sobre os materiais de construção, o que deve impulsionar as reformas e criar empregos".



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Pacote habitacional vai alavancar setor imobiliário no País

Michele Loureiro
Do Diário do Grande ABC

01/03/2009 | 07:25


Mesmo sem ter sido divulgado em detalhes, o pacote habitacional do governo federal - que promete financiar a casa própria para cerca de um milhão de famílias -, movimenta o mercado imobiliário e empolga futuros compradores.

Mas todo o alvoroço que a medida do governo promete causar, aconselham os especialistas, deve ser contido. "As pessoas precisam lembrar que a casa própria é o maior bem, portanto é necessário ter certos cuidados para que o sonho não acabe se tornando um pesadelo", destaca Tiago Antolini, diretor da AMM (Associação dos Mutuários e Moradores das Regiões Sul e Sudeste do Brasil).

Atualmente o déficit de residências no Brasil supera os 8 milhões de habitações. "Por isso, as especulações sobre o pacote, que já deveria ter sido anunciado em meados de janeiro, causam muita expectativa. A promessa é de que o governo vai financiar residências, a juros menores e prazos maiores", explica Antolini.

Entidades de defesa do consumidor como o Procon-SP e a ProTeste destacam medidas importantes antes da aquisição. "Em casos de imóveis novos, os compradores precisam verificar a construtora, saber seus antecedentes e se atentar para a localização da residência. Visitas prévias são indispensáveis", orienta o técnico do Procon -SP, Carlos Guedes.

Para imóveis adquiridos na planta, os cuidados devem ser ainda maiores, adverte Antolini. "O histórico da empreendedora é o principal ponto, além disso, o comprador deve visitar imóveis da construtora e conversar com outras pessoas que já tenham adquirido residências".

Para imóveis usados, o importante é saber se os documentos estão em ordem. "Há mais de sete mil mutuários na Região Metropolitana que enfrentam problemas com imóveis usados. Muitos compram na empolgação e acabam sem o bem, depois de descobrir pendências judiciais dos antigos proprietários, como partilha de bens entre casais, por exemplo", afirma o diretor da AMM.

Para Antolini, os compradores não devem investir mais do que 20% da renda na aquisição do imóvel. "Quanto mais se aplica, maior é o risco de se tornar inadimplente. Além disso, é importante lembrar que os gastos vão além do valor do imóvel (veja tabela ao lado)".

A AMM presta consultoria gratuita aos mutuários - pelo telefone 0800- 7729660. "É importante que os compradores tirem as dúvidas antes de comprar, porque, infelizmente, a maior parte das pessoas que atendemos já se envolveu em algum tipo de problema", destaca Antolini.

Setor imobiliário da região espera crescimento

As especulações sobre o pacote habitacional do governo federal animam as construtoras com lançamentos na região.

É o caso da Construtora Jacutinga, que tem empreendimentos em São Caetano e lançou seu primeiro projeto em São Bernardo, no mês de novembro. "Já vendemos 50% das unidades. O prédio é destinado para consumidores das classes B e C. Esperamos que depois do anúncio do pacote do governo as coisas melhorem ainda mais", destaca o diretor da construtora, Antonio Caetano da Silva Filho.

Mesmo com as incertezas geradas pela crise econômica mundial, o diretor acredita que o pacote trará novo ânimo para o setor. "O que o mercado precisa é de crédito. Com a possibilidade de inserção do governo, os consumidores vão ter mais garantias ao investir", aposta Filho.

A psicóloga recém-formada Katiúscia Maldonado, acredita no anúncio do benefício do governo para dar entrada em um apartamento. "Sinto que estou conquistando minha independência financeira e é hora de alçar vôos mais altos. Estou esperando o pacote, pois sei que mesmo não sendo o público alvo, todo o setor imobiliário deve ser beneficiado", destaca.

Detalhes - Segundo Tiago Antolini, diretor da AMM (Associação dos Mutuários e Moradores das Regiões Sul e Sudeste do Brasil), o conjunto de medidas habitacionais deve construir 12 milhões de moradias no País nos próximos 15 anos. "Os recursos virão do orçamento geral da União e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Está prevista também a redução de alíquotas sobre os materiais de construção, o que deve impulsionar as reformas e criar empregos".

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