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Embargo e Quaresma devem derrubar o custo da carne bovina


Verônica Lima
Do Diário do Grande ABC
Com AE

07/02/2008 | 07:00


O embargo da UE (União Européia) à carne bovina brasileira e o período de Quaresma – marcada pela diminuição do consumo do artigo – devem impulsionar uma queda de preços nos supermercados do Grande ABC.

A suspensão imposta pelos europeus no final do mês passado já provoca um aumento de 25% nos preços das carnes consumidas por alguns países do bloco europeu. Como os frigoríficos acenam com a possibilidade de desovar aqui o produto não exportado, os preços podem cair na mesma magnitude para o consumidor brasileiro a partir de março.

“A carne bovina aumentou muito no mercado interno nos últimos meses. Com a chegada da Quaresma e com a interrupção da exportação para a Europa, o brasileiro pagará menos pela carne no próximo mês”, garante o engenheiro agrônomo da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), Fábio Vezzá de Benedetto.

Para Sérgio De Zen, professor da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luis de Queiroz), da USP (Universidade de São Paulo), os valores da carne continuarão subindo no mercado europeu, podendo diminuir aqui. “A expectativa é de novas altas lá. O Brasil é um grande fornecedor e nenhum outro país tem condições e capacidade para ocupar esse espaço no curto prazo”.

Não cai não - Na contramão dessa expectativa de queda, o vice-presidente de comunicação da Apas (Associação Paulista de Supermercados), Martinho Paiva Moreira, aposta que a carne embargada já foi recolocada em outros mercados estrangeiros, e por conta disso, acredita que não haverá recuo de preços no varejo brasileiro.

Motivo - A UE suspendeu as importações porque não concordou com a lista de fazendas elaborada pelo governo brasileiro. O bloco previa o cadastramento de 300 propriedades para o fornecimento de animais aos frigoríficos, mas na lista enviada pelo Brasil constavam cerca de 2.800 fazendas.

Os certificados de exportações que permitem o embarque para o bloco deixaram de ser emitidos pelo Ministério da Agricultura no dia 1º de fevereiro. O Brasil exportou em janeiro US$ 146 milhões em carnes para os países da UE, ou apenas 40% do total das vendas externas do produto. Em 2007, as exportações de carne para o bloco totalizaram US$ 1,08 bilhão.



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Embargo e Quaresma devem derrubar o custo da carne bovina

Verônica Lima
Do Diário do Grande ABC
Com AE

07/02/2008 | 07:00


O embargo da UE (União Européia) à carne bovina brasileira e o período de Quaresma – marcada pela diminuição do consumo do artigo – devem impulsionar uma queda de preços nos supermercados do Grande ABC.

A suspensão imposta pelos europeus no final do mês passado já provoca um aumento de 25% nos preços das carnes consumidas por alguns países do bloco europeu. Como os frigoríficos acenam com a possibilidade de desovar aqui o produto não exportado, os preços podem cair na mesma magnitude para o consumidor brasileiro a partir de março.

“A carne bovina aumentou muito no mercado interno nos últimos meses. Com a chegada da Quaresma e com a interrupção da exportação para a Europa, o brasileiro pagará menos pela carne no próximo mês”, garante o engenheiro agrônomo da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), Fábio Vezzá de Benedetto.

Para Sérgio De Zen, professor da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luis de Queiroz), da USP (Universidade de São Paulo), os valores da carne continuarão subindo no mercado europeu, podendo diminuir aqui. “A expectativa é de novas altas lá. O Brasil é um grande fornecedor e nenhum outro país tem condições e capacidade para ocupar esse espaço no curto prazo”.

Não cai não - Na contramão dessa expectativa de queda, o vice-presidente de comunicação da Apas (Associação Paulista de Supermercados), Martinho Paiva Moreira, aposta que a carne embargada já foi recolocada em outros mercados estrangeiros, e por conta disso, acredita que não haverá recuo de preços no varejo brasileiro.

Motivo - A UE suspendeu as importações porque não concordou com a lista de fazendas elaborada pelo governo brasileiro. O bloco previa o cadastramento de 300 propriedades para o fornecimento de animais aos frigoríficos, mas na lista enviada pelo Brasil constavam cerca de 2.800 fazendas.

Os certificados de exportações que permitem o embarque para o bloco deixaram de ser emitidos pelo Ministério da Agricultura no dia 1º de fevereiro. O Brasil exportou em janeiro US$ 146 milhões em carnes para os países da UE, ou apenas 40% do total das vendas externas do produto. Em 2007, as exportações de carne para o bloco totalizaram US$ 1,08 bilhão.

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