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Problemas bucais reforçam fila do desemprego


Heloísa Cestari
Do Diário do Grande ABC

03/03/2008 | 07:17


Ter um currículo apresentável é, sem dúvida, o primeiro passo para se conseguir um emprego. Mas uma característica pode levar o entrevistador a sequer ter interesse em avaliar a qualificação profissional do aspirante à vaga: os dentes.

Pesquisas como a Oral Health Impact Profile, de padrão internacional, revelam que quem não goza de uma boa saúde bucal apresenta chances bem menores de conseguir um trabalho, seja qual for o país. “É absolutamente excludente não ter dentes. Quem não tem é excluído na escola, não consegue beijar e muito menos arrumar um emprego. É como se fosse uma mutilação, que ainda revela que você não tem dinheiro”, diz o dentista Fábio Bibancos, presidente da Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) Turma do Bem.

No último dia 24, a entidade selecionou 872 crianças e adolescentes com idade entre 11 e 17 anos, em São Paulo, para receber tratamento dentário gratuito até a maioridade.

A prioridade é dada aos adolescentes que possuem problemas bucais mais graves, são mais pobres e estão mais próximos do primeiro emprego. A partir desta seleção, eles são encaminhados a consultórios particulares dos chamados Dentistas do Bem para receber atendimento de caráter curativo e preventivo, 100% gratuito, até completarem 18 anos.

Segundo Bibancos, cerca de 3.400 dentistas voluntários de todo o Brasil – 100 deles com consultório no Grande ABC – participam do projeto, que visa facilitar a inserção de jovens de baixa renda no mercado de trabalho. “Imagine que haja duas candidatas a uma vaga de emprego, com roupas iguais, em uma empresa de RH. Só que uma tem dentes e a outra não. Qual será a escolhida? Com certeza, a que tem dentes. É um fator decisivo”, conclui Bibancos.

Além das campanhas para jovens da Capital e da Grande São Paulo, os voluntários fazem triagens em escolas públicas para auxiliar os casos mais graves.

Foi assim que o estudante Guilherme Gianotto, 13 anos, pôde fazer o tratamento de canal e as restaurações de que necessitava em um consultório em São Caetano.

“Eles foram à minha escola no ano passado e selecionaram os 34 casos mais graves. Fiz tratamento e já estou usando aparelho. Tudo de graça. Não tenho mais nada, mas vou poder fazer o acompanhamento a cada seis meses, até eu completar 18 anos, e se eu tiver uma dor no dente, é só ligar para a doutora que ela me atende”, explica Guilherme, que não poupa elogios ao programa. “Eles são muito bons e estão ajudando bastante gente com isso.”

Você sabia...

Pressão de caneta no dente leva à pressão do dente no osso. O resultado é uma mordida mais aberta.

Ter sensibilidade no dente ao tomar algo frio não é necessariamente sinal de inflamação. Mas é bom ir a um dentista para checar.

Quando a gengiva sangra na hora da escovação, deve-se escová-la ainda mais, mesmo que esteja dolorido, pois é sinal de inflamação e requer maiores cuidados.

Problemas bucais podem afetar o coração.

As bebidas alcoólicas aumentam a acidez da boca, o que favorece o aparecimento de cáries, doença periodontal e até de câncer bucal.

O uso de piercings intrabucais é perigoso. Além de haver chances de fraturas dentais, podem ocorrer inflamações na gengiva, mau hálito, infecções e perda de sensibilidade na língua.

A utilização de um feixe laser para o tratamento dentário pode reduzir a profundidade das lesões provocadas por cáries, segundo pesquisa realizada na Faculdade de Odontologia da USP e na Universidade de Aachen, na Alemanha. A técnica causa modificações químicas e estruturais no esmalte dos dentes, tornando-os mais resistente à cárie.

Um irlandês que ficou cego após uma explosão recuperou parte da visão depois de ter um dente de seu filho implantado na cavidade ocular durante uma cirurgia em Brighton, na Inglaterra. Além do dente, o médico usou parte da gengiva da criança, considerada o melhor doador depois de vários exames.


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Problemas bucais reforçam fila do desemprego

Heloísa Cestari
Do Diário do Grande ABC

03/03/2008 | 07:17


Ter um currículo apresentável é, sem dúvida, o primeiro passo para se conseguir um emprego. Mas uma característica pode levar o entrevistador a sequer ter interesse em avaliar a qualificação profissional do aspirante à vaga: os dentes.

Pesquisas como a Oral Health Impact Profile, de padrão internacional, revelam que quem não goza de uma boa saúde bucal apresenta chances bem menores de conseguir um trabalho, seja qual for o país. “É absolutamente excludente não ter dentes. Quem não tem é excluído na escola, não consegue beijar e muito menos arrumar um emprego. É como se fosse uma mutilação, que ainda revela que você não tem dinheiro”, diz o dentista Fábio Bibancos, presidente da Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) Turma do Bem.

No último dia 24, a entidade selecionou 872 crianças e adolescentes com idade entre 11 e 17 anos, em São Paulo, para receber tratamento dentário gratuito até a maioridade.

A prioridade é dada aos adolescentes que possuem problemas bucais mais graves, são mais pobres e estão mais próximos do primeiro emprego. A partir desta seleção, eles são encaminhados a consultórios particulares dos chamados Dentistas do Bem para receber atendimento de caráter curativo e preventivo, 100% gratuito, até completarem 18 anos.

Segundo Bibancos, cerca de 3.400 dentistas voluntários de todo o Brasil – 100 deles com consultório no Grande ABC – participam do projeto, que visa facilitar a inserção de jovens de baixa renda no mercado de trabalho. “Imagine que haja duas candidatas a uma vaga de emprego, com roupas iguais, em uma empresa de RH. Só que uma tem dentes e a outra não. Qual será a escolhida? Com certeza, a que tem dentes. É um fator decisivo”, conclui Bibancos.

Além das campanhas para jovens da Capital e da Grande São Paulo, os voluntários fazem triagens em escolas públicas para auxiliar os casos mais graves.

Foi assim que o estudante Guilherme Gianotto, 13 anos, pôde fazer o tratamento de canal e as restaurações de que necessitava em um consultório em São Caetano.

“Eles foram à minha escola no ano passado e selecionaram os 34 casos mais graves. Fiz tratamento e já estou usando aparelho. Tudo de graça. Não tenho mais nada, mas vou poder fazer o acompanhamento a cada seis meses, até eu completar 18 anos, e se eu tiver uma dor no dente, é só ligar para a doutora que ela me atende”, explica Guilherme, que não poupa elogios ao programa. “Eles são muito bons e estão ajudando bastante gente com isso.”

Você sabia...

Pressão de caneta no dente leva à pressão do dente no osso. O resultado é uma mordida mais aberta.

Ter sensibilidade no dente ao tomar algo frio não é necessariamente sinal de inflamação. Mas é bom ir a um dentista para checar.

Quando a gengiva sangra na hora da escovação, deve-se escová-la ainda mais, mesmo que esteja dolorido, pois é sinal de inflamação e requer maiores cuidados.

Problemas bucais podem afetar o coração.

As bebidas alcoólicas aumentam a acidez da boca, o que favorece o aparecimento de cáries, doença periodontal e até de câncer bucal.

O uso de piercings intrabucais é perigoso. Além de haver chances de fraturas dentais, podem ocorrer inflamações na gengiva, mau hálito, infecções e perda de sensibilidade na língua.

A utilização de um feixe laser para o tratamento dentário pode reduzir a profundidade das lesões provocadas por cáries, segundo pesquisa realizada na Faculdade de Odontologia da USP e na Universidade de Aachen, na Alemanha. A técnica causa modificações químicas e estruturais no esmalte dos dentes, tornando-os mais resistente à cárie.

Um irlandês que ficou cego após uma explosão recuperou parte da visão depois de ter um dente de seu filho implantado na cavidade ocular durante uma cirurgia em Brighton, na Inglaterra. Além do dente, o médico usou parte da gengiva da criança, considerada o melhor doador depois de vários exames.

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