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São Caetano é cenário para ‘Plastic City’


Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

24/04/2008 | 07:00


São Caetano é mais uma cidade da região a servir de locação cinematográfica em 2008. No início do mês, a equipe de Plastic City, co-produção Brasil/China/Japão, filmou em frente ao Ribeirão dos Meninos, no trecho entre a Avenida Almirante Delamare e a Rua São Paulo. Uma casa do Jardim São Caetano também serviu como cenário.

 Quem sugeriu o local ao diretor chinês Yu Lik Wai foi o produtor Paulo Sakopniak, morador da cidade. As filmagens ocuparam um domingo inteiro. Além de São Caetano e de vários bairros da Capital, o filme tem cenas no Litoral.

O ator japonês Odajeri Joe, espécie de ‘Brad Pitt do Japão’ – uma fã chorou de emoção ao reconhecê-lo na Liberdade – é o protagonista. Passou o mês em locações como Copan, Santos e Mata Atlântica. O filme mergulha no universo das máfias chinesa e japonesa no País e foi orçado em R$ 5,5 milhões. Narra a saga do imigrante chinês Yuda, que se torna chefão do contrabando na Amazônia. Legado que deixa para o filho adotivo Kirin (Odajeri).

O ator é nome forte do show biz japonês. Foge da imprensa como os astros de Hollywood e em seu país só concede entrevistas para revistas, conferindo antes os textos. O diretor Yu Lik Wai é nome de peso. Fotógrafo dos longas cult do conterrâneo Jia Zhang Ke, é figura fácil em Cannes.

Com Zhang Ke e Chow Keung, abriu a produtora Xstream Pictures, que investe no cinema asiático de apelo internacional. Foi por acaso que Lik Wai decidiu filmar no País. Em 2003, estava em São Paulo finalizando um filme, quando ‘descobriu o Brasil oriental’. “A gente não tem idéia que existe. Não sabia sobre São Paulo, imigração japonesa, chinesa, a realidade de quem vem para cá tentar nova vida e, muitas vezes, deixa amarras do velho país e se prende a novas.”

É um filme sobre a cidade e a gente de São Paulo, mas poderia se passar em Hong Kong. “São Paulo é mais frenética e complexa do que Hong Kong. Deixo claro no filme que a história se passa aqui, mas não é um retrato documental, mas surrealista.”

Lik Wai escolheu a dedo os parceiros. O braço brasileiro é a Gullane Filmes (O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias). “Não é só co-produção no sentido de prestação de serviços. É criação conjunta”, diz o produtor Caio Gullane. O roteiro foi escrito em parceria com Fernando Bonassi. O chinês não está nem aí para o real.

Liberdade onírica, que beira o desprendimento de mangá, que Lik Wai busca atingir. Não é fácil. Há cenas em que Odajeri atua em japonês, ouve o elenco brasileiro (Alexandre Borges, Tainá Müller e Babu Santanna) rebater diálogos em português e o chinês, em mandarim.

“Não sei direito o que estamos fazendo. Meu papel é de um segurança. O japonês fala na língua dele. Respondo na minha. No fim, veremos no que vai dar”, comentou Babu. Lik Wai concorda: “Foi difícil no início. Mas esse estranhamento será bom. É isso que quero provocar”, garante ele, que se prepara para rodar em Bertioga cenas que na história se passam na Amazônia.



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