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Faltou ritmo ao Grammy


Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

15/11/2008 | 07:00


Falta de sintonia entre os mestres-de-cerimônia, um ritmo arrastado, shows mornos e diversas gafes marcaram a edição brasileira do 9º Grammy Latino. Pela primeira vez realizada também fora dos Estados Unidos, a premiação foi transmitida ao vivo pela Band na noite de quinta-feira, do Auditório Ibirapuera, em São Paulo.

A festa reuniu cerca de 800 convidados, entre artistas, produtores e outras figuras que transitam no universo midiático. No comando, Marcelo Tas e Daniella Cicarelli demonstraram desconforto em suas funções e, apesar da experiência dele e da espontaneidade dela, não houve ‘química' entre os dois.

Até o humor sempre criativo e inteligente da trupe do programa C.Q.C. estava ‘frouxo', talvez pela preocupação em não constranger os convidados da emissora em que trabalham.

FLASHES - As performances musicais e as intervenções de Tas e Cicarelli eram intercalados por flashes do Grammy Latino promovido em Houston, nos Estados Unidos. No evento norte-americano, que ocorria simultaneamente, a apresentadora Patrícia Maldonado entrevistava artistas brasileiros como o sambista Diogo Nogueira e a cantora Roberta Sá, que concorriam na categoria principal de melhor artista revelação e preferiram viajar para Houston.

O Grammy conta com 49 categorias. No Auditório Ibirapuera foram anunciados apenas os vencedores das oito categorias em que concorrem somente os músicos brasileiros. Detalhe: os ganhadores, como o cantor César Menotti, da dupla sertaneja César Menotti & Fabiano, que venceu na categoria melhor álbum de música romântica (Com Você), não subiam ao palco para receber os troféus.

"Eu não agüento mais mandar para Houston", desabafou Cicarelli, em tom bem-humorado, sobre os flashes que pareciam intermináveis e tornavam a transmissão ainda mais cansativa. Não à toa, boa parte dos convidados foi embora quando a premiação, que durou pouco mais de duas horas, ainda estava longe do fim.

GAFES E SHOWS - Formada pelas cantoras Mary e Marilene, a dupla sertaneja As Galvão protagonizou um dos momentos mais divertidos da noite, quando anunciou o prêmio de melhor álbum de música tradicional regional ou de raízes para o cantor Seu Jorge, que nem concorria nesta categoria (quem venceu foi a dupla Chitãozinho & Xororó).

Os destaques entre os shows foram a inusitada versão do Sepultura para Garota de Ipanema e a parceria do guitarrista da banda, Andreas Kisser com os Meninos do Morumbi; Nelson Sargento e Marcelo D2 (em Agoniza, mas não Morre); e a boa dobradinha da roqueira baiana Pitty com o ex-guitarrista do Ira! Edgard Scandurra, que criaram um arranjo cheio de distorção para Não Pare na Pista, de Raul Seixas.

Entre os pontos negativos, o insosso dueto entre Paula Toller e Sandy (na canção E O Mundo não se Acabou), em tributo ao centenário de Carmen Miranda.



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