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Preço do bacalhau varia até 45% no Grande ABC

Ari Paleta/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Valor do peixe, muito popular na época da Páscoa, oscila
de acordo com sua espessura e o tipo da peça disponível


Tauana Marin

15/03/2013 | 07:00


De olho na Páscoa, as redes supermercadistas da região já abasteceram suas prateleiras com os itens típicos da data: bacalhau, colomba e ovos de chocolate. No entanto, quem não abre mão de consumir os produtos da época precisa pesquisar. O preço do quilo do filé de bacalhau do Porto, por exemplo, varia 45,15% entre os estabelecimentos. O cliente pode pagar R$ 26,80 até R$ 38,90 pelo mesmo tipo e quantidade do peixe.

Os dados são da pesquisa realizada, nesta semana, pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) em 12 supermercados, em quatro cidades da região (Santo André, São Bernardo, São Caetano e Mauá).

A diferença de preço entre o quilo do bacalhau tipo Ling é bem menor entre as redes varejistas, variando 0,87% apenas. O quilo mais caro foi encontrado a R$ 21,90 e o mais barato a R$ 21,71, ou seja, praticamente não há diferença (veja arte ao lado).

O engenheiro agrônomo da Craisa, Fábio Vezza De Benedetto, responsável pela pesquisa, explica que o preço do bacalhau difere em razão da espécie da carne branca, além do tamanho e do corte, sendo que as partes próximas da cabeça e da calda são menos valorizadas. "Quanto mais espesso o corte, maior o valor pago pelo pedaço".

Ao optar por levar para casa o bacalhau do tipo Porto desfiado (em lascas), o cliente pagará o menor preço: encontrado a R$ 17,90. O bacalhau do tipo Saithe foi o único não encontrado entre os estabelecimentos das quatro cidades.

Os valores das colombas pascais também variam entre as redes de supermercados. O bolo da marca Village é encontrado a R$ 10,90 ou a R$ 14,89 (oscilação de 36,60%).

Os ovos de chocolates voltados ao público infantil (com brinquedos) não ficam de fora. O mesmo produto da Nestlé é vendido a R$ 27,49, enquanto que em outra rede é comercializado a R$ 27,49 (diferença de 45,50%). "Suando a camisa, o consumidor consegue bons preços", frisa Benedetto.

Valor da cesta básica fica estável

O preço da cesta básica nas sete cidades nesta semana ficou praticamente estável, apontando um ligeiro recuo de R$ 0,29, o que equivale a queda de apenas 0,07% - passando de R$ 436,18 para R$ 435,89 -, apesar da desoneração do PIS e da Cofins sobre os produtos de primeira necessidade, anunciada há uma semana pela presidente Dilma Rousseff. A isenção tributária gera redução de 9,25% a 12,5% nos custos desses itens.

O levantamento feito pela Craisa aponta que os alimentos industrializados e o de higiene pessoal foram os responsáveis por frear o aumento do preço do conjunto de 34 itens. Na contramão, os hortifrutigranjeiros (legumes, verduras, frutas e ovos) e de limpeza doméstica ficaram mais caros. No caso dos preços dos alimentos in natura a tendência é de que com a proximidade da Páscoa subam ainda, como é o caso da batata, cebola e tomate (utilizados pelo tradicional prato com bacalhau). "A tendência é que esses itens sofram reajuste pela alta no consumo", adianta o engenheiro agrônomo da Craisa, Fábio Vezza De Benedetto. O quilo pago pelo tubérculo nesta semana, por exemplo, teve reajuste de 4,78%, passando para R$ 3,29. Já o quilo do tomate é encontrado, em média, a R$ 5,97, e o da cebola a R$ 3,81.O frango é outro item que tem encarecido a cada semana. Nesta, o quilo do resfriado é vendido a R$ 5,45 (alta de 3,61%). "Grande parte do que é produzido aqui, exportamos", diz o especialista.

Vale lembrar que os dados da cesta são resultado da pesquisa semanal da Craisa entre 15 supermercados em Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema e Mauá. A apuração é feita com base no consumo de uma família de quatro pessoas, no período de 30 dias.

 



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