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Atila fará auditoria
em contratos da Sama

O objetivo do superintendente da autarquia é recuperar a
imagem arranhada; serão analisados os últimos dez anos


Bruno Coelho
Do Diário do Grande ABC

28/02/2013 | 07:00


Atila Jacomussi (sem partido) fará devassa nos contratos firmados pela Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) nos últimos dez anos, período em que a cidade foi governada por Oswaldo Dias (PT, seis anos), Diniz Lopes (PR, um ano) e Leonel Damo (PMDB, três anos).

A decisão ocorre dois meses após assumir a superintendência da autarquia. Atila assinou ontem a abertura de licitação para contratar empresa que fará a auditoria. "Os últimos investimentos da Sama não foram pesados para área de saneamento. Vimos que, infelizmente, nos últimos dez anos a empresa perdeu o seu foco", justificou.

Atila abriu sindicância interna, detectou irregularidades e cancelou três contratos com prestadoras de serviços, cujos nomes não foram revelados.

O superintendente evitou criticar os antecessores no comando da Sama, apesar dos contratos questionáveis e da falta de investimento em infraestrutura para redes de água e esgoto de Mauá. "Cabe ao Tribunal de Contas julgar as administrações públicas. Nossa preocupação é recuperar a imagem da autarquia, que está arranhada", constatou.

A previsão da Sama é que até agosto saia o resultado da licitação e que a auditoria ocorra em pelo menos quatro meses. Atila não soube especificar quantos contratos serão analisados. Também não há valor que será pago à empresa que fará a auditoria.

 

Aliados na mira

A análise dos contratos promovida por Atila Jacomussi atingirá cinco aliados da administração do atual prefeito, Donisete Braga (PT). Entre eles, está o ex-vice-prefeito Márcio Chaves (PT), cortejado pelo gestor municipal para assumir o posto de "embaixador de Mauá em Brasília". O petista comandou a Sama entre 2003 e 2004.

A bancada do PTdoB na Câmara, hoje composta por Alberto Betão Pereira Justino e Chiquinho do Zaíra, que também foram superintendentes da autarquia, terão suas atuações investigadas. José Carlos Orosco Júnior (PMDB) geriu a entidade em 2005, mas é desafeto do PT. Já Rogério de Paula Costa, o Kuka (PTdoB) passou pela Sama em 2007, mas é ligado a Chiquinho. Em 2008, outro aliado de Donisete, Carlos Thomaz (PSB), passou pelo comando da Sama. Hoje, ele é secretário de Segurança.

Na terceira passagem de Oswaldo no Paço (2009 a 2012), a Sama foi administrada a maior parte do tempo por Diniz Lopes (PR). O republicano deixou o posto para disputar a eleição para deputado estadual em 2010, deixando o cargo para o seu braço-direito, Vladimilson Garcia, o Bodinho. Diniz voltou e novamente pediu exoneração do cargo de chefia da Sama em 2012.

 

Histórico de descaso

A credibilidade da Sama está abalada por sucessivas denúncias de corrupção. O Diário denunciou o fraudulento esquema em processo para a compra de concreto de uma empresa que sequer participou da licitação em 2010. No mesmo ano, a Comercial Nova Rochamar, empresa de fachada e com documentação falsa, foi contratada emergencialmente. A Sama também coleciona problemas com TCE (Tribunal de Contas do Estado), cujas contas dos exercício 2005, 2006 e 2007 foram consideradas irregulares pela corte. O tribunal ainda não avaliou as contas de 2008 a 2012.

 

Justiça determina pagamento de R$ 775 mi à Sabesp

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) deu parecer favorável à Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) na briga judicial promovida contra a Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá). De acordo com a decisão da corte, o Paço de Mauá terá de pagar R$ 775 milhões por ter municipalizado o serviço de saneamento em 1995. Cabe recurso à decisão.

Ao todo, a dívida de Mauá com a Sabesp chega a R$ 1 bilhão. A autarquia paulista também briga na Justiça por mais R$ 250 milhões, uma vez que cobra R$ 1,40 por metro cúbico de água, enquanto a Sama avalia o custo em R$ 1,05.

O revés não preocupa o superintendente da Sama, Atila Jacomussi, que demonstra confiança no diálogo com a presidente da Sabesp, Dilma Pena.

 



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Atila fará auditoria
em contratos da Sama

O objetivo do superintendente da autarquia é recuperar a
imagem arranhada; serão analisados os últimos dez anos

Bruno Coelho
Do Diário do Grande ABC

28/02/2013 | 07:00


Atila Jacomussi (sem partido) fará devassa nos contratos firmados pela Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) nos últimos dez anos, período em que a cidade foi governada por Oswaldo Dias (PT, seis anos), Diniz Lopes (PR, um ano) e Leonel Damo (PMDB, três anos).

A decisão ocorre dois meses após assumir a superintendência da autarquia. Atila assinou ontem a abertura de licitação para contratar empresa que fará a auditoria. "Os últimos investimentos da Sama não foram pesados para área de saneamento. Vimos que, infelizmente, nos últimos dez anos a empresa perdeu o seu foco", justificou.

Atila abriu sindicância interna, detectou irregularidades e cancelou três contratos com prestadoras de serviços, cujos nomes não foram revelados.

O superintendente evitou criticar os antecessores no comando da Sama, apesar dos contratos questionáveis e da falta de investimento em infraestrutura para redes de água e esgoto de Mauá. "Cabe ao Tribunal de Contas julgar as administrações públicas. Nossa preocupação é recuperar a imagem da autarquia, que está arranhada", constatou.

A previsão da Sama é que até agosto saia o resultado da licitação e que a auditoria ocorra em pelo menos quatro meses. Atila não soube especificar quantos contratos serão analisados. Também não há valor que será pago à empresa que fará a auditoria.

 

Aliados na mira

A análise dos contratos promovida por Atila Jacomussi atingirá cinco aliados da administração do atual prefeito, Donisete Braga (PT). Entre eles, está o ex-vice-prefeito Márcio Chaves (PT), cortejado pelo gestor municipal para assumir o posto de "embaixador de Mauá em Brasília". O petista comandou a Sama entre 2003 e 2004.

A bancada do PTdoB na Câmara, hoje composta por Alberto Betão Pereira Justino e Chiquinho do Zaíra, que também foram superintendentes da autarquia, terão suas atuações investigadas. José Carlos Orosco Júnior (PMDB) geriu a entidade em 2005, mas é desafeto do PT. Já Rogério de Paula Costa, o Kuka (PTdoB) passou pela Sama em 2007, mas é ligado a Chiquinho. Em 2008, outro aliado de Donisete, Carlos Thomaz (PSB), passou pelo comando da Sama. Hoje, ele é secretário de Segurança.

Na terceira passagem de Oswaldo no Paço (2009 a 2012), a Sama foi administrada a maior parte do tempo por Diniz Lopes (PR). O republicano deixou o posto para disputar a eleição para deputado estadual em 2010, deixando o cargo para o seu braço-direito, Vladimilson Garcia, o Bodinho. Diniz voltou e novamente pediu exoneração do cargo de chefia da Sama em 2012.

 

Histórico de descaso

A credibilidade da Sama está abalada por sucessivas denúncias de corrupção. O Diário denunciou o fraudulento esquema em processo para a compra de concreto de uma empresa que sequer participou da licitação em 2010. No mesmo ano, a Comercial Nova Rochamar, empresa de fachada e com documentação falsa, foi contratada emergencialmente. A Sama também coleciona problemas com TCE (Tribunal de Contas do Estado), cujas contas dos exercício 2005, 2006 e 2007 foram consideradas irregulares pela corte. O tribunal ainda não avaliou as contas de 2008 a 2012.

 

Justiça determina pagamento de R$ 775 mi à Sabesp

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) deu parecer favorável à Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) na briga judicial promovida contra a Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá). De acordo com a decisão da corte, o Paço de Mauá terá de pagar R$ 775 milhões por ter municipalizado o serviço de saneamento em 1995. Cabe recurso à decisão.

Ao todo, a dívida de Mauá com a Sabesp chega a R$ 1 bilhão. A autarquia paulista também briga na Justiça por mais R$ 250 milhões, uma vez que cobra R$ 1,40 por metro cúbico de água, enquanto a Sama avalia o custo em R$ 1,05.

O revés não preocupa o superintendente da Sama, Atila Jacomussi, que demonstra confiança no diálogo com a presidente da Sabesp, Dilma Pena.

 

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