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Estado fará análise em terreno doado para Fundação Casa

Laudo apontará se área doada pela Prefeitura de Sto.André é viável para construções da Fundação Casa


André Vieira
Do Diário do Grande ABC

23/12/2008 | 07:33


A Fundação Casa fará investigação ambiental para saber se o terreno doado pela Prefeitura de Santo André terá condições de abrigar duas unidades de internação da antiga Febem. Realizado em 2005, um estudo no local encontrou em amostras de água colhidas no lençol freático concentração de chumbo e arsênio acima do estabelecido pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental).

A presidente da Fundação Casa, Berenice Giannella, afirmou que os resultados da investigação determinarão a possibilidade ou não de se iniciarem as obras. O laudo deve ficar pronto em abril.

A área oferecida pelo município fica ao lado do Viaduto Cassaqüera, possui 12,5 mil metros quadrados e está entre a linha férrea e a Avenida dos Estados, no bairro Várzea Capitão João, próximo da divisa com Mauá. O local pertence ao Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André).

Atualmente, parte da área é utilizada pela autarquia como RCD (Resíduos de Construção e Demolição). No passado o local foi ocupado por indústrias.

O prefeito de Santo André, João Avamileno (PT), reiterou ontem que, apesar de contaminado, o terreno doado pode ser utilizado para a construção das unidades de internação. "Tenho informação que se forem tomados os cuidados necessários não haverá problema."

Avamileno disse que uma consulta realizada antes da formalização da doação apontou a viabilidade da construção. A instalação de indústrias, um shopping e um supermercado em área ao lado seriam outras garantias.

O chefe do executivo reafirmou que houve orientação do Semasa para que a Fundação Casa não comece os trabalhos sem antes realizar investigação ambiental confirmatória.

Coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da USP (Universidade de São Paulo), Paulo Saldiva explicou que a contaminação por arsênio está relacionada com o câncer de pele e alterações hepáticas. Já o chumbo pode interferir no sistema nervoso central e está relacionado com a baixa do nível intelectual, retardo de crescimento e alterações produtivas.

"Mas nada impede que você tenha uma construção em cima de um terreno contaminado. O importante é impedir que a contaminação chegue às pessoas", afirmou Saldiva.



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