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Mauá começa a receber remédios


William Cardoso
Do Diário do Grande ABC

17/01/2009 | 07:00


A Prefeitura de Mauá fechou nessa sexta-feira contrato emergencial para fornecimento de remédios e material médico-hospitalar pelos próximos três meses. Serão cerca de R$ 2,8 milhões para quatro empresas, valor inferior aos mais de R$ 4 milhões pagos pela gestão anterior para o mesmo período. A expectativa do secretário de Saúde, Paulo Eugênio Pereira Júnior, é de que a distribuição comece gradativamente a partir de segunda-feira.

Quatro empresas foram selecionadas pela Secretaria de Saúde do município e irão receber, juntas, R$ 2.767.361,72. São elas: Medic Center (R$ 1.740.080,60), Comercial 3 Albe (R$ 424.386,76), Healthecnica (R$ 313.861,87) e Vital Hospitalar (R$ 289.032,49). A Prefeitura informa que focou os investimentos nos 30 medicamentos mais consumidos pela população. Os principais são diazepan (tranquilizante), captopril (controle de pressão arterial), diclofenaco de sódio (anti-inflamatório) e amoxicilina (antibiótico).

A atual administração teme uma corrida às UBSs (Unidades Básicas de Saúde) nos próximos dias, o que poderia gerar novo desabastecimento. "Fiz uma reunião com os envolvidos na distribuição e haverá controle de tudo que for entregue", disse Paulo Eugênio. A prioridade do secretário é o abastecimento de pontos críticos, como o Hospital Doutor Radamés Nardini e pronto atendimentos das UBSs Zaíra 2 e São João.

Paulo Eugênio diz que fez o possível para fechar o contrato o quanto antes. "Tivemos de identificar a demanda, porque não havia parâmetro anterior. Depois, foi preciso abrir o orçamento do municipal e justificar a compra emergencial. Posteriormente, identificamos as empresas pelos melhores preços."

A crise no abastecimento de remédios teve início no segundo semestre de 2008. A situação se agravou em agosto, após o rompimento de contrato firmado entre Prefeitura e Home Care - hoje acusada de fraude em licitações públicas pela Polícia Civil e Ministério Público. A empresa, que gerenciava e distribuía os medicamentos e material médico-hospitalar no município, apontou o não-pagamento de dívida de R$ 4,5 milhões como motivo da ruptura.

A falta de medicamentos e material médico-hospitalar provocou inclusive o cancelamento de cirurgias eletivas no Hospital Nardini.



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