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Como 'cidadão', Reali é favorável a 13º de vereadores


Elaine Granconato
Do Diário do Grande ABC

06/02/2009 | 07:00


Como "cidadão" e "trabalhador", o petista Mário Reali defendeu o 13º salário para o Legislativo de Diadema, aprovado ontem, em primeira discussão, pelos 17 vereadores. Como prefeito, porém, afirmou ser necessário o controle de gastos, principalmente com o momento financeiro que o País atravessa.

 "É uma discussão da Câmara. O 13º salário existe na Assembleia Legislativa e no Congresso. O vereador é um trabalhador assim como o jornalista", comparou Reali, ao ressaltar que o subsídio não deve ser restringido para uma determinada categoria. "Quero lutar para que todos tenham o benefício", afirmou o petista, após ter comparecido à primeira sessão ordinária do ano como chefe do Executivo.

 Como deputado estadual por dois mandatos, Reali recebeu o subsídio conhecido popularmente como auxílio-paletó na Assembleia, expressão que disse desconhecer. "Não dá para reduzirmos a avaliação, por exemplo, se um vereador participa uma vez por semana na sessão. Isso não significa que ele não trabalha. Muito pelo contrário. Como deputado eu nunca recebi hora extra e trabalhei aos sábados e domingos", afirmou.

 O prefeito saiu bem antes de o projeto, de autoria da mesa diretora do ano passado, ser aprovado e defendido pelos parlamentares.

 Segundo a Prefeitura, nem Reali nem o vice-prefeito, Gilson Menezes (PSC), recebem 13º salário.

 TRANSPARÊNCIA - O presidente da Câmara, Manoel Eduardo Marinho (PT), usou a tribuna para defender "o direito e a legalidade" do projeto ao público e à imprensa. "Estamos deixando às claras um pagamento que era obscuro", afirmou o petista, exaltado, referindo-se ao auxílio-paletó que era pago em forma de "ajuda de custo" aos vereadores de Diadema e que foi motivo de questionamento da Justiça com base no artigo 39, parágrafo 4º, da Constituição Federal.

 O Ministério Público moveu uma ação civil pública para que os parlamentares, na gestão 2001 a 2004, devolvam aos cofres públicos R$ 195.048 - média de R$ 9.300 por vereador, referente ao exercício de 2002.

 "Até mesmo o TCE (Tribunal de Contas do Estado), que é o mais reacionário do País e atrasado, deu parecer favorável aos vereadores da Câmara de Santo André, que já recebem. Vamos votar o 13º de cabeça erguida", afirmou Maninho, com direito a claque nas galerias.

 CONTRÁRIOS - Mas nem todos são favoráveis ao subsídio, que custará ao Legislativo mais R$ 127.160. O salário bruto de um vereador de Diadema é de R$ 7.480.

 Para o auxiliar de produção Everaldo Gonçalves, 26 anos, morador do Jardim Luso, o projeto não foi bem digerido. "É um absurdo, se você analisar o tempo de trabalho e o salário que recebe. Trocaria o meu pelo deles, sem 13º salário", afirmou.

 "Não mereciam ter nem o 12º", alfinetou o técnico de supervisão Mauro Martins, 30 anos, morador do Centro de Diadema.

 Na sessão da próxima quinta-feira, a polêmica matéria será votada em segunda discussão e se transformará em lei municipal, após ser sancionada pelo prefeito Mário Reali.

 LÍDER - Como já era esperado, o vereador Laércio Pereira Soares (PCdoB) foi o escolhido por Reali para ser o líder do governo na Câmara. É a primeira vez que a função não é ocupada por um parlamentar do PT, que administra a cidade há 22 anos. "É uma experiência nova", disse Reali.



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