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Metalúrgicos cruzam os braços contra demissões em autopeças


Vivian Costa
Do Diário do Grande ABC

07/02/2009 | 07:00


Os trabalhadores de três empresas de autopeças cruzaram os braços na última sexta-feira em protesto contra demissões. Estão em greve os funcionários da Metal 2, de Santo André, que demitiu 22 funcionários, além da Max Precision e Special Quality, de Diadema, que dispensaram juntas 49 operários.

Os funcionários da Metal 2 resolveram paralisar as atividades depois que a empresa dispensou sem negociar com o sindicato. Sivaldo da Silva Pereira, o Espirro, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, afirma que a empresa não quis negociar, mas ofereceu prorrogar por mais três meses o convênio médico e dar três vale cesta básica no valor de R$ 63 para os dispensados.

Adilson Torres dos Santos, o Sapão, um dos diretores do sindicato afirmou que a empresa convocou uma reunião na última quinta-feira, apenas para dizer que precisaria reduzir seu quadro de funcionários. "A Metal 2 alegou que produzia 220 toneladas e nos dois meses seguintes caiu para 90 toneladas", explica.

Cerca de 400 trabalhadores das empresas Max Precision e Special Quality entraram em greve contra 49 demissões realizadas por ambas, além de cobrar o pagamento da segunda parcela do 13º salário. A fábrica quer ainda reduzir salários e jornada de trabalho.

Claudionor Vieira, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, afirma que a empresa "demitiu, não pagou e cometeu a ofensa de mandar os metalúrgicos irem procurar seus direitos na Justiça", diz.

MAHLE - Os 1.200 trabalhadores da autopeças Mahle, de São Bernardo, também paralisaram a produção em protesto contra possíveis demissões. A multinacional dispensou 300 metalúrgicos sexta na unidade de Mogi Guaçu e rapidamente correu a notícia de que 180 demissões seriam feitas à tarde na planta de São Bernardo.

"Procuramos a fábrica para esclarecer essa notícia e saber de suas intenções e não fomos recebidos", disse Amarildo Sesário de Araújo, diretor do sindicato. "Por isso, desencadeamos o protesto e aprovamos aviso de grave como ação preventiva", completou.

 



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