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Previdência nega duas vezes benefício a doente


Cristiane Bomfim
Do Diário do Grande ABC

28/04/2008 | 07:06


Mesmo com bursite e tendinite no ombro, cotovelo e punho esquerdo, Carlos Alberto Rodrigues de Castro, de 39 anos, teve cassado o benefício de auxílio-doença do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) em março. As dores, no entanto, não permitem que ele volte a trabalhar como torneiro mecânico na fábrica de embalagens de vidro Wheaton, em São Bernardo.

“Não tenho mais força no braço direito. Tenho laudos que comprovam que eu não melhorei e os médicos do meu trabalho entendem isso”, conta. Ele foi afastado em novembro de 2005, mas trata da doença há nove anos. A alta programada pelo INSS foi dada em janeiro, com cessação do benefício marcada para o dia 21 de março.

Calos Alberto, que tem 26 anos de registro em carteira e contribuição para o órgão, solicitou então o pedido de prorrogação do auxílio-doença e, três dias após o cancelamento do benefício, passou por nova perícia. “Mais uma vez a resposta foi indeferida”, lamenta. Segundo ele, os exames médicos, com raio x, laudos de ortopedistas e até psiquiátricos não foram sequer olhados pelo perito.

“Ele não olhou minhas receitas médicas e ainda deu risada da minha cara. Disse que se eu quisesse continuar recebendo o benefício teria que procurar a Justiça.”

Procurado pelo Diário, o INSS reafirmou o cancelamento do benefício explicou, em nota, que “o segurado passa por um perito diferente daquele que decidiu pela cessação ou indeferimento”. Além disso, o órgão alega que mesmo que o beneficiado possua uma doença, se no momento do exame médico-pericial ela não estiver incapacitada para trabalhar, o pedido de auxílio-doença será indeferido.

“A gente paga o INSS para não ter nenhum direito. É uma humilhação”, reclama Carlos.


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Previdência nega duas vezes benefício a doente

Cristiane Bomfim
Do Diário do Grande ABC

28/04/2008 | 07:06


Mesmo com bursite e tendinite no ombro, cotovelo e punho esquerdo, Carlos Alberto Rodrigues de Castro, de 39 anos, teve cassado o benefício de auxílio-doença do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) em março. As dores, no entanto, não permitem que ele volte a trabalhar como torneiro mecânico na fábrica de embalagens de vidro Wheaton, em São Bernardo.

“Não tenho mais força no braço direito. Tenho laudos que comprovam que eu não melhorei e os médicos do meu trabalho entendem isso”, conta. Ele foi afastado em novembro de 2005, mas trata da doença há nove anos. A alta programada pelo INSS foi dada em janeiro, com cessação do benefício marcada para o dia 21 de março.

Calos Alberto, que tem 26 anos de registro em carteira e contribuição para o órgão, solicitou então o pedido de prorrogação do auxílio-doença e, três dias após o cancelamento do benefício, passou por nova perícia. “Mais uma vez a resposta foi indeferida”, lamenta. Segundo ele, os exames médicos, com raio x, laudos de ortopedistas e até psiquiátricos não foram sequer olhados pelo perito.

“Ele não olhou minhas receitas médicas e ainda deu risada da minha cara. Disse que se eu quisesse continuar recebendo o benefício teria que procurar a Justiça.”

Procurado pelo Diário, o INSS reafirmou o cancelamento do benefício explicou, em nota, que “o segurado passa por um perito diferente daquele que decidiu pela cessação ou indeferimento”. Além disso, o órgão alega que mesmo que o beneficiado possua uma doença, se no momento do exame médico-pericial ela não estiver incapacitada para trabalhar, o pedido de auxílio-doença será indeferido.

“A gente paga o INSS para não ter nenhum direito. É uma humilhação”, reclama Carlos.

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