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Demolição de condomínio será avaliada em estudo

Cofap tem de custear análise de contaminação de mais de 1000 apartamentos no Residencial Barão de Mauá


Vanessa Fajardo
Do Diário do Grande ABC

06/02/2009 | 07:00


Estudo realizado pela Cofap vai mostrar se há ou não necessidade de demolição dos 1.700 apartamentos do Residencial Barão de Mauá, no Parque São Vicente, em Mauá. Os imóveis foram construídos em área contaminada por 44 substâncias tóxicas, conforme comprovou a Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado) há sete anos. O diagnóstico apontará quais riscos à Saúde a água e o solo do condomínio representam aos moradores e levantará soluções técnicas que serão submetidas à análise da Cetesb.

 O levantamento começará quando o canteiro de obras montado pela Cofap no entorno dos prédios for finalizado, mas não há previsão. A promotora de Justiça e Meio Ambiente de São Bernardo, Rosângela Staurenghi, disse que o trabalho deve ser concluído em seis meses. Ela afirmou que o diagnóstico ambiental estava planejado para começar em 2007, mas os nove síndicos impediram a ação, receosos de que a empresa não respeitasse as normas de segurança.

 Para evitar novos descumprimentos, os trabalhos serão monitorados pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) e acompanhados pelo Ministério Público.

 O canteiro de obras abriga equipes e ferramentas da Geoklock, empresa especializada em Engenharia e Geologia Ambiental contratada pela Cofap para fazer o diagnóstico da área contaminada. Antiga dona do terreno, antes usado como lixão industrial clandestino, a Cofap é uma entre as cinco rés obrigadas pelo Ministério Público Estadual a fazer a avaliação ambiental no terreno. Além dela, são considerados culpados pela construção do residencial em área contaminada, as construtoras Soma e SQG, a cooperativa Paulicoop e a Prefeitura de Mauá.

 Os moradores do residencial encaram o cumprimento da sentença e a execução do estudo como perda de tempo. "Está mais do que provado que esta é uma área contaminada. Queremos ir embora daqui. Além do meu apartamento ter sido desvalorizado, corro risco de saúde", diz a síndica Tania Regina da Silva, 51 anos, que há 12 anos mora no Barão.

 "Fomos lesados e queremos nosso dinheiro de volta para reconstruir as nossas vidas em outro lugar", complementa Lindomar Oliveira Alvins, 39, que há 15 anos está no condomínio.

 A Cofap foi procurada, mas não respondeu às solicitações para explicar quais procedimentos serão utilizados e quando os estudos começam a ser realizados.



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