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Entidade empresarial prefere CPMF a IOF maior


Daniel Trielli
Do Diário do Grande ABC

05/01/2008 | 07:03


“Precipitado”, “desnecessário” e “danoso”, foram os adjetivos usados pelo 1º coordenador-geral do PNBE (Pensamento Nacional das Bases Empresariais), José Roberto Romeu Roque para definir o aumento da alíquota da IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) anunciada pelo governo nesta semana.

O aumento do IOF vem dentro de um pacote para repor as perdas com o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras).

No entanto, Roque diz que tais reajustes são desnecessários, já que o aumento de arrecadação do governo federal estimado para 2008 vai cobrir o buraco de R$ 40 bilhões causado pelo fim do tributo provisório.

“É muito mais danoso para o desenvolvimento econômico o aumento da IOF do que a CPMF”, conta Roque. “Ele é menos transparente e é mais forte em empresas que precisam crescer.” Por essa razão, o PNBE se posicionou contra o fim da CPMF.

“Era um imposto transparente”, explica o 2º coordenador-geral do PNBE, Lívio Giosa. “Nossa proposta era reduzir a alíquota para 0,01%.”

Já o aumento do IOF, por outro lado, “vai pegar algo muito grave, que é o capital de giro das empresas”, segundo Roque. O financiamento vai ficar mais caro com o reajuste desse imposto.

“O pequeno boom que a economia nacional está passado é causado pela disponibilidade do crédito para os empresários fazerem investimentos”, conta o 1º coordenador-geral do PNBE.

A proposta de reforma tributária da entidade, além de incluir mais transparência, também é de uma diminuição drástica da carga de impostos, hoje a cerca de 38,5% do PIB (Produto Interno Bruto).

“A carga tributária não deve ser maior do que 22% do PIB”, diz Roque. “Países que precisam crescer, como o Brasil, só conseguem fazer isso com esse índice. Mais do que isso, só na Europa, que não precisa mais crescer.”



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