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Faxineiras do Nardini suspendem trabalho por atraso no salário


William Cardoso
Do Diário do Grande ABC

14/10/2008 | 07:08


As auxiliares-de-limpeza do Hospital Doutor Radamés Nardini, em Mauá, paralisaram as atividades na tarde de ontem. O motivo é o atraso no pagamento de salários por parte da empresa terceirizada Claer, contratada pela Prefeitura de Mauá. A remuneração varia entre R$ 437 e R$ 520, e não seria mais paga integralmente no quinto dia útil.

Às funcionárias, a empresa teria apontado dificuldades em receber da Prefeitura pelo serviço terceirizado como o principal motivo dos atrasos no salário. "Agora, imagine um hospital sem a parte de higienização funcionando direito", indagava a auxiliar Fátima Pereira Priolean, 47 anos.

Um grupo com cerca de 20 funcionárias permaneceu ontem à tarde em frente a entrada principal do hospital como forma de protesto. Elas afirmam que, além dos salários, têm sofrido com a falta de pagamento do vale-transporte e das cestas-básicas. "Estou cumprindo aviso-prévio e serei demitida, porque tenho três faltas. O problema é que não trabalhei porque não recebi o vale-transporte", explica Maria Aparecida de Moraes, 45. Ela mora em São Paulo e a viagem até Mauá custaria por dia em torno de R$ 7, contando as passagens de ida e volta.

Além da cesta-básica, a ajuda na alimentação das funcionárias também corre o risco de ser suspensa. O restaurante próximo ao hospital que fornece almoço às auxiliares-de-limpeza não teria recebido o repasse da Claer e já ameaçaria cortar o subsídio. "Já foi dito para a gente que não terá mais refeição", diz Gisele Macedo, 24.

A falta de pagamento tem causado transtornos na vida familiar de quem trabalha na limpeza do hospital. A funcionária Ana Paula dos Santos, 39, afirma que no domingo, Dia das Crianças, teve dificuldade para comprar presentes para os filhos. "Complicou bastante, porque fiquei sem o pagamento", explica.

A Claer foi procurada pela reportagem, mas ninguém atendeu aos telefones disponíveis. A Prefeitura de Mauá informa, por meio das secretarias de Saúde e de Finanças, que irá analisar, a partir de hoje, a situação referente aos pagamentos à empresa que presta serviços no setor de limpeza do Nardini.

Problemas financeiros emperrando o setor de Saúde de Mauá têm sido freqüentes nos últimos meses. O caso mais emblemático é a falta de remédios e materiais médico-hospitalares ocasionado pela saída da Home Care, empresa que fazia gerenciamento e distribuição dos materiais, mas que rompeu contrato unilateralmente com a Prefeitura por falta de pagamento.



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Faxineiras do Nardini suspendem trabalho por atraso no salário

William Cardoso
Do Diário do Grande ABC

14/10/2008 | 07:08


As auxiliares-de-limpeza do Hospital Doutor Radamés Nardini, em Mauá, paralisaram as atividades na tarde de ontem. O motivo é o atraso no pagamento de salários por parte da empresa terceirizada Claer, contratada pela Prefeitura de Mauá. A remuneração varia entre R$ 437 e R$ 520, e não seria mais paga integralmente no quinto dia útil.

Às funcionárias, a empresa teria apontado dificuldades em receber da Prefeitura pelo serviço terceirizado como o principal motivo dos atrasos no salário. "Agora, imagine um hospital sem a parte de higienização funcionando direito", indagava a auxiliar Fátima Pereira Priolean, 47 anos.

Um grupo com cerca de 20 funcionárias permaneceu ontem à tarde em frente a entrada principal do hospital como forma de protesto. Elas afirmam que, além dos salários, têm sofrido com a falta de pagamento do vale-transporte e das cestas-básicas. "Estou cumprindo aviso-prévio e serei demitida, porque tenho três faltas. O problema é que não trabalhei porque não recebi o vale-transporte", explica Maria Aparecida de Moraes, 45. Ela mora em São Paulo e a viagem até Mauá custaria por dia em torno de R$ 7, contando as passagens de ida e volta.

Além da cesta-básica, a ajuda na alimentação das funcionárias também corre o risco de ser suspensa. O restaurante próximo ao hospital que fornece almoço às auxiliares-de-limpeza não teria recebido o repasse da Claer e já ameaçaria cortar o subsídio. "Já foi dito para a gente que não terá mais refeição", diz Gisele Macedo, 24.

A falta de pagamento tem causado transtornos na vida familiar de quem trabalha na limpeza do hospital. A funcionária Ana Paula dos Santos, 39, afirma que no domingo, Dia das Crianças, teve dificuldade para comprar presentes para os filhos. "Complicou bastante, porque fiquei sem o pagamento", explica.

A Claer foi procurada pela reportagem, mas ninguém atendeu aos telefones disponíveis. A Prefeitura de Mauá informa, por meio das secretarias de Saúde e de Finanças, que irá analisar, a partir de hoje, a situação referente aos pagamentos à empresa que presta serviços no setor de limpeza do Nardini.

Problemas financeiros emperrando o setor de Saúde de Mauá têm sido freqüentes nos últimos meses. O caso mais emblemático é a falta de remédios e materiais médico-hospitalares ocasionado pela saída da Home Care, empresa que fazia gerenciamento e distribuição dos materiais, mas que rompeu contrato unilateralmente com a Prefeitura por falta de pagamento.

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