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Sabesp investirá R$ 80 mi
para reduzir perda de água

Objetivo é conter os vazamentos em São Bernardo, Ribeirão
Pires e Rio Grande da Serra e identificar ligações clandestinas


Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

06/03/2013 | 07:00


A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) irá investir R$ 80 milhões para diminuir os índices de perda de água em São Bernardo, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Nas demais cidades da região, a empresa não é concessionária dos serviços de água e esgoto.

A presidente da Sabesp, Dilma Pena, informa que o objetivo do investimento é fazer com que a taxa de perda nas três cidades fique entre 17% e 19%, patamar considerado aceitável pela companhia. A meta é chegar a este índice até 2018. "Existe a perda física, que são os vazamentos, e a comercial. Muitos clientes pegam água da Sabesp de maneira irregular", explica o gerente da unidade de negócios Sul da companhia, Roberval Tavares de Souza.

O último levantamento do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), feito anualmente pelo Ministério das Cidades, apontou que, em 2010, a perda de água em São Bernardo foi de 46,9%. Em Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, a taxa era de 42,1% e 13,9%, respectivamente. A Sabesp contesta os dados, e diz que, em São Bernardo, a porcentagem é de 34%.

Para diminuir a quantidade água que vai para o ralo, uma das ações será a troca de tubulações nos bairros. O diretor metropolitano da companhia, Paulo Massato, informa que a situação é agravada em São Bernardo, pois as redes e os ramais são muito antigos.

Além do desperdício e do prejuízo aos cofres da empresa, a perda também pode provocar problemas no abastecimento, principalmente em locais mais altos. "Se o vazamento foi em um ponto baixo, pode provocar queda de pressão na rede e fazer com que a água tenha dificuldade para ser elevada", detalha Tavares de Souza.

OUTROS INVESTIMENTOS

Na semana passada, Dilma Pena anunciou que, até o fim de 2014, irá investir R$ 258 milhões nas três cidades atendidas pela companhia. A verba será aplicada, principalmente, na coleta e transporte de esgoto para tratamento. A Sabesp tem como meta atingir 100% de resíduos tratados até 2020.


Mauá contratará empresa para rastrear ‘gatos' na rede hídrica

No fim do mês passado, a Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) anunciou que contratará duas empresas para reduzir as perdas de água no município. Uma delas terá como função rastrear toda a cidade para procurar vazamentos na rede. A outra vasculhará as ruas para identificar ligações clandestinas - conhecidas como ‘gatos'. A estimativa do superintendente da Sama, Atila Jacomussi, é que existam cerca de 14 mil pontos irregulares.

Segundo o último levantamento do Instituto Trata Brasil, de 2010, 37,96% da água que chega à cidade vai para o ralo ou não é cobrada. A meta, segundo Atila, é reduzir o índice para 35% depois de um ano de contrato e chegar a 8% após três anos.

A Sama irá instalar também 14 macromedidores em todo o município, cujo investimento será de R$ 148 mil. O aparelho serve para medir a pressão com que a água passa pelas tubulações. Com isso, a empresa terá condições de checar se o fluxo está de acordo com o necessário para o local.

O SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento) de 2010 aponta que, em Santo André, São Caetano e Diadema, as perdas são de 27,3%, 21,8% e 41,3%, respectivamente.



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