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Estudante é executado na porta de casa


Rogério Gatti
Do Diário do Grande ABC

05/01/2008 | 07:06


O estudante Bruno Leonardo Bina, 19 anos, foi morto com quatro tiros em frente à casa onde morava, na Vila Aquilino, em Santo André, na noite de anteontem. A polícia desconfia que a vítima pode ter sido confundida com seu irmão.

O jovem saiu de casa por volta das 20h30 e sentou-se na calçada para fumar um cigarro. De repente, dois homens se aproximaram e dispararam diversas vezes contra ele.

O estudante foi atingido por dois tiros no braço direito – o que pressupõem-se que ele tentou se defender – , um na face e outro na cabeça.

O torneiro-mecânico J.M.B., 47, ouviu os disparos e, ao abrir a porta da casa, encontrou o filho caído e sangrando. O pai chegou a ver os supostos criminosos fugindo em um Gol branco, mas não conseguiu anotar a placa.

J.M.B. ficou com o filho nos braços até a chegada de uma ambulância. Leonardo Bina foi socorrido com vida e disse que os tiros partiram de dois homens. Ele morreu posteriormente no Pronto-Socorro Municipal Central.

HIPÓTESE

A principal hipótese para o crime, segundo a polícia, é assassinato por engano. A equipe de investigação acredita que o alvo era o irmão da vítima, V.H.B., 21 anos.

O torneiro-mecânico contou aos policiais que o filho mais velho teria, dias atrás, discutido com traficantes da favela do Tamarutaca, que se localiza próximo à Rua Caldeias, onde Bina foi executado.

A polícia revelou que o irmão do rapaz já foi detido por envolvimento com o tráfico de drogas em 2005 e por isso não descarta a possibilidade de um provável acerto de contas.

Na rua onde ocorreu o crime, os vizinhos disseram que não viram nada, nem mesmo o Gol branco em que os supostos assassinos fugiram.

TRISTEZA

Bruno Leonardo Bina não tinha antecedentes criminais. Segundo os familiares, durante o período da manhã, ele fazia o ensino médio e à noite um curso no Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). Ele morava com o irmão, o pai (que era separado) e a avó.

O enterro ocorreu ontem às 15h30, no cemitério do Curuçá, na presença de aproximadamente 50 pessoas, entre amigos e parentes do jovem.

Um micro-ônibus foi fretado para levar os vizinhos até o cemitério.

O clima era de consternação e revolta e a maioria do presentes preferiu não comentar nada sobre o crime. O pai e o irmão de Bina não foram encontrados pela reportagem.


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