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Kiko priorizará Saneamento e Educação

Prefeito do Rio Grande da Serra quer ampliar captação de esgoto e zerar o déficit no ensino fundamental


Beto Silva
Do Diário do Grande ABC

09/11/2008 | 07:01


O prefeito reeleito de Rio Grande da Serra, Adler Kiko Teixeira (PSDB), irá priorizar as áreas de Saneamento Básico e Educação no segundo mandato. As metas a serem atingidas nos dois setores são ambiciosas e dependerão da capitação de recursos de outras esferas públicas.

Nos próximos anos haverá investimentos para aumentar o índice de captação de esgoto, que hoje atinge 31% do município e até o fim do ano chegará a 40%, com a conclusão da implementação do coletor-tronco da Sabesp. "Pretendemos avançar mais 30%. Acredito que é um bom número. Será difícil alcançá-lo, mas trabalharemos para isso."

O coletor atravessará toda a cidade, estará próximo de muitos bairros, o que facilitará a ligação de esgoto em mais residências. "Vamos avançar nessa questão. A Sabesp será nossa parceira para potencializar o uso do instrumento", vislumbra o chefe do Executivo. "As áreas mais distantes terão outras soluções", completa o tucano, ao enfatizar que asfaltamento e calçamento também receberão atenção especial no próximo mandato.

Já na Educação, Kiko pretende zerar o déficit de vagas em escolas infantis. São cerca de 130 crianças nessa condição, "um número que oscila e que hoje deve ser um pouco maior". A intenção do prefeito para cumprir o objetivo será construir duas novas creches e ampliar o Centro de Referência do Ensino Básico, na região central de Rio Grande da Serra.

Nos últimos quatro anos, o tucano optou por oferecer preferência às melhorias na Saúde. O município ainda é dependente do Estado, pois não está habilitado pelo Ministério da Saúde como pleno gestor das verbas, o que culmina em menor responsabilidade. Ainda assim, Kiko ressalta que promoveu "uma revolução" no setor, melhorando-o "da água para o vinho".

Os investimentos foram concentrados nas reformas das três UBSs (Unidades Básicas de Saúde), aquisição de 17 ambulâncias, aparelhos para exames, além da criação do Centro de Atendimento à Mulher e à Infância e do Centro Odontológico. "Temos de manter o padrão de qualidade que hoje está estabelecido", diz o prefeito sobre o futuro, ressaltando que poderá construir uma nova UBS e acreditando na efetivação do novo Hospital Regional, que atenderá as cidades de Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires e Mauá.

Para cumprir metas, tucano buscará recursos do Estado

O menor município do Grande ABC, encravado numa região totalmente protegida por leis ambientais, passa por um dilema: visa o desenvolvimento com recursos financeiros escassos, sem afetar o meio ambiente. A saída, segundo o prefeito de Rio Grande da Serra, Adler Kiko Teixeira, será buscar recursos junto ao Governo do Estado, comandado pelo companheiro de partido José Serra (PSDB).

A previsão orçamentária para o ano que vem é de R$ 33 milhões, pouco superior aos R$ 30 milhões calculados para o atual exercício. A cautela no acréscimo se deve também, segundo o chefe do Executivo, à crise dos Estados Unidos, que já abala o resto do mundo. "É um aumento singelo, pois não sabemos se a arrecadação superior será alcançada. Estamos (com a economia municipal) caminhando bem, que continue assim."

Sempre citando a busca de verba junto ao governo estadual, o tucano ressalta que uma das principais parcerias para captar investimentos deve ser na área de Saneamento. Isso porque a concessão da estatal vai até 2010 e a renovação ocorrerá somente com previsão de aplicação de recursos no município. "A possibilidade da formalização de novo contrato existe se houver um compromisso firme", afirma Kiko.

Dentre outras "parcerias" que o Executivo deve firmar estão o convênio com a Prefeitura de São Paulo, para obtenção de um terreno da Cohab (Companhia Metropolitana de Habitação). O objetivo é, a partir da conquista da área, atrair verba estadual para construir imóveis com vistas a retirar cerca de 130 famílias residentes em áreas de risco.

Outra iniciativa prometida por Kiko durante a campanha que tem de ser colocada em prática é a criação da GCM (Guarda Civil Municipal), pois a cidade é a única da região que não tem corporação de proteção ao patrimônio.



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