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Negociação da dívida com a Caixa Econômica não avança


Bruno Coelho
Do Diário do Grande ABC

08/03/2013 | 06:45


 

Não houve avanço na reunião realizada ontem em Brasília, entre o prefeito de Mauá, Donisete Braga (PT), e o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, a respeito da renegociação da dívida do município com a União, calculada até o ano passado em R$ 430 milhões. O valor é recorrente do financiamento obtido, em 1991, para canalização dos córregos Corumbé e Bocaina e do Rio Tamanduateí.

Hereda solicitou tempo para avaliar números atualizados do passivo recorrente da canalização. Os valores apresentados pelo Paço são referentes ao ano passado, podendo, portanto, sofrer modificações.

"A Caixa tem o contrato, sabe da situação de Mauá, há uma situação muito importante para reestruturar a dívida. Por enquanto, estão fazendo uma análise para atualização dos dados para, aí sim, ter uma conversa", discorreu.

O prefeito expressou para o mandatário do banco estatal as discrepâncias de valores em relação ao financiamento, citando que a União avalia a dívida em R$ 115 milhões, sem os grandes juros que transformam o passivo em uma bola de neve.

Com dados do deficit atualizados, ocorrerá novo encontro, provavelmente na semana que vem, entre Donisete, Hereda e com o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. Ele é outra peça determinante para um desfecho do imbróglio, pois o débito saiu do Caixa para o seu setor, que retém os repasses do FPM (Fundo de Participação do Município) desde 2006. Com isso, estima-se que Mauá já perdeu R$ 254 milhões.

"Na verdade, todos sabem da real necessidade de estruturar a dívida. É muito natural que os Estados brasileiros façam diálogo com a Fazenda e com Tesouro. Mauá se enquadra em uma situação especial com essa dívida de 20 anos. Estou confiante que teremos na semana que vem uma boa resposta", analisou Donisete.

A busca por amortização da dívida com a União e consequentemente a recuperação do FPM é a principal preocupação da administração municipal neste primeiro ano. O caos nas finanças estabelecido ao longo de duas décadas é considerado o principal entrave para o desenvolvimento social de Mauá.

Donisete estima que, neste ano, o município perderá R$ 56 milhões de arrecadações provenientes do FPM.

 

 



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