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Alunos da Fundação estão sem bolsa há dois meses

Suspensão dos descontos prejudica cerca de 600 estudantes;
problema começou após Prefeitura dar fim a repasse de verba


Fábio Munhoz
do Diário do Grande ABC

15/03/2013 | 07:00


Cerca de 600 alunos da FSA (Fundação Santo André) estão há dois meses sem receber o valor das bolsas de estudo. O problema teve origem depois que a Prefeitura suspendeu o repasse da verba destinada para o subsídio dos benefícios, que variam entre R$ 200 e R$ 750.

Em comunicado enviado aos universitários na quarta-feira, a instituição afirmou que, em outubro, a administração municipal deixou de transferir a verba para o pagamento dos 103 alunos que fazem estágio na Sabina Escola Parque do Conhecimento. Para esses alunos, a Prefeitura repassava R$ 750 à FSA, que descontava o valor da mensalidade e devolvia aos estudantes a diferença. No mesmo documento, a Fundação informou que, desde novembro, o Executivo não paga o valor referente às bolsas de R$ 200 para os cerca de 500 estudantes que obtiveram as melhores notas no vestibular.

Mesmo sem receber a verba municipal, o centro universitário manteve os benefícios até janeiro. Para isso, foi utilizado recurso da própria instituição.

Ao Diário, a FSA informou que o repasse deixou de ser feito após a eleição municipal, na qual o então prefeito, Aidan Ravin (PTB), não conseguiu se reeleger. Segundo a reitoria, o problema ocorreu porque “há sempre um período normal de tramitação e de discussão dos projetos”. O centro universitário garante, no entanto, que o problema já foi resolvido e as mensalidades de abril já virão com os descontos. Também foi feita a promessa de que será feito pagamento retroativo aos meses de fevereiro e março.

O secretário de Gabinete, Tiago Nogueira, classifica a situação como “herança maldita” do governo Aidan. “Quando chegamos, constatamos que o repasse não estava sendo feito por questões jurídicas, já que a FSA não estava com a certidão negativa de débitos em dia. No entanto, obtivemos parecer de que o beneficiário neste caso é o aluno, e que, por isso, o subsídio poderia continuar a ser feito.” Ele diz ter feito os pagamentos na quarta-feira.

 

TRANSTORNOS

A interrupção no subsídio provocou transtornos para os alunos que dependem das bolsas de estudo. Caso de Bruna Fioravanti, 25 anos, que cursa Biologia e faz estágio na Sabina. “Para conseguir pagar o valor integral da mensalidade, de R$ 630, muitos tiveram de pedir dinheiro emprestado”, lamenta.

Para Leonardo Alencar Romão, 22, aluno de Sistemas da Informação, a principal crítica é quanto à falta de informação por parte do Executivo. “Ficou todo mundo sem saber como vai ficar a situação a partir de agora”, reclama



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