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G8 recebe R$ 42 mi
da gestão Marinho

Foram cinco contratos em três anos em São Bernardo; a
empresa é pivô de uma fraude em Londrina, no Paraná


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

28/02/2013 | 07:00


Durante o primeiro mandato de Luiz Marinho (PT), entre 2009 e 2012, a G8 Comércio de Equipamentos, Serviços e Representações recebeu R$ 42 milhões em cinco contratos firmados com a Secretaria de Educação do município, comandada por Cleuza Repulho.

A fornecedora de uniformes e materiais escolares foi apontada pelo Ministério Público do Paraná como integrante de cartel que fraudava e superfaturava licitações em diversos municípios do País. Dono da G8, Marcos Divino Ramos foi preso em Curitiba, em agosto.

A empresa hoje funciona com outra razão social, a Fio Paraná, que também possui convênio com a administração de Marinho. Somente em 2013, o Paço depositou R$ 6 milhões nas contas da companhia. Somado esse valor aos R$ 42 milhões recebidos anteriormente, Marcos Divino embolsou R$ 48 milhões de contratos com o Executivo de São Bernardo.

Os dois primeiros acordos foram assinados em 1º e 2 de dezembro de 2009 e consistiam em fornecimento de mochilas e bolsas (sob valor de R$ 3,6 milhões) e distribuição de tênis a alunos do sistema educacional (R$ 5,1 milhões).

As atas de preços desses contratos foram utilizadas para esquema fraudulento deflagrado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) na prefeitura de Londrina, no Paraná. Lá, o ex-prefeito Homero Barbosa Neto (PDT) adotou os valores praticados em São Bernardo para dispensar concorrência pública para adquirir uniformes à rede pública.

O ex-prefeito confessou ter recebido propina para não seguir as regras de licitação. Juntamente com a Capricórnio S/A - outra empresa que fazia parte da ‘quadrilha', segundo o MP do Paraná -, a G8 arrebatou R$ 6,4 milhões. Auditoria dos promotores locais apontou superfaturamento no valor dos produtos e desvio de R$ 3,1 milhões.

Em 2010, a Prefeitura de São Bernardo optou por prorrogar por mais 12 meses os convênios firmados em dezembro de 2009. Os valores praticados foram os mesmos do ano anterior: R$ 3,6 milhões para fornecimento de mochilas e R$ 5,1 milhões para abastecimento de tênis na rede municipal.

O quinto contrato foi assinado em janeiro de 2011 e foi o mais vantajoso financeiramente para a antiga G8. Vencedora de três lotes para oferta de material escolar para o sistema de ensino, ela recebeu R$ 24,6 milhões. Pelo acordo, ela teria de disponibilizar pouco mais de 170 produtos, entre eles papel sulfite, cola, caneta, lápis e estojo.

 

CONLUIO

O convênio fechado pelo Paço de São Bernardo com a G8 para fornecimento de mochilas e bolsas aos alunos da rede pública contou com três empresas indiciadas pelo Gaeco do Paraná - ao todo, 19 pessoas foram denunciadas pelo MP por fraude à licitação, peculato, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e falsidade documental.

Além de oferecer propina a agentes públicos para eliminar processos licitatórios e firmar contratos superfaturados com municípios, o bando também se infiltrava em concorrências com objetivo de simular pregões públicos. Na prática, as concorrentes já combinavam previamente o vencedor do certame e os valores ofertados.



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G8 recebe R$ 42 mi
da gestão Marinho

Foram cinco contratos em três anos em São Bernardo; a
empresa é pivô de uma fraude em Londrina, no Paraná

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

28/02/2013 | 07:00


Durante o primeiro mandato de Luiz Marinho (PT), entre 2009 e 2012, a G8 Comércio de Equipamentos, Serviços e Representações recebeu R$ 42 milhões em cinco contratos firmados com a Secretaria de Educação do município, comandada por Cleuza Repulho.

A fornecedora de uniformes e materiais escolares foi apontada pelo Ministério Público do Paraná como integrante de cartel que fraudava e superfaturava licitações em diversos municípios do País. Dono da G8, Marcos Divino Ramos foi preso em Curitiba, em agosto.

A empresa hoje funciona com outra razão social, a Fio Paraná, que também possui convênio com a administração de Marinho. Somente em 2013, o Paço depositou R$ 6 milhões nas contas da companhia. Somado esse valor aos R$ 42 milhões recebidos anteriormente, Marcos Divino embolsou R$ 48 milhões de contratos com o Executivo de São Bernardo.

Os dois primeiros acordos foram assinados em 1º e 2 de dezembro de 2009 e consistiam em fornecimento de mochilas e bolsas (sob valor de R$ 3,6 milhões) e distribuição de tênis a alunos do sistema educacional (R$ 5,1 milhões).

As atas de preços desses contratos foram utilizadas para esquema fraudulento deflagrado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) na prefeitura de Londrina, no Paraná. Lá, o ex-prefeito Homero Barbosa Neto (PDT) adotou os valores praticados em São Bernardo para dispensar concorrência pública para adquirir uniformes à rede pública.

O ex-prefeito confessou ter recebido propina para não seguir as regras de licitação. Juntamente com a Capricórnio S/A - outra empresa que fazia parte da ‘quadrilha', segundo o MP do Paraná -, a G8 arrebatou R$ 6,4 milhões. Auditoria dos promotores locais apontou superfaturamento no valor dos produtos e desvio de R$ 3,1 milhões.

Em 2010, a Prefeitura de São Bernardo optou por prorrogar por mais 12 meses os convênios firmados em dezembro de 2009. Os valores praticados foram os mesmos do ano anterior: R$ 3,6 milhões para fornecimento de mochilas e R$ 5,1 milhões para abastecimento de tênis na rede municipal.

O quinto contrato foi assinado em janeiro de 2011 e foi o mais vantajoso financeiramente para a antiga G8. Vencedora de três lotes para oferta de material escolar para o sistema de ensino, ela recebeu R$ 24,6 milhões. Pelo acordo, ela teria de disponibilizar pouco mais de 170 produtos, entre eles papel sulfite, cola, caneta, lápis e estojo.

 

CONLUIO

O convênio fechado pelo Paço de São Bernardo com a G8 para fornecimento de mochilas e bolsas aos alunos da rede pública contou com três empresas indiciadas pelo Gaeco do Paraná - ao todo, 19 pessoas foram denunciadas pelo MP por fraude à licitação, peculato, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e falsidade documental.

Além de oferecer propina a agentes públicos para eliminar processos licitatórios e firmar contratos superfaturados com municípios, o bando também se infiltrava em concorrências com objetivo de simular pregões públicos. Na prática, as concorrentes já combinavam previamente o vencedor do certame e os valores ofertados.

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